Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

18/07/12

Anedota do Dia

Isto está tudo tramado: agora são os alcoólicos anónimos que querem ser enólogos. 

Não têm o curso, mas têm a experiência…

Frase do dia

Este governo é profundamente corrupto!

D. Januário Torgal Ferreira
Bispo das forças armadas

16/07/12

Observando os Observatórios dos Observadores que Observam

E para quando um observatório para observar as trafulhices do Relvas?
É que o homem vai de vento em popa! Parece que o cadastro do sinhor é mesmo da pesada. Desde falsificação de moradas, ao célebre caso das "viagens fantasmas" dos deputados nos anos 90, este sinhor está em todas, carago! Há mesmo muito que observar... senão observem bem como somos bons a observar, o por vezes observável e, por outras vezes, o inobservável. Senão vejamos:

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde (só pode ser piada)
Observatório nacional de saúde (é mesmo piada)
Observatório português dos sistemas de saúde (... o país está mesmo em coma!)
Observatório vida (de quem?)
Observatório do ordenamento do território (e que bem que está ordenado!)
Observatório do comércio (lícito ou ilícito?)
Observatório da imigração (o tal que faz bué da falta, e o da emigração? Para quando?…)
Observatório para os assuntos da família (da pobreza das famílias!)
Observatório permanente da juventude (dos boys!)
Observatório nacional da droga e toxicodependência (quê?...)
Observatório europeu da droga e toxicodependência (hã!...)
Observatório geopolítico das drogas (... só podem andar alucinados!)
Observatório do ambiente (das passarinhas!)
Observatório das ciências e tecnologias (dos Magalhães que já não são!)
Observatório do turismo (lunar?)
Observatório para a igualdade de oportunidades (aí que liiiinnndooooo!)
Observatório da imprensa (por aqui podiam poupar um pouco o trabalho das secretas!)
Observatório das ciências e do ensino superior (das trafulhices e das licenciaturas tipo OMO)
Observatório dos estudantes do ensino superior (das caloiras, só pode!)
Observatório da comunicação (falam, falam, falam e não os vejo a fazer nada)
Observatório das actividades culturais (boião da coltura, carago!)
Observatório local da Guarda (e de Barrancos, não?)
Observatório de inserção profissional (é para os deputados e ministros após ao aninhos de vigência)
Observatório do emprego e formação profissional (... de quem?)
Observatório nacional dos recursos humanos (acho que queriam dizer desumanos…)
Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará ??)
Observatório permanente do ensino secundário (observar as pitas!)
Observatório permanente da justiça (aí é que é!!!! Haja justiça)
Observatório estatístico de Oeiras (... deve ser para observar o SATU!!!)
Observatório da criação de empresas (tá a dar… todos os dias…)
Observatório Mcom (o que se vê nesta coisa?)
Observatório têxtil (e do algodão, aquele que não engana)
Observatório da neologia do português (os brasileirismos)
Observatório de segurança (talvez sejam aqueles que nos seguram as carteiras sempre abertas, para sair mais uns eritos)
Observatório do desenvolvimento do Alentejo (mas, com calma!..........................)
Observatório de cheias  (..lol...lol...)
Observatório da sociedade de informação (outra vez a treta dos comunica, informa, aldraba)
Observatório da inovação e conhecimento (inovação: o desemprego é uma oportunidade; conhecimento: era bom que o mentor o conhecesse)
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento (..mais 3!!!)
Observatório das regiões em reestruturação (porreiro pá!!!)
Observatório das artes e tradições (era uma vez um D. Afonso que bateu na mãe)
Observatório de festas e património (VENHAM AS BEJECAS!!!)
Observatório dos apoios educativos (agora que tínhamos chegado às festas, vamos estudar?)
Observatório da globalização (até fico tonto!)
Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu (Dos pigs? ou daqueles que andam sempre nas praias do Sul à nossa conta?)
Observatório europeu das relações profissionais (sem comentários!)
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal  (...o que é que estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia (europeu?!)
Observatório dos territórios rurais (dos grelos, dos tomates, dos marmelos e afins)
Observatório dos mercados agrícolas (lá está! O comércio dos grelos, os tomates, os marmelos e afins)
Observatório virtual da astrofísica (é a observação por um canudo...)
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a Virgem!!!)
Observatório da segurança rodoviária (e das multas!)
Observatório das prisões portuguesas (estão um brinco!!!)
Observatório nacional dos diabetes (finalmente alguém válido!!!)
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos (caso de estudo: um dia na Lusófona!)
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (e do pinheiro, carago?)
Observatório estatístico (alguém faça uma estatística dos custos desta treta toda!)
Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe!!! é mesmo tacho!!!)
Observatório da natureza (Nossa, ando a ser observado!!!)
Observatório qualidade (de quê? hã? Como?)
Observatório da literatura e da literacia (e o acordo ortográfico)
Observatório da inteligência económica (ai Nossa Senhora os acuda!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência (vá lá, desde que seja para a deficiência política)
Observatório da competitividade e qualidade de vida (qualidade de quem?)
Observatório nacional das profissões de desporto (correr ao Pingo Doce, fugir das Finanças, yoga nos Centros de Saúde e muito mais)
Observatório das ciências do 1º ciclo (outra vez o estudo, bolas! Só do 1º?  e dos espontâneos?)
Observatório nacional da dança (isso sim, haja música!)
Observatório da língua portuguesa (mas quantas vezes se trata da língua?)
Observatório de entradas na vida activa (Hã? e das saídas? Isso é que é importante e ninguém está a ver!)
Observatório europeu do sul (dos mouros, carago!)
Observatório de biologia e sociedade (coitados dos cibernautas!)
Observatório sobre o racismo e intolerância (e da xenofobia?)
Observatório permanente das organizações escolares (estão a reinar connosco!)
Observatório médico (das doentes entre os 25 e 40 anos, gosto!)
Observatório solar e heliosférico (cá para mim este deveria estar nas toxicodependências!)
Observatório do sistema de aviação civil (...devem passar o dia a ver aviões!)
Observatório da cidadania (não há pachorra!…)
Observatório da segurança nas profissões (hahahahahahahaha!)
Observatório da comunicação local (...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia (mamamia!)
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha Nossa Senhora!!!)
Observatório robótico (se ainda fosse trombótico, agora robótico...)
Observatório permanente da segurança do Porto (... Qual?)
Observatório do fogo (... que raio de observação !!! será que é do inferno?)
Observatório da comunicação (Obercom) (duas vezes observado é sempre melhor!!!)
Observatório da qualidade do ar (... irrespirável...)
Observatório do centro de pensamento de política internacional (aonde estão? aonde estão? hã? onde?)
Observatório ambiental de teledeteção atmosférica e comunicações aeroespaciais (Chiquérrimo!)

Observatório europeu das PME (nano, micro …)
Observatório da restauração (ainda mexe, ainda mexe!)
Observatório de Timor Leste (e conseguem ver de cá ??? hahahaha)
Observatório de reumatologia (e de todo o poder político!)
Observatório da censura (censurar a censura. pois claro!)
Observatório do design (do quantos? coiso e tal?)
Observatório da economia mundial (Ena! Observem, observem!)
Observatório do mercado de arroz (arroz doce?)
Observatório da DGV (Das Gajas Vaidosas)
Observatório de neologismos do português europeu (mas mandaram os prof de português regressar, para que serve?)
Observatório para a educação sexual (até gosto!)
Observatório para a reabilitação urbana (que ganda treta!)
Observatório para a gestão de áreas protegidas (bué treta)
Observatório europeu da sismologia (...e dos tremeliques do Relvas!)
Observatório nacional das doenças reumáticas (outra vez?!? Nossa, estão todos rotos!)
Observatório da caça (ao coelho?)
Observatório da habitação (que anda a voar para os bancos!)
Observatório do emprego em Portugal  (... Que é que é isto?!?! Nossa Senhora!!!!)
Observatório Alzheimer (agora é que é dos políticos!!!)
Observatório magnético de Coimbra (hmmm... isto tem a ver com ciência ou com exoterismo?) 

Com tanta observação observada, pois cada uma destas casotas de observação deve conter, para além do observador, obviamente, um Presidente, um Vice, Meia dúzia de Adjuntos e Tesoureiros, Secretárias para todos, Administrativos aos molhos, Porteiros e Chauffeurs q.b., enfim... podemos observar para onde voam os nossos impostos e o confisco dos salários! Meu povo, diz o Senhor dos Passos, para que precisais de Educação, Saúde e Justiça, pois se o que é preciso é formar observadores? Um para cada casota e muitos boys para a coisa funcionar? Essa deve ser a função básica, única e primordial de qualquer Estado desenvolvido, como o nosso! Nesta matéria, não há país que tenha matéria que chegue à nossa!

Recebido anonimamente por email. Foram mantidos alguns comentários da mensagem inicial por serem manifestamente cómicos!

11/07/12

Uma Carta Aberta ao Reitor da Lusófona

CARTA ABERTA DE JOÃO MIGUEL TAVARES AO REITOR DA LUSÓFONA

Exmo. Reitor,

Foi com grande satisfação que soube que a Universidade Lusófona conferiu uma licenciatura em Ciência Política ao Dr. Miguel Relvas em apenas 14 meses, reconhecendo dessa forma a sua elevada estatura intelectual. Sempre sonhei com o alargamento das Novas Oportunidades ao Ensino Superior e fiquei muito feliz por terem dado o devido valor à cadeira de Direito que o senhor ministro fez há 27 anos com nota 10. Depois, naturalmente, o processo foi "encurtado por equivalências reconhecidas" (palavras do Dr. Relvas), após análise do seu magnífico currículo profissional.

É dentro desse mesmo espírito que vinha agora solicitar igual tratamento para a minha pessoa. Embora seja licenciado pela Universidade Nova com uns simpáticos 17 valores, a verdade é que o curso levou--me quatro anos a concluir e o Jornalismo anda pela hora da morte. Nesse sentido, e após análise da oferta disponível no site da universidade, venho por este meio requerer a atribuição do grau de licenciado em: Animação Digital (tenho visto muitos desenhos animados com os meus filhos), Ciência das Religiões (às vezes vou à missa), Ciências Aeronáuticas (já viajei muito de avião), Ciências da Nutrição (como imensa fruta), Direito (fui duas vezes processado), Economia (sustento uma família numerosa), Fotografia (tiro sempre nas férias) e Turismo (visitei 15 países). Já agora, se a Universidade Lusófona vier a ministrar Medicina, não se esqueça de mim. A minha mulher é médica, e tendo em conta que eu durmo com ela há mais de dez anos, estou certo de que em seis meses posso perfeitamente ser doutor.

Respeitosamente,
João Miguel Tavares

06/07/12

Ainda Há Justiça em Portugal!


Neste "post" fazemos uma profunda reflexão política da decisão histórica do Tribunal Constitucional que, com o seu acórdão, vem dar alento a todos os portugueses que julgavam que a Justiça portuguesa estava morta e enterrada. Não está! E isso dá-nos uma sensação de conforto e de esperança, que há muito não sentíamos, no meio da bafienta vida social e política portuguesa.
  
O Tribunal Constitucional acaba de chumbar o corte dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos e pensionistas, decretado pelo governo. Finalmente, faz-se justiça! Apesar da estranha nota de suspensão temporal da inconstitucionalidade que, no meu ponto de vista, é incompreensível. Ao Tribunal só compete dizer se a medida é, ou não é, inconstitucional. Medidas excepcionais à Constituição só poderão ser tomadas em caso de declaração do Estado de Emergência ou de Sítio. Mas isso obrigava o governo a decretá-lo e, pelo que sabemos, não o fez, obviamente, por não ter qualquer razão suficientemente forte que o justificasse. Mas o que é importante aqui realçar, é que qualquer leigo de bom-senso percebia que estes cortes diferenciavam os portugueses perante a Lei. Tratava-se, obviamente, de um confisco salarial em que os privados seriam tratados como cidadãos de primeira e os funcionários públicos e pensionistas como cidadãos de segunda. Cabia a estes últimos arcar com a fatia de leão da austeridade, pela qual este governo nutre uma paixão obsessiva. Não podia, nem pode, ser!

Somente pessoas desprovidas de bom-senso, por pura estupidez e/ou preconceito, podiam ver nesta medida uma medida de corte na despesa do Estado. Roubando o que aos seus funcionários e aposentados lhes é devido, por direito, diziam que estavam a cortar na despesa! Os pensionistas descontaram toda a sua vida sobre 14 salários e os funcionários públicos regem-se por contratos laborais. Eles que ainda por cima têm carreiras e vencimentos congelados desde o governo de Durão Barroso (e da sua conversa da tanga em 2002). Só no ano passado viram os seus salários reduzidos entre 3% (1300 euros) e 10% (acima de 2000 euros). Aliás a actual decisão do Tribunal Constitucional não pode ser desligada da decisão anterior que permitiu esses cortes. Mas foi assim, como corte na despesa, que este governo, efectivamente, apresentou o confisco. A Troika aceitou-o como corte na despesa. Os "comentadores" televisivos da "nomenklatura" continuam a tentar meter-nos pelos olhos adentro este ponto de vista obtuso, chamando corte na despesa a um confisco de salários, quando na realidade não passa de um aumento de receita encapotado. Se o Estado confisca dois salários, a quem os deve por Direito, somente quem tem enorme desonestidade intelectual pode vir dizer que o Estado está a cortar na despesa. E, note-se muito bem, houve famílias aonde o confisco foi equivalente a 4 salários! Uma brutalidade sobre a qual ninguém fala. Como se pode exigir a estas famílias que elas continuem a cumprir com os seus deveres se o Estado, literalmente, as rouba? Ainda por cima, dizendo-lhes depois, que vivem acima das suas possibilidades? Somente se as pessoas lesadas não tivessem quaisquer direitos, mas só obrigações e deveres. Era o que mais faltava! E quem são os lesados? Não são somente administrativos que, por ventura, ganham mais no sector Estado do que no sector privado e que pouco ou nada produzem. Isto é uma mistificação e um preconceito que tentam generalizar injustamente. Há bons e maus profissionais em todo lado, no público e no privado. A maioria são trabalhadores empenhados, com desempenhos que colocam as instituições públicas aonde trabalham ao nível do melhor que há no mundo. Tomáramos nós que existissem entidades e organismos privados com desempenhos semelhantes. O país não estaria, certamente, na situação em que se encontra. Um exemplo é o das universidades públicas portuguesas. Por isso, muitas das pessoas que foram e são estigmatizadas com o rótulo de funcionário público, são pessoas de elevado mérito, com elevada formação académica e altamente especializadas que, na maior parte dos casos, ganham menos do que os seus colegas da privada. Falamos de médicos, de cientistas, de professores, sem falar, obviamente, de muitos outras carreiras que nem sequer têm paralelo no sector privado, como seja o caso dos juízes e magistrados, polícias, militares, diplomatas, etc, etc. Ou seja, profissionais sem os quais o Estado, e por isso o país, não funcionaria. Esta atitude de assalto a estes profissionais, por mesquinhez e preconceito, está até nos antípodas do que se passava no anterior regime, onde todas estas carreiras eram valorizadas. Na realidade, a estigmatização destes profissionais por parte dos políticos e governantes actuais, fundamentalistas do capitalismo selvagem em que vivemos e, por isso, gente politicamente analfabeta, só poderia acontecer numa qualquer Conchichina, num qualquer país de gatunos sem lei, num qualquer Estado ditatorial terceiro mundista, para aonde os defensores desta medidas, eles sim, deveriam ser obrigados a emigrar. Mas jamais num país que diz ser um Estado de Direito. Foi isto que, na prática, o Tribunal Constitucional veio agora dizer e que era óbvio para qualquer pessoa de bom-senso. Os nossos actuais governantes e os seus acólitos julgam que vivem num qualquer país das bananas aonde vale tudo, inclusivamente limpar o rabo à Constituição da República. Pelos vistos, estão muito enganados, felizmente e a bem de Portugal. Mas atenção. O que estamos a criticar como pura estupidez não é o confisco dos salários e das pensões. É, isso sim, o princípio de iniquidade que acarreta e a divisão entre os portugueses, em função da sua entidade patronal, que este governo promoveu. Que fique bem claro. Se calhar, bastava até que taxassem um pouco mais as grandes fortunas e as transferências para os paraísos fiscais, para compensar qualquer sobretaxa fiscal sobre trabalhadores públicos e privados. Porque não fizeram ou fazem isso, em vez de estarem a criar fissuras sociais gravíssimas e a destruir o país? Até quando?

Assim, querendo fazer passar esta medida estúpida como um corte na despesa, o governo e os seus acólitos estavam literalmente a passar por cima do direito elementar da igualdade de tratamento perante a Lei dos cidadãos lesados, ao mesmo tempo que poupavam outros ao pagamento de uma taxa excepcional equivalente a dois salários. Quatro salários no caso dos casais em que ambos trabalham para o Estado. E foi isto que o Tribunal veio dizer. Foi o princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante a Lei, que esta medida estúpida põe em causa (artigo 13º da Constituição), que levou os juízes a decidirem (9 contra 3), sem qualquer margem de dúvida, portanto, ao contrário do que diz o Sr. Marques Mendes! Mas também não percebo o que pode levar um juiz, a não ser que seja muito mal formado, a não declarar inconstitucional esta medida de inconstitucionalidade tão óbvia. Adiante...

Mas pior. Será que o governo agiu conscientemente e responsavelmente nesta matéria? Sem dúvida alguma que sim, a julgar pelo seu fanatismo político de cariz neoliberal, metendo a social democracia na gaveta e fazendo com que Sá Carneiro rebole no caixão. E esta evidência é, talvez, a prova maior da incompetência do actual governo. Porque, com a sua atitude prepotente e deplorável, pois os funcionários e pensionistas nem sequer tiveram direito a uma palavra que fosse, viraram portugueses contra portugueses, quando a hora difícil que o país atravessa exigiria a união de esforços entre todos para ultrapassar a crise. Esta é que é a crua realidade dos factos, contra a pura demagogia do governo e dos seus defensores. Com a fissura social que estes governantes abriram, jamais Portugal poderá vencer a crise. Nós não temos qualquer dúvida acerca disto. O Presidente da República, por seu turno, se começou por abrir a boca contra o que se estava a desenhar, depressa a fechou. Porquê é que ninguém sabe!

A piorar tudo, ainda por cima, esta estúpida e prepotente medida não teve qualquer efeito nas contas do Estado, ou melhor, teve até o efeito contrário, pois a austeridade e o mau estar social que ela gerou, ligados à recessão, ao abaixamento de cobrança de impostos e ao aumento da despesa por via do desemprego, coloca o défice actual do Estado em situação pior, pasme-se, do que aquela que existia no ano passado durante o governo de Sócrates. Mas era preciso ser alguma sumidade para ter previsto o resultado de tanta asneira? Previam uma recessão de 2,8% no orçamento?! Nem era preciso fazer contas para perceber que isso era uma utopia completa face às políticas estúpidas que queriam impor à viva força, ou seja, atacar o funcionalismo público. Bastava alguém que soubesse pensar um pouco, para além de só saber fazer contas de somar e de sumir. E ainda continuam a dizer que o ministro das finanças é competente? Credo! Deus nos valha! Enfrentamos uma crise empolada várias vezes por pura incompetência de quem nos (des)governa e a quem as responsabilidades terão que ser assacadas no futuro. Ressabiado o primeiro-ministro já começou a fazer chantagem e, ao mesmo tempo que atira achas para a fogueira social, mostra descaradamente que afinal está a borrifar-se para o escandaloso desequilibro que se verifica entre o corte da despesa (que não tem sido nenhum) e o aumento da receita (impostos, confiscos e sobretaxas) que tão bem sabe fazer. Aliás, só sabe fazer isso e, com isso, está a levar o país para o abismo! Mas que fique muito claro, não vá esta gente aproveitar a boleia da decisão do Tribunal Constitucional para desculpar a sua incompetência pura. É que a inconstitucionalidade só começa a valer para o próximo ano. Aliás, só assim se consegue perceber a decisão dos juízes de suspender a Constituição para este ano. É que, caso contrário, o governo teria o álibi perfeito para desculpar a sua incompetência e o descalabro das suas políticas. Políticas que vão atirar o país, já este ano, para um buraco de onde dificilmente sairá. Assim o Tribunal Constitucional desarmou completamente o governo e, por esse motivo, o mal-estar nas suas hostes tornou-se indisfarçável. 

Podemos, portanto, concluir que este governo desde cedo começou a aldrabar as contas. A aldrabar tudo. Pois só aumentou a receita, e quer continuar a aumentar a receita à viva força, dizendo que agora vai "roubar" também os trabalhadores do sector privado, sem nada fazer pelo lado da despesa. Verdadeiramente infernal! O pior é que já não dá para cobrar mais impostos. Acabou. Os portugueses estão no osso. Aumentar impostos agora significa baixar ainda mais a receita. Esta é que é a verdade! Neste contexto, não me coíbo de dar uma lição ao governo por saber que teria sido incomensuravelmente mais competente do que ele. Escrevi-o aqui por diversas vezes. A solução que deveria ter sido tomada para o orçamento deste ano, não fosse a estúpida e errada interpretação do binómio despesa/receita que fizeram, preconceituosa até, teria sido aplicar a solução que aplicaram aquando dos subsídios de Natal do ano passado, ou seja, ter aplicado uma sobretaxa sobre 50% dos subsídios de férias a todos, acrescida de uma taxa suplementar sobre as grandes fortunas. Assim, toda a gente compreenderia, toda a gente iria aceitar, dada a situação de emergência nacional e, distribuindo os sacrifícios por todos, evitariam a fissura social que abriram, promovendo ao mesmo tempo a união nacional, tão necessária nestes dias difíceis que atravessamos. Neste cenário, o consumo não seria reduzido tão drasticamente e, consequentemente, a recessão seria aliviada, bem como as falências e o desemprego. Mas não quiseram assim, por puro analfabetismo político e, pior, por puro preconceito anti-Estado, anti-povo, anti-nós. Hipocritamente, claro, porque ao mesmo tempo permitem que os privados seus amigos o parasitem. É preciso dizê-lo. E agora?

Concluindo, o governo cometeu um duplo erro fatal. Primeiro, não procedeu como explicado acima porque, segundo a sua análise errada, deturpada e mesquinha, estaria a ir somente pelo lado da receita, esquecendo que ao "roubar" somente os funcionários e pensionistas estava a fazer exactamente o mesmo, com a agravante de estar a abrir uma fissura social com contornos que ainda não sabemos muito bem o alcance. Segundo, consequência do primeiro erro, o governo comprometeu o país, perante a Troika, a fazer precisamente o contrário. Ou seja, dois terços pelo lado da despesa e somente um terço pelo lado da receita. Ora, se considerarmos a medida do confisco dos salários como um imposto adicional sobre alguns portugueses, como na realidade o é à luz do direito, como fica demonstrado pelo acórdão do Tribunal Constitucional, então a redução da despesa que este governo fez no último ano reduz-se a, praticamente, ZERO! Ou seja, têm agido somente do lado da receita. E a Troika avalia isto positivamente? Como assim? Porque se a Troika levar em conta esta decisão judicial, depressa percebe que confiscar salários a alguns, à luz das mais elementares regras do Direito, não pode ser considerado corte na despesa, mas sim aumento de receita. Certo? E quais as consequências da mentira? Pois, para cortar na despesa, era preciso mexer nos interesses instalados. Nos deles e nos de quem manda neles. Cortar na despesa não é, como estes senhores consideram, roubar os salários das pessoas que dão o melhor de si. Não senhor! Para cortar na despesa era preciso acabar com os tachos dos "boys" laranjas e amigalhaços (e também nos rosas), as mordomias, os cargos de administração não executiva nas empresas públicas, as viagens sumptuosas, a corrupção desenfreada, o parasitismo dos privados ao Estado, a banca corrupta, os monopólios e os cartéis que por aí abundam, os institutos públicos de coisa nenhuma, as PPPs dos ladrões, as offshores do diabo, os interesses dos gabinetes de advogados que parasitam o Estado, a fuga ao fisco dos profissionais liberais e comerciantes sem escrúpulos, etc., etc., Tudo isto avaliado em muitos milhares de milhões de euros, que fariam dos subsídios que roubaram uma simples gota no oceano do seu despesismo. Obviamente que tudo isto são assuntos aonde provavelmente esta gente também tem interesses e onde, certamente, não dá jeito cortar.

Agora, em vez de quererem atacar todo este bolo de despesa, melhor dizendo, de todo este escandaloso roubo do Estado, e em face do "grande problema" levantado pela Justiça, que incompetentemente criaram, já andam a dizer que o equivalente da medida é o despedimento de 100.000 funcionários públicos. Mas eles não dizem que é seguro trabalhar para o Estado? Que caras de pau! Obviamente que o Estado tem despedido e subcontratado sem problemas. Que o digam os professores e os enfermeiros. Os funcionários públicos têm sido tratados como não gente por este governo. Como se o país não precisasse deles! Mas quem fará o trabalho desses funcionários? Será que o Estado pode continuar a cumprir as suas obrigações sem o contributo destes funcionários? Sem a Escola Pública (aonde os "Relvas" deste país jamais se licenciariam) ou Serviço Nacional de Saúde (para aonde muita desta gente vai a correr quando lhes dá o amoque)? E a Justiça e a Defesa? Privatizam-se também? No entanto, poderão não ser 100.000, mas há com certeza muita gente a mais. Só que falamos de profissionais diferentes. Certamente. Por exemplo nos administradores de-coisa-nenhuma-pagos-a-peso-de-ouro. Eu dou uma sugestão cuja poupança alcançaria facilmente milhares de salários "normais". Que comecem pela administração da CGD. Uma das primeiras medidas deste governo foi aumentar a administração da Caixa, dos amigos e amigalhaços, de 7 para 11, ou seja, metendo lá mais quatro dos seus boys, pagos a peso de ouro e, pior, ao serviço de privados que querem "come-la", literalmente. Dizem que reduziram os custos, apesar do aumento dos boys. Alguém acredita nisso? Se estendessem estas medidas de diminuição urgente de administradores que-nada-fazem-a-não-ser-encher-a-mula-à-nossa-custa a todas as empresas públicas, estaria o problema do défice público resolvido. Sem mais! O problema é que os nossos governantes julgam-se em estágio para o Eldorado, se é que me faço entender...

Para finalizar esta minha longa análise política realista do país actual, que não ouvimos a ninguém nos termos em que aqui a colocámos, e que aqui ficará para a posteridade, se a liberdade de expressão prevalecer nos tempos difíceis vindouros, além do governo, desta decisão histórica do Tribunal Constitucional, há que assacar responsabilidades políticas a outros incompetentes também. A começar pelo Presidente da República que promulgou o Orçamento de Estado para 2012 sem pedir a verificação preventiva da sua Constitucionalidade. Apesar de reconhecer que lhe parecia que o orçamento continha medidas inconstitucionais? Pasme-se! Afinal a sua principal função, para não falar do governo fora-da-lei que a jura, não é cumprir e fazer cumprir a Constituição da República? Mas o pior para todos nós é o facto do principal partido da oposição não assumir o seu papel e se alhear deste tremendo problema social e político. Lamentável e imperdoável. De facto, o PS tem feito uma oposição balofa, chegando ao ridículo de ter querido impedir a verificação da Constitucionalidade da medida. Falamos, obviamente, dos dirigentes do partido socialista que moveram uma autêntica guerra contra o grupo de deputados do PS que se insurgiu contra a medida e que, por isso, se uniu para reunir as assinaturas necessárias para pedir a verificação da constitucionalidade da Lei. Bem-hajam! Aos restantes, a credibilidade foi-se e, por isso, ainda que tentem instrumentalizar politicamente o Tribunal Constitucional, resta-lhes uma saída. A demissão!

Ler aqui o Acórdão do Tribunal Constitucional - via blogue Aventar

PS: dada a importância do tema em análise, fui obrigado a emendar este texto por mais que uma vez. A bem da democracia e da liberdade de expressão.

05/07/12

Imagem do Dia

Trata-se da capa de um livro escrito por Álvaro Santos Pereira, autor do blogue adiado Desmitos, antes de ser ministro da economia. Não haverá aqui nesta imagem algo de premonitório? Acho que Álvaro Santos Pereira se enganou na profissão! O senhor é um profeta, carago! E consegue descrever como ninguém, numa simples imagem, o resultado das suas próprias políticas e ideias!

Frasquilhadas


Mas alguém tinha alguma dúvida sobre o desfecho dramático que teria para a economia Portuguesa a política incompetente, destes paus-mandados, desta gentalha neoliberal que nos desgoverna há um ano? Mas não era de prever tudo isto? Eu escrevi-o aqui diversas vezes e não sou economista. Aliás, os melhores economistas são os engenheiros! Esta política está errada, como já tinha sido demonstrado no Século XIX, e, hoje, só tem como único objectivo vender ao desbarato as boas empresas públicas que ainda restam.

"Nem mais dinheiro, nem mais tempo!" Zurravam eles!

Hoje, Miguel Frasquilho, vice da bancada laranja, vem dizer que, afinal, não precisam de mais um ano como exigia o PS há muito tempo! Não senhor! São diferentes! Eles precisam é de mais 2! De mais 3, de mais 20! Ou de mais austeridade se preciso for! Aonde chega a lata desta gente! Do que quiserem, porque o povo é sereno! Sempre gostou de levar no lombo! Foram 60 anos de cócoras, que estes saudosistas que nos desgovernam sabem bem tirar partido! Os tiques de Passos são inconfundíveis, de facto! Os outros, os Salazaristas, pelo menos, tinham educação e cultura. Por isso tudo é mau ao quadrado! Neste contexto, o Relvas é um excelente exemplo. E a falta de ética de quem não o põe na rua é outro. Esta gente não passa, de facto, de anedotas de péssimo mau gosto!

Alguém ainda acredita nesta cambada de incompetentes? Diz este senhor (na foto) e o resto da pandilha que o governo deveria ter um prémio pelo controlo da despesa! Mas qual despesa?! Nas viagens desta gente que hoje só tem como destino preferencial a China comunista? Esta gente só soube aumentar a receita, sem mexer na despesa, seja pelo aumento de impostos, seja pelo confisco de salários e reformas! Que hipócritas e ladrões descarados! Ainda por cima quiseram roubar tanto que depauperam quem queriam roubar, ficando, assim, sem mais receita! Mas mantiveram sempre as mordomias da sua gentalha! É preciso dizê-lo bem alto!

Agora os resultados começam a aparecer! Depois de depauperarem o país, de reduzirem brutalmente os salários, de aumentarem brutalmente os impostos e o desemprego, pondo o país de tanga, insultando-nos ainda por cima, chamando-nos piegas ou mandarem-nos emigrar, enquanto enchem a barriga a banqueiros desonestos e a toda a escória de capitalistas corruptos que têm, literalmente, chulado o Estado Português, ou seja todos nós, dando-lhes tudo o que nos têm roubado, que mais quer esta gentalha, para além da recompensa canina que, como bons cães amestrados, esperam dos donos que neles mandam? 

Se as notícias sobre o descontrolo do défice forem verdadeiras, só há uma uma resposta a dar a esta gente! RUA! A bem ou a mal! Foram eleitos mentindo e não cumpriram nada do que disseram, antes pelo contrário. O facto de terem sido eleitos democraticamente, não lhes confere o direito de fazerem tudo o que lhes apetece, como destruírem o país. Além da falta de ética e de desonestidade  que têm demonstrado. Se o Presidente não actua, pois é farinha do mesmo saco, que seja demitido também. As sua críticas iniciais foram a maior encenação teatral de que há memória! Mas o que nós não podemos é deixar que Portugal fique completamente arruinado! Que os deixemos que entreguem aos comunas dos chineses, aos Melos e aos Santos de outros tempos, o pouco que resta ao depauperado Estado Português! Quais vendedores ambulantes a correrem para a China... Estes hipócritas que tanto mal dizem do comunismo e dos comunistas, correm para a China de joelhos e de mãos estendidas?! Que vergonha! Pintem a cara de preto e ponham-se no olho da rua! JÁ!

02/07/12

PORTUGAL: The Best Team of EURO 2012

Meias Finais do Euro2012 - Portugal-Espanha. Em inglês para que todos ouçam a nossa indignação por termos visto ser arredada da final a melhor equipa do torneio!

An example of wrong decision of refereeing, with the clear intention to help Spain. Sistematically, in the situations as the photo shows, the spanish players always bend down putting in risk the portuguese players, such as the case of Bruno Alves. According to the rules, this is fault against the spanish. However, these faults were systematically taken against Portugal.  


Semi-final PORTUGAL-SPAIN at EURO 2012. 0-0 after 120 min of game.

Firstly, during the normal game time, the refereeing influence was subtle, but evident and scandalous. Yellow cards to almost all portuguese players, trying forcing some possible expulsion that did not happen by mere hazard; excuse of a clear penalty against Spain by hand ball inside the great area of Spain, but worst, the subtle cuts of the dangerous strikes of the Portuguese team. Precisely, the best characteristic of the portuguese team. We already assisted to this kind of help to Spain before. In fact, as already had happened during the Worldcup in South Africa 2010, we cannot forget that Spain won Portugal with a scandalous offside goal. In this EURO2012 also Croatia was severely robbed by the refereeing, precisely in the game against Spain. Secondly, during the extra-time against Portugal, what they gave to the spanish players?!? They had two days less than the portugueses to rest and they played the whole extra-time with, as I can say, super man skills? Red Bull gave wings to them? It really works?! Coca juice? Or what else? I'm sure that no doping control has been requested after the extra-time of the game! Shame on you!

12/06/12

O 10 de Junho, o Dia de Portugal e um Discurso

Parabéns Professor António Nóvoa!

Parabéns pela sua visão esclarecida!

Parabéns pela sua análise lúcida e inteligente dos dias negros que amordaçam e destroem Portugal! 

V.Ex.a colocou, literalmente, o dedo na ferida. Espero que os políticos que o ouviram tenham aprendido alguma coisa. 

Mas eu duvido!

A estupidez e a ignorância é demasiada! Não adianta. Não há nada pior que a ignorância doutorada. E é essa que nos governa! E para esta, outros interesses se levantam. 

Tenho muitas dúvidas que V. Ex.a possa repetir discurso idêntico no próximo ano. Sentiu-se muito bem o incómodo que causou aos políticos que estavam sentados atrás de si, responsáveis máximos pela governação incompetente e troglodita que está a destruir o país.

 Dezenas de anos de avanços sociais, culturais, científicos e tecnológicos, sem paralelo na nossa história, estão a ser paulatinamente destruídos com a anuência do povo português. A governação que temos tido é uma governação ao serviço dos interesses. Uma governação claramente revanchista. Assistimos, novamente, à ascensão das célebres famílias dominadoras no Estado Novo. À boleia de interesses estrangeiros, é certo. Mas ei-las. Vitoriosas. Ufanas, cantando de galo. Aí estão, ditando e orientando as políticas dos políticos incompetentes que temos tido. Sabemos bem o país que tínhamos quando elas mandavam, sabemos bem o que nos espera pela sua vontade. Um país analfabeto, pobre e feudal, com um povo amorfo e submisso. Sabemos bem quem eles são e ao que vêm. Ajuste de contas com o passado? Sem dúvida! Sacrificando o país e o seu povo às suas mesquinhas e tacanhas ideias políticas. Uma vergonha!

Só espero que Portugal acorde da letargia em que vive, antes que seja tarde demais. Triste sina a nossa por termos que suportar a governação dos estúpidos e incompetentes, dela afastando os mais sábios.

Triste sina a nossa!

Obrigado pelo seu discurso e pela sua coragem. Saiba que provavelmente terá retaliações. Mas lembre-se sempre que os portugueses esclarecidos jamais esquecerão o seu discurso. 

Uma verdadeira pedrada no charco!

Bem-haja!


06/06/12

Um Titanic Chamado Portugal


Começa perceber-se a fuga da inteligência nacional para o estrangeiro, fugindo à estupidez de quem nos desgoverna, dos mais novos recém licenciados, aos mais velhos e capazes que têm elevado o nível das universidades públicas portuguesas ao que de melhor existe no mundo. De acordo com os "rankings" internacionais as nossas universidades estão cotadas entre as melhores do mundo, fruto do labor dos seus docentes e investigadores. Quem mais, neste país, está ao mesmo nível? As ex-empresas aonde o incompetente do primeiro-ministro trabalhou? Mas toda esta boa gente foi rotulada com um selo na testa dizendo "FUNCIONÁRIO PÚBLICO", de forma pejorativa, indigna, tacanha, mesquinha. Todos desrespeitados e vilipendiados pela actual classe política que, conscientemente, dividiu a sociedade portuguesa. A tremenda injustiça na distribuição dos sacrifícios e, principalmente, a forma arrogante e tacanha como afrontaram todos os funcionários da administração pública, reformados e aposentados. Nunca houve uma palavra, um incentivo, uma explicação. Dividiram para reinar, propositadamente e conscientemente. Enquanto a uns mantiveram e aumentaram as mordomias, a outros usurparam um imposto equivalente a dois dos seus salários (dizendo, mentindo, que estavam a cortar na despesa!),  aos mais velhos roubaram dois salários e a mais de 200.000 abriram-lhes a porta do desemprego. A estes chegaram ao cúmulo de lhes dizerem que era uma oportunidade, pasme-se, enquanto os restantes eram apelidados de piegas. Assim, dividiram, estupidamente, os portugueses. Numa altura em que o importante era precisamente tocar a reunir, unindo os portugueses, dando-lhes uma causa para lutar unidos. Só assim se conseguiria reerguer o país. Mas para isso era preciso falar para todos, por todos distribuindo os sacrifícios! Em suma, apelar à união dos portugueses! Mas não! Esta corja usou a situação crítica do país para vir impor as suas ideologias mesquinhas e tacanhas. Sem dúvida que ao Sr. Passos, apropriadamente, se lhe deve pôr a alcunha de Pedro Passos "Salazar" Coelho. As semelhanças são por demais evidentes. O interesse nacional, que deveria ter estado em primeiríssimo plano, foi subjugado à ideologia tacanha e mesquinha duma classe política troglodita. E relativamente à cópia do estilo salazarento, devo dizer, que este senhor dos passos não passa de uma imitação reles de quem dizia que "um povo instruído não é um povo feliz!". Deste modo, com um povo submisso e obediente, Salazar, mantendo Portugal como um país atrasado, analfabeto e pobre, conseguiu perpetuar-se no poder. É afinal isto que esta corja pretende? Ah D. Januário, foi preciso alguém da Igreja apontar o dedo e dizer as verdades, que a actual oposição política portuguesa não consegue ver. Ou não quer ver? Nesse sentido, deixe-me aqui elogiar a sua lucidez. Neste contexto, o senhor honra a memória de D. António Ferreira Gomes.  

Mas voltando ao triste assunto que aqui nos traz hoje. Efectivamente, esta cambada de parasitas que chegou ao poder, mas que nunca fez nada da vida, atira portugueses contra portugueses, regozijando-se com o mal que fazem. O atrasado do ministro Relvas, que já deveria ter ido para o olho da rua, por causa da desgraça que constitui para PORTUGAL o chamado caso das secretas, onde, desrespeitando a Assembleia da República e o país, mentiu com todos os seus dentes nas comissões de acompanhamento deste caso. Uma vergonha! Mas dizia, vem agora este atrasado, com uma lata distinta, gabar-se que o país já não exporta somente jogadores e treinadores de futebol. Não! Agora, diz este anormal (desculpem-me, mas acho que até estou a ser comedido nos adjectivos!), ufano, que tem orgulho na massa cizenta que o país está a mandar para o estrangeiro. É motivo para que todos se regozijem. Sim senhor! Gastou o país mundos e fundos a formar a geração de portugueses mais bem preparada de sempre, para agora se dar ao luxo de a mandar trabalhar para o estrangeiro! Sim Senhor! E tudo devido à estúpida política de políticos estúpidos como o senhor Relvas. É que para a desgraça completa de Portugal, os melhores vão-se embora, cá ficando os incompetentes e estúpidos do calibra do Sr. Relvas. Portugal, está assim, no bom caminho! 

Agora, todos vão seguindo os "sábios" conselhos de quem nos desgoverna. Todos empurrados por uma cambada de trogloditas políticos que, amarrados a cartilhas neoliberais, estão paulatinamente a destruir o Estado Social, conscientemente e irresponsavelmente, enquanto, ao mesmo tempo, permitem que privados gananciosos roubem e parasitem o Estado. No meio desta pouca vergonha, a coberto da Troika, as empresas públicas são passadas a patacos para os privados que nela mandam. Neste contexto, com o país a caminho da  maior catástrofe social de todos os tempos, esta notícia é uma autêntica anedota! Será que esta gente, que fez ouvidos de mercador a todas as opiniões responsáveis e avalizadas, será responsabilizada e condenada pelo mal que fizeram ao país? Espero bem que o povo seja implacável. Eu, por todas as injustiças e arbitrariedades, jamais perdoarei. Jamais!