Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

16/07/12

Observando os Observatórios dos Observadores que Observam

E para quando um observatório para observar as trafulhices do Relvas?
É que o homem vai de vento em popa! Parece que o cadastro do sinhor é mesmo da pesada. Desde falsificação de moradas, ao célebre caso das "viagens fantasmas" dos deputados nos anos 90, este sinhor está em todas, carago! Há mesmo muito que observar... senão observem bem como somos bons a observar, o por vezes observável e, por outras vezes, o inobservável. Senão vejamos:

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde (só pode ser piada)
Observatório nacional de saúde (é mesmo piada)
Observatório português dos sistemas de saúde (... o país está mesmo em coma!)
Observatório vida (de quem?)
Observatório do ordenamento do território (e que bem que está ordenado!)
Observatório do comércio (lícito ou ilícito?)
Observatório da imigração (o tal que faz bué da falta, e o da emigração? Para quando?…)
Observatório para os assuntos da família (da pobreza das famílias!)
Observatório permanente da juventude (dos boys!)
Observatório nacional da droga e toxicodependência (quê?...)
Observatório europeu da droga e toxicodependência (hã!...)
Observatório geopolítico das drogas (... só podem andar alucinados!)
Observatório do ambiente (das passarinhas!)
Observatório das ciências e tecnologias (dos Magalhães que já não são!)
Observatório do turismo (lunar?)
Observatório para a igualdade de oportunidades (aí que liiiinnndooooo!)
Observatório da imprensa (por aqui podiam poupar um pouco o trabalho das secretas!)
Observatório das ciências e do ensino superior (das trafulhices e das licenciaturas tipo OMO)
Observatório dos estudantes do ensino superior (das caloiras, só pode!)
Observatório da comunicação (falam, falam, falam e não os vejo a fazer nada)
Observatório das actividades culturais (boião da coltura, carago!)
Observatório local da Guarda (e de Barrancos, não?)
Observatório de inserção profissional (é para os deputados e ministros após ao aninhos de vigência)
Observatório do emprego e formação profissional (... de quem?)
Observatório nacional dos recursos humanos (acho que queriam dizer desumanos…)
Observatório regional de Leiria (...o que é que esta gente fará ??)
Observatório permanente do ensino secundário (observar as pitas!)
Observatório permanente da justiça (aí é que é!!!! Haja justiça)
Observatório estatístico de Oeiras (... deve ser para observar o SATU!!!)
Observatório da criação de empresas (tá a dar… todos os dias…)
Observatório Mcom (o que se vê nesta coisa?)
Observatório têxtil (e do algodão, aquele que não engana)
Observatório da neologia do português (os brasileirismos)
Observatório de segurança (talvez sejam aqueles que nos seguram as carteiras sempre abertas, para sair mais uns eritos)
Observatório do desenvolvimento do Alentejo (mas, com calma!..........................)
Observatório de cheias  (..lol...lol...)
Observatório da sociedade de informação (outra vez a treta dos comunica, informa, aldraba)
Observatório da inovação e conhecimento (inovação: o desemprego é uma oportunidade; conhecimento: era bom que o mentor o conhecesse)
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento (..mais 3!!!)
Observatório das regiões em reestruturação (porreiro pá!!!)
Observatório das artes e tradições (era uma vez um D. Afonso que bateu na mãe)
Observatório de festas e património (VENHAM AS BEJECAS!!!)
Observatório dos apoios educativos (agora que tínhamos chegado às festas, vamos estudar?)
Observatório da globalização (até fico tonto!)
Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu (Dos pigs? ou daqueles que andam sempre nas praias do Sul à nossa conta?)
Observatório europeu das relações profissionais (sem comentários!)
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal  (...o que é que estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia (europeu?!)
Observatório dos territórios rurais (dos grelos, dos tomates, dos marmelos e afins)
Observatório dos mercados agrícolas (lá está! O comércio dos grelos, os tomates, os marmelos e afins)
Observatório virtual da astrofísica (é a observação por um canudo...)
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a Virgem!!!)
Observatório da segurança rodoviária (e das multas!)
Observatório das prisões portuguesas (estão um brinco!!!)
Observatório nacional dos diabetes (finalmente alguém válido!!!)
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos (caso de estudo: um dia na Lusófona!)
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (e do pinheiro, carago?)
Observatório estatístico (alguém faça uma estatística dos custos desta treta toda!)
Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe!!! é mesmo tacho!!!)
Observatório da natureza (Nossa, ando a ser observado!!!)
Observatório qualidade (de quê? hã? Como?)
Observatório da literatura e da literacia (e o acordo ortográfico)
Observatório da inteligência económica (ai Nossa Senhora os acuda!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência (vá lá, desde que seja para a deficiência política)
Observatório da competitividade e qualidade de vida (qualidade de quem?)
Observatório nacional das profissões de desporto (correr ao Pingo Doce, fugir das Finanças, yoga nos Centros de Saúde e muito mais)
Observatório das ciências do 1º ciclo (outra vez o estudo, bolas! Só do 1º?  e dos espontâneos?)
Observatório nacional da dança (isso sim, haja música!)
Observatório da língua portuguesa (mas quantas vezes se trata da língua?)
Observatório de entradas na vida activa (Hã? e das saídas? Isso é que é importante e ninguém está a ver!)
Observatório europeu do sul (dos mouros, carago!)
Observatório de biologia e sociedade (coitados dos cibernautas!)
Observatório sobre o racismo e intolerância (e da xenofobia?)
Observatório permanente das organizações escolares (estão a reinar connosco!)
Observatório médico (das doentes entre os 25 e 40 anos, gosto!)
Observatório solar e heliosférico (cá para mim este deveria estar nas toxicodependências!)
Observatório do sistema de aviação civil (...devem passar o dia a ver aviões!)
Observatório da cidadania (não há pachorra!…)
Observatório da segurança nas profissões (hahahahahahahaha!)
Observatório da comunicação local (...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia (mamamia!)
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha Nossa Senhora!!!)
Observatório robótico (se ainda fosse trombótico, agora robótico...)
Observatório permanente da segurança do Porto (... Qual?)
Observatório do fogo (... que raio de observação !!! será que é do inferno?)
Observatório da comunicação (Obercom) (duas vezes observado é sempre melhor!!!)
Observatório da qualidade do ar (... irrespirável...)
Observatório do centro de pensamento de política internacional (aonde estão? aonde estão? hã? onde?)
Observatório ambiental de teledeteção atmosférica e comunicações aeroespaciais (Chiquérrimo!)

Observatório europeu das PME (nano, micro …)
Observatório da restauração (ainda mexe, ainda mexe!)
Observatório de Timor Leste (e conseguem ver de cá ??? hahahaha)
Observatório de reumatologia (e de todo o poder político!)
Observatório da censura (censurar a censura. pois claro!)
Observatório do design (do quantos? coiso e tal?)
Observatório da economia mundial (Ena! Observem, observem!)
Observatório do mercado de arroz (arroz doce?)
Observatório da DGV (Das Gajas Vaidosas)
Observatório de neologismos do português europeu (mas mandaram os prof de português regressar, para que serve?)
Observatório para a educação sexual (até gosto!)
Observatório para a reabilitação urbana (que ganda treta!)
Observatório para a gestão de áreas protegidas (bué treta)
Observatório europeu da sismologia (...e dos tremeliques do Relvas!)
Observatório nacional das doenças reumáticas (outra vez?!? Nossa, estão todos rotos!)
Observatório da caça (ao coelho?)
Observatório da habitação (que anda a voar para os bancos!)
Observatório do emprego em Portugal  (... Que é que é isto?!?! Nossa Senhora!!!!)
Observatório Alzheimer (agora é que é dos políticos!!!)
Observatório magnético de Coimbra (hmmm... isto tem a ver com ciência ou com exoterismo?) 

Com tanta observação observada, pois cada uma destas casotas de observação deve conter, para além do observador, obviamente, um Presidente, um Vice, Meia dúzia de Adjuntos e Tesoureiros, Secretárias para todos, Administrativos aos molhos, Porteiros e Chauffeurs q.b., enfim... podemos observar para onde voam os nossos impostos e o confisco dos salários! Meu povo, diz o Senhor dos Passos, para que precisais de Educação, Saúde e Justiça, pois se o que é preciso é formar observadores? Um para cada casota e muitos boys para a coisa funcionar? Essa deve ser a função básica, única e primordial de qualquer Estado desenvolvido, como o nosso! Nesta matéria, não há país que tenha matéria que chegue à nossa!

Recebido anonimamente por email. Foram mantidos alguns comentários da mensagem inicial por serem manifestamente cómicos!

11/07/12

Uma Carta Aberta ao Reitor da Lusófona

CARTA ABERTA DE JOÃO MIGUEL TAVARES AO REITOR DA LUSÓFONA

Exmo. Reitor,

Foi com grande satisfação que soube que a Universidade Lusófona conferiu uma licenciatura em Ciência Política ao Dr. Miguel Relvas em apenas 14 meses, reconhecendo dessa forma a sua elevada estatura intelectual. Sempre sonhei com o alargamento das Novas Oportunidades ao Ensino Superior e fiquei muito feliz por terem dado o devido valor à cadeira de Direito que o senhor ministro fez há 27 anos com nota 10. Depois, naturalmente, o processo foi "encurtado por equivalências reconhecidas" (palavras do Dr. Relvas), após análise do seu magnífico currículo profissional.

É dentro desse mesmo espírito que vinha agora solicitar igual tratamento para a minha pessoa. Embora seja licenciado pela Universidade Nova com uns simpáticos 17 valores, a verdade é que o curso levou--me quatro anos a concluir e o Jornalismo anda pela hora da morte. Nesse sentido, e após análise da oferta disponível no site da universidade, venho por este meio requerer a atribuição do grau de licenciado em: Animação Digital (tenho visto muitos desenhos animados com os meus filhos), Ciência das Religiões (às vezes vou à missa), Ciências Aeronáuticas (já viajei muito de avião), Ciências da Nutrição (como imensa fruta), Direito (fui duas vezes processado), Economia (sustento uma família numerosa), Fotografia (tiro sempre nas férias) e Turismo (visitei 15 países). Já agora, se a Universidade Lusófona vier a ministrar Medicina, não se esqueça de mim. A minha mulher é médica, e tendo em conta que eu durmo com ela há mais de dez anos, estou certo de que em seis meses posso perfeitamente ser doutor.

Respeitosamente,
João Miguel Tavares

06/07/12

Ainda Há Justiça em Portugal!


Neste "post" fazemos uma profunda reflexão política da decisão histórica do Tribunal Constitucional que, com o seu acórdão, vem dar alento a todos os portugueses que julgavam que a Justiça portuguesa estava morta e enterrada. Não está! E isso dá-nos uma sensação de conforto e de esperança, que há muito não sentíamos, no meio da bafienta vida social e política portuguesa.
  
O Tribunal Constitucional acaba de chumbar o corte dos subsídios de férias e de natal aos funcionários públicos e pensionistas, decretado pelo governo. Finalmente, faz-se justiça! Apesar da estranha nota de suspensão temporal da inconstitucionalidade que, no meu ponto de vista, é incompreensível. Ao Tribunal só compete dizer se a medida é, ou não é, inconstitucional. Medidas excepcionais à Constituição só poderão ser tomadas em caso de declaração do Estado de Emergência ou de Sítio. Mas isso obrigava o governo a decretá-lo e, pelo que sabemos, não o fez, obviamente, por não ter qualquer razão suficientemente forte que o justificasse. Mas o que é importante aqui realçar, é que qualquer leigo de bom-senso percebia que estes cortes diferenciavam os portugueses perante a Lei. Tratava-se, obviamente, de um confisco salarial em que os privados seriam tratados como cidadãos de primeira e os funcionários públicos e pensionistas como cidadãos de segunda. Cabia a estes últimos arcar com a fatia de leão da austeridade, pela qual este governo nutre uma paixão obsessiva. Não podia, nem pode, ser!

Somente pessoas desprovidas de bom-senso, por pura estupidez e/ou preconceito, podiam ver nesta medida uma medida de corte na despesa do Estado. Roubando o que aos seus funcionários e aposentados lhes é devido, por direito, diziam que estavam a cortar na despesa! Os pensionistas descontaram toda a sua vida sobre 14 salários e os funcionários públicos regem-se por contratos laborais. Eles que ainda por cima têm carreiras e vencimentos congelados desde o governo de Durão Barroso (e da sua conversa da tanga em 2002). Só no ano passado viram os seus salários reduzidos entre 3% (1300 euros) e 10% (acima de 2000 euros). Aliás a actual decisão do Tribunal Constitucional não pode ser desligada da decisão anterior que permitiu esses cortes. Mas foi assim, como corte na despesa, que este governo, efectivamente, apresentou o confisco. A Troika aceitou-o como corte na despesa. Os "comentadores" televisivos da "nomenklatura" continuam a tentar meter-nos pelos olhos adentro este ponto de vista obtuso, chamando corte na despesa a um confisco de salários, quando na realidade não passa de um aumento de receita encapotado. Se o Estado confisca dois salários, a quem os deve por Direito, somente quem tem enorme desonestidade intelectual pode vir dizer que o Estado está a cortar na despesa. E, note-se muito bem, houve famílias aonde o confisco foi equivalente a 4 salários! Uma brutalidade sobre a qual ninguém fala. Como se pode exigir a estas famílias que elas continuem a cumprir com os seus deveres se o Estado, literalmente, as rouba? Ainda por cima, dizendo-lhes depois, que vivem acima das suas possibilidades? Somente se as pessoas lesadas não tivessem quaisquer direitos, mas só obrigações e deveres. Era o que mais faltava! E quem são os lesados? Não são somente administrativos que, por ventura, ganham mais no sector Estado do que no sector privado e que pouco ou nada produzem. Isto é uma mistificação e um preconceito que tentam generalizar injustamente. Há bons e maus profissionais em todo lado, no público e no privado. A maioria são trabalhadores empenhados, com desempenhos que colocam as instituições públicas aonde trabalham ao nível do melhor que há no mundo. Tomáramos nós que existissem entidades e organismos privados com desempenhos semelhantes. O país não estaria, certamente, na situação em que se encontra. Um exemplo é o das universidades públicas portuguesas. Por isso, muitas das pessoas que foram e são estigmatizadas com o rótulo de funcionário público, são pessoas de elevado mérito, com elevada formação académica e altamente especializadas que, na maior parte dos casos, ganham menos do que os seus colegas da privada. Falamos de médicos, de cientistas, de professores, sem falar, obviamente, de muitos outras carreiras que nem sequer têm paralelo no sector privado, como seja o caso dos juízes e magistrados, polícias, militares, diplomatas, etc, etc. Ou seja, profissionais sem os quais o Estado, e por isso o país, não funcionaria. Esta atitude de assalto a estes profissionais, por mesquinhez e preconceito, está até nos antípodas do que se passava no anterior regime, onde todas estas carreiras eram valorizadas. Na realidade, a estigmatização destes profissionais por parte dos políticos e governantes actuais, fundamentalistas do capitalismo selvagem em que vivemos e, por isso, gente politicamente analfabeta, só poderia acontecer numa qualquer Conchichina, num qualquer país de gatunos sem lei, num qualquer Estado ditatorial terceiro mundista, para aonde os defensores desta medidas, eles sim, deveriam ser obrigados a emigrar. Mas jamais num país que diz ser um Estado de Direito. Foi isto que, na prática, o Tribunal Constitucional veio agora dizer e que era óbvio para qualquer pessoa de bom-senso. Os nossos actuais governantes e os seus acólitos julgam que vivem num qualquer país das bananas aonde vale tudo, inclusivamente limpar o rabo à Constituição da República. Pelos vistos, estão muito enganados, felizmente e a bem de Portugal. Mas atenção. O que estamos a criticar como pura estupidez não é o confisco dos salários e das pensões. É, isso sim, o princípio de iniquidade que acarreta e a divisão entre os portugueses, em função da sua entidade patronal, que este governo promoveu. Que fique bem claro. Se calhar, bastava até que taxassem um pouco mais as grandes fortunas e as transferências para os paraísos fiscais, para compensar qualquer sobretaxa fiscal sobre trabalhadores públicos e privados. Porque não fizeram ou fazem isso, em vez de estarem a criar fissuras sociais gravíssimas e a destruir o país? Até quando?

Assim, querendo fazer passar esta medida estúpida como um corte na despesa, o governo e os seus acólitos estavam literalmente a passar por cima do direito elementar da igualdade de tratamento perante a Lei dos cidadãos lesados, ao mesmo tempo que poupavam outros ao pagamento de uma taxa excepcional equivalente a dois salários. Quatro salários no caso dos casais em que ambos trabalham para o Estado. E foi isto que o Tribunal veio dizer. Foi o princípio constitucional da igualdade dos cidadãos perante a Lei, que esta medida estúpida põe em causa (artigo 13º da Constituição), que levou os juízes a decidirem (9 contra 3), sem qualquer margem de dúvida, portanto, ao contrário do que diz o Sr. Marques Mendes! Mas também não percebo o que pode levar um juiz, a não ser que seja muito mal formado, a não declarar inconstitucional esta medida de inconstitucionalidade tão óbvia. Adiante...

Mas pior. Será que o governo agiu conscientemente e responsavelmente nesta matéria? Sem dúvida alguma que sim, a julgar pelo seu fanatismo político de cariz neoliberal, metendo a social democracia na gaveta e fazendo com que Sá Carneiro rebole no caixão. E esta evidência é, talvez, a prova maior da incompetência do actual governo. Porque, com a sua atitude prepotente e deplorável, pois os funcionários e pensionistas nem sequer tiveram direito a uma palavra que fosse, viraram portugueses contra portugueses, quando a hora difícil que o país atravessa exigiria a união de esforços entre todos para ultrapassar a crise. Esta é que é a crua realidade dos factos, contra a pura demagogia do governo e dos seus defensores. Com a fissura social que estes governantes abriram, jamais Portugal poderá vencer a crise. Nós não temos qualquer dúvida acerca disto. O Presidente da República, por seu turno, se começou por abrir a boca contra o que se estava a desenhar, depressa a fechou. Porquê é que ninguém sabe!

A piorar tudo, ainda por cima, esta estúpida e prepotente medida não teve qualquer efeito nas contas do Estado, ou melhor, teve até o efeito contrário, pois a austeridade e o mau estar social que ela gerou, ligados à recessão, ao abaixamento de cobrança de impostos e ao aumento da despesa por via do desemprego, coloca o défice actual do Estado em situação pior, pasme-se, do que aquela que existia no ano passado durante o governo de Sócrates. Mas era preciso ser alguma sumidade para ter previsto o resultado de tanta asneira? Previam uma recessão de 2,8% no orçamento?! Nem era preciso fazer contas para perceber que isso era uma utopia completa face às políticas estúpidas que queriam impor à viva força, ou seja, atacar o funcionalismo público. Bastava alguém que soubesse pensar um pouco, para além de só saber fazer contas de somar e de sumir. E ainda continuam a dizer que o ministro das finanças é competente? Credo! Deus nos valha! Enfrentamos uma crise empolada várias vezes por pura incompetência de quem nos (des)governa e a quem as responsabilidades terão que ser assacadas no futuro. Ressabiado o primeiro-ministro já começou a fazer chantagem e, ao mesmo tempo que atira achas para a fogueira social, mostra descaradamente que afinal está a borrifar-se para o escandaloso desequilibro que se verifica entre o corte da despesa (que não tem sido nenhum) e o aumento da receita (impostos, confiscos e sobretaxas) que tão bem sabe fazer. Aliás, só sabe fazer isso e, com isso, está a levar o país para o abismo! Mas que fique muito claro, não vá esta gente aproveitar a boleia da decisão do Tribunal Constitucional para desculpar a sua incompetência pura. É que a inconstitucionalidade só começa a valer para o próximo ano. Aliás, só assim se consegue perceber a decisão dos juízes de suspender a Constituição para este ano. É que, caso contrário, o governo teria o álibi perfeito para desculpar a sua incompetência e o descalabro das suas políticas. Políticas que vão atirar o país, já este ano, para um buraco de onde dificilmente sairá. Assim o Tribunal Constitucional desarmou completamente o governo e, por esse motivo, o mal-estar nas suas hostes tornou-se indisfarçável. 

Podemos, portanto, concluir que este governo desde cedo começou a aldrabar as contas. A aldrabar tudo. Pois só aumentou a receita, e quer continuar a aumentar a receita à viva força, dizendo que agora vai "roubar" também os trabalhadores do sector privado, sem nada fazer pelo lado da despesa. Verdadeiramente infernal! O pior é que já não dá para cobrar mais impostos. Acabou. Os portugueses estão no osso. Aumentar impostos agora significa baixar ainda mais a receita. Esta é que é a verdade! Neste contexto, não me coíbo de dar uma lição ao governo por saber que teria sido incomensuravelmente mais competente do que ele. Escrevi-o aqui por diversas vezes. A solução que deveria ter sido tomada para o orçamento deste ano, não fosse a estúpida e errada interpretação do binómio despesa/receita que fizeram, preconceituosa até, teria sido aplicar a solução que aplicaram aquando dos subsídios de Natal do ano passado, ou seja, ter aplicado uma sobretaxa sobre 50% dos subsídios de férias a todos, acrescida de uma taxa suplementar sobre as grandes fortunas. Assim, toda a gente compreenderia, toda a gente iria aceitar, dada a situação de emergência nacional e, distribuindo os sacrifícios por todos, evitariam a fissura social que abriram, promovendo ao mesmo tempo a união nacional, tão necessária nestes dias difíceis que atravessamos. Neste cenário, o consumo não seria reduzido tão drasticamente e, consequentemente, a recessão seria aliviada, bem como as falências e o desemprego. Mas não quiseram assim, por puro analfabetismo político e, pior, por puro preconceito anti-Estado, anti-povo, anti-nós. Hipocritamente, claro, porque ao mesmo tempo permitem que os privados seus amigos o parasitem. É preciso dizê-lo. E agora?

Concluindo, o governo cometeu um duplo erro fatal. Primeiro, não procedeu como explicado acima porque, segundo a sua análise errada, deturpada e mesquinha, estaria a ir somente pelo lado da receita, esquecendo que ao "roubar" somente os funcionários e pensionistas estava a fazer exactamente o mesmo, com a agravante de estar a abrir uma fissura social com contornos que ainda não sabemos muito bem o alcance. Segundo, consequência do primeiro erro, o governo comprometeu o país, perante a Troika, a fazer precisamente o contrário. Ou seja, dois terços pelo lado da despesa e somente um terço pelo lado da receita. Ora, se considerarmos a medida do confisco dos salários como um imposto adicional sobre alguns portugueses, como na realidade o é à luz do direito, como fica demonstrado pelo acórdão do Tribunal Constitucional, então a redução da despesa que este governo fez no último ano reduz-se a, praticamente, ZERO! Ou seja, têm agido somente do lado da receita. E a Troika avalia isto positivamente? Como assim? Porque se a Troika levar em conta esta decisão judicial, depressa percebe que confiscar salários a alguns, à luz das mais elementares regras do Direito, não pode ser considerado corte na despesa, mas sim aumento de receita. Certo? E quais as consequências da mentira? Pois, para cortar na despesa, era preciso mexer nos interesses instalados. Nos deles e nos de quem manda neles. Cortar na despesa não é, como estes senhores consideram, roubar os salários das pessoas que dão o melhor de si. Não senhor! Para cortar na despesa era preciso acabar com os tachos dos "boys" laranjas e amigalhaços (e também nos rosas), as mordomias, os cargos de administração não executiva nas empresas públicas, as viagens sumptuosas, a corrupção desenfreada, o parasitismo dos privados ao Estado, a banca corrupta, os monopólios e os cartéis que por aí abundam, os institutos públicos de coisa nenhuma, as PPPs dos ladrões, as offshores do diabo, os interesses dos gabinetes de advogados que parasitam o Estado, a fuga ao fisco dos profissionais liberais e comerciantes sem escrúpulos, etc., etc., Tudo isto avaliado em muitos milhares de milhões de euros, que fariam dos subsídios que roubaram uma simples gota no oceano do seu despesismo. Obviamente que tudo isto são assuntos aonde provavelmente esta gente também tem interesses e onde, certamente, não dá jeito cortar.

Agora, em vez de quererem atacar todo este bolo de despesa, melhor dizendo, de todo este escandaloso roubo do Estado, e em face do "grande problema" levantado pela Justiça, que incompetentemente criaram, já andam a dizer que o equivalente da medida é o despedimento de 100.000 funcionários públicos. Mas eles não dizem que é seguro trabalhar para o Estado? Que caras de pau! Obviamente que o Estado tem despedido e subcontratado sem problemas. Que o digam os professores e os enfermeiros. Os funcionários públicos têm sido tratados como não gente por este governo. Como se o país não precisasse deles! Mas quem fará o trabalho desses funcionários? Será que o Estado pode continuar a cumprir as suas obrigações sem o contributo destes funcionários? Sem a Escola Pública (aonde os "Relvas" deste país jamais se licenciariam) ou Serviço Nacional de Saúde (para aonde muita desta gente vai a correr quando lhes dá o amoque)? E a Justiça e a Defesa? Privatizam-se também? No entanto, poderão não ser 100.000, mas há com certeza muita gente a mais. Só que falamos de profissionais diferentes. Certamente. Por exemplo nos administradores de-coisa-nenhuma-pagos-a-peso-de-ouro. Eu dou uma sugestão cuja poupança alcançaria facilmente milhares de salários "normais". Que comecem pela administração da CGD. Uma das primeiras medidas deste governo foi aumentar a administração da Caixa, dos amigos e amigalhaços, de 7 para 11, ou seja, metendo lá mais quatro dos seus boys, pagos a peso de ouro e, pior, ao serviço de privados que querem "come-la", literalmente. Dizem que reduziram os custos, apesar do aumento dos boys. Alguém acredita nisso? Se estendessem estas medidas de diminuição urgente de administradores que-nada-fazem-a-não-ser-encher-a-mula-à-nossa-custa a todas as empresas públicas, estaria o problema do défice público resolvido. Sem mais! O problema é que os nossos governantes julgam-se em estágio para o Eldorado, se é que me faço entender...

Para finalizar esta minha longa análise política realista do país actual, que não ouvimos a ninguém nos termos em que aqui a colocámos, e que aqui ficará para a posteridade, se a liberdade de expressão prevalecer nos tempos difíceis vindouros, além do governo, desta decisão histórica do Tribunal Constitucional, há que assacar responsabilidades políticas a outros incompetentes também. A começar pelo Presidente da República que promulgou o Orçamento de Estado para 2012 sem pedir a verificação preventiva da sua Constitucionalidade. Apesar de reconhecer que lhe parecia que o orçamento continha medidas inconstitucionais? Pasme-se! Afinal a sua principal função, para não falar do governo fora-da-lei que a jura, não é cumprir e fazer cumprir a Constituição da República? Mas o pior para todos nós é o facto do principal partido da oposição não assumir o seu papel e se alhear deste tremendo problema social e político. Lamentável e imperdoável. De facto, o PS tem feito uma oposição balofa, chegando ao ridículo de ter querido impedir a verificação da Constitucionalidade da medida. Falamos, obviamente, dos dirigentes do partido socialista que moveram uma autêntica guerra contra o grupo de deputados do PS que se insurgiu contra a medida e que, por isso, se uniu para reunir as assinaturas necessárias para pedir a verificação da constitucionalidade da Lei. Bem-hajam! Aos restantes, a credibilidade foi-se e, por isso, ainda que tentem instrumentalizar politicamente o Tribunal Constitucional, resta-lhes uma saída. A demissão!

Ler aqui o Acórdão do Tribunal Constitucional - via blogue Aventar

PS: dada a importância do tema em análise, fui obrigado a emendar este texto por mais que uma vez. A bem da democracia e da liberdade de expressão.

05/07/12

Imagem do Dia

Trata-se da capa de um livro escrito por Álvaro Santos Pereira, autor do blogue adiado Desmitos, antes de ser ministro da economia. Não haverá aqui nesta imagem algo de premonitório? Acho que Álvaro Santos Pereira se enganou na profissão! O senhor é um profeta, carago! E consegue descrever como ninguém, numa simples imagem, o resultado das suas próprias políticas e ideias!

Frasquilhadas


Mas alguém tinha alguma dúvida sobre o desfecho dramático que teria para a economia Portuguesa a política incompetente, destes paus-mandados, desta gentalha neoliberal que nos desgoverna há um ano? Mas não era de prever tudo isto? Eu escrevi-o aqui diversas vezes e não sou economista. Aliás, os melhores economistas são os engenheiros! Esta política está errada, como já tinha sido demonstrado no Século XIX, e, hoje, só tem como único objectivo vender ao desbarato as boas empresas públicas que ainda restam.

"Nem mais dinheiro, nem mais tempo!" Zurravam eles!

Hoje, Miguel Frasquilho, vice da bancada laranja, vem dizer que, afinal, não precisam de mais um ano como exigia o PS há muito tempo! Não senhor! São diferentes! Eles precisam é de mais 2! De mais 3, de mais 20! Ou de mais austeridade se preciso for! Aonde chega a lata desta gente! Do que quiserem, porque o povo é sereno! Sempre gostou de levar no lombo! Foram 60 anos de cócoras, que estes saudosistas que nos desgovernam sabem bem tirar partido! Os tiques de Passos são inconfundíveis, de facto! Os outros, os Salazaristas, pelo menos, tinham educação e cultura. Por isso tudo é mau ao quadrado! Neste contexto, o Relvas é um excelente exemplo. E a falta de ética de quem não o põe na rua é outro. Esta gente não passa, de facto, de anedotas de péssimo mau gosto!

Alguém ainda acredita nesta cambada de incompetentes? Diz este senhor (na foto) e o resto da pandilha que o governo deveria ter um prémio pelo controlo da despesa! Mas qual despesa?! Nas viagens desta gente que hoje só tem como destino preferencial a China comunista? Esta gente só soube aumentar a receita, sem mexer na despesa, seja pelo aumento de impostos, seja pelo confisco de salários e reformas! Que hipócritas e ladrões descarados! Ainda por cima quiseram roubar tanto que depauperam quem queriam roubar, ficando, assim, sem mais receita! Mas mantiveram sempre as mordomias da sua gentalha! É preciso dizê-lo bem alto!

Agora os resultados começam a aparecer! Depois de depauperarem o país, de reduzirem brutalmente os salários, de aumentarem brutalmente os impostos e o desemprego, pondo o país de tanga, insultando-nos ainda por cima, chamando-nos piegas ou mandarem-nos emigrar, enquanto enchem a barriga a banqueiros desonestos e a toda a escória de capitalistas corruptos que têm, literalmente, chulado o Estado Português, ou seja todos nós, dando-lhes tudo o que nos têm roubado, que mais quer esta gentalha, para além da recompensa canina que, como bons cães amestrados, esperam dos donos que neles mandam? 

Se as notícias sobre o descontrolo do défice forem verdadeiras, só há uma uma resposta a dar a esta gente! RUA! A bem ou a mal! Foram eleitos mentindo e não cumpriram nada do que disseram, antes pelo contrário. O facto de terem sido eleitos democraticamente, não lhes confere o direito de fazerem tudo o que lhes apetece, como destruírem o país. Além da falta de ética e de desonestidade  que têm demonstrado. Se o Presidente não actua, pois é farinha do mesmo saco, que seja demitido também. As sua críticas iniciais foram a maior encenação teatral de que há memória! Mas o que nós não podemos é deixar que Portugal fique completamente arruinado! Que os deixemos que entreguem aos comunas dos chineses, aos Melos e aos Santos de outros tempos, o pouco que resta ao depauperado Estado Português! Quais vendedores ambulantes a correrem para a China... Estes hipócritas que tanto mal dizem do comunismo e dos comunistas, correm para a China de joelhos e de mãos estendidas?! Que vergonha! Pintem a cara de preto e ponham-se no olho da rua! JÁ!

02/07/12

PORTUGAL: The Best Team of EURO 2012

Meias Finais do Euro2012 - Portugal-Espanha. Em inglês para que todos ouçam a nossa indignação por termos visto ser arredada da final a melhor equipa do torneio!

An example of wrong decision of refereeing, with the clear intention to help Spain. Sistematically, in the situations as the photo shows, the spanish players always bend down putting in risk the portuguese players, such as the case of Bruno Alves. According to the rules, this is fault against the spanish. However, these faults were systematically taken against Portugal.  


Semi-final PORTUGAL-SPAIN at EURO 2012. 0-0 after 120 min of game.

Firstly, during the normal game time, the refereeing influence was subtle, but evident and scandalous. Yellow cards to almost all portuguese players, trying forcing some possible expulsion that did not happen by mere hazard; excuse of a clear penalty against Spain by hand ball inside the great area of Spain, but worst, the subtle cuts of the dangerous strikes of the Portuguese team. Precisely, the best characteristic of the portuguese team. We already assisted to this kind of help to Spain before. In fact, as already had happened during the Worldcup in South Africa 2010, we cannot forget that Spain won Portugal with a scandalous offside goal. In this EURO2012 also Croatia was severely robbed by the refereeing, precisely in the game against Spain. Secondly, during the extra-time against Portugal, what they gave to the spanish players?!? They had two days less than the portugueses to rest and they played the whole extra-time with, as I can say, super man skills? Red Bull gave wings to them? It really works?! Coca juice? Or what else? I'm sure that no doping control has been requested after the extra-time of the game! Shame on you!

12/06/12

O 10 de Junho, o Dia de Portugal e um Discurso

Parabéns Professor António Nóvoa!

Parabéns pela sua visão esclarecida!

Parabéns pela sua análise lúcida e inteligente dos dias negros que amordaçam e destroem Portugal! 

V.Ex.a colocou, literalmente, o dedo na ferida. Espero que os políticos que o ouviram tenham aprendido alguma coisa. 

Mas eu duvido!

A estupidez e a ignorância é demasiada! Não adianta. Não há nada pior que a ignorância doutorada. E é essa que nos governa! E para esta, outros interesses se levantam. 

Tenho muitas dúvidas que V. Ex.a possa repetir discurso idêntico no próximo ano. Sentiu-se muito bem o incómodo que causou aos políticos que estavam sentados atrás de si, responsáveis máximos pela governação incompetente e troglodita que está a destruir o país.

 Dezenas de anos de avanços sociais, culturais, científicos e tecnológicos, sem paralelo na nossa história, estão a ser paulatinamente destruídos com a anuência do povo português. A governação que temos tido é uma governação ao serviço dos interesses. Uma governação claramente revanchista. Assistimos, novamente, à ascensão das célebres famílias dominadoras no Estado Novo. À boleia de interesses estrangeiros, é certo. Mas ei-las. Vitoriosas. Ufanas, cantando de galo. Aí estão, ditando e orientando as políticas dos políticos incompetentes que temos tido. Sabemos bem o país que tínhamos quando elas mandavam, sabemos bem o que nos espera pela sua vontade. Um país analfabeto, pobre e feudal, com um povo amorfo e submisso. Sabemos bem quem eles são e ao que vêm. Ajuste de contas com o passado? Sem dúvida! Sacrificando o país e o seu povo às suas mesquinhas e tacanhas ideias políticas. Uma vergonha!

Só espero que Portugal acorde da letargia em que vive, antes que seja tarde demais. Triste sina a nossa por termos que suportar a governação dos estúpidos e incompetentes, dela afastando os mais sábios.

Triste sina a nossa!

Obrigado pelo seu discurso e pela sua coragem. Saiba que provavelmente terá retaliações. Mas lembre-se sempre que os portugueses esclarecidos jamais esquecerão o seu discurso. 

Uma verdadeira pedrada no charco!

Bem-haja!


06/06/12

Um Titanic Chamado Portugal


Começa perceber-se a fuga da inteligência nacional para o estrangeiro, fugindo à estupidez de quem nos desgoverna, dos mais novos recém licenciados, aos mais velhos e capazes que têm elevado o nível das universidades públicas portuguesas ao que de melhor existe no mundo. De acordo com os "rankings" internacionais as nossas universidades estão cotadas entre as melhores do mundo, fruto do labor dos seus docentes e investigadores. Quem mais, neste país, está ao mesmo nível? As ex-empresas aonde o incompetente do primeiro-ministro trabalhou? Mas toda esta boa gente foi rotulada com um selo na testa dizendo "FUNCIONÁRIO PÚBLICO", de forma pejorativa, indigna, tacanha, mesquinha. Todos desrespeitados e vilipendiados pela actual classe política que, conscientemente, dividiu a sociedade portuguesa. A tremenda injustiça na distribuição dos sacrifícios e, principalmente, a forma arrogante e tacanha como afrontaram todos os funcionários da administração pública, reformados e aposentados. Nunca houve uma palavra, um incentivo, uma explicação. Dividiram para reinar, propositadamente e conscientemente. Enquanto a uns mantiveram e aumentaram as mordomias, a outros usurparam um imposto equivalente a dois dos seus salários (dizendo, mentindo, que estavam a cortar na despesa!),  aos mais velhos roubaram dois salários e a mais de 200.000 abriram-lhes a porta do desemprego. A estes chegaram ao cúmulo de lhes dizerem que era uma oportunidade, pasme-se, enquanto os restantes eram apelidados de piegas. Assim, dividiram, estupidamente, os portugueses. Numa altura em que o importante era precisamente tocar a reunir, unindo os portugueses, dando-lhes uma causa para lutar unidos. Só assim se conseguiria reerguer o país. Mas para isso era preciso falar para todos, por todos distribuindo os sacrifícios! Em suma, apelar à união dos portugueses! Mas não! Esta corja usou a situação crítica do país para vir impor as suas ideologias mesquinhas e tacanhas. Sem dúvida que ao Sr. Passos, apropriadamente, se lhe deve pôr a alcunha de Pedro Passos "Salazar" Coelho. As semelhanças são por demais evidentes. O interesse nacional, que deveria ter estado em primeiríssimo plano, foi subjugado à ideologia tacanha e mesquinha duma classe política troglodita. E relativamente à cópia do estilo salazarento, devo dizer, que este senhor dos passos não passa de uma imitação reles de quem dizia que "um povo instruído não é um povo feliz!". Deste modo, com um povo submisso e obediente, Salazar, mantendo Portugal como um país atrasado, analfabeto e pobre, conseguiu perpetuar-se no poder. É afinal isto que esta corja pretende? Ah D. Januário, foi preciso alguém da Igreja apontar o dedo e dizer as verdades, que a actual oposição política portuguesa não consegue ver. Ou não quer ver? Nesse sentido, deixe-me aqui elogiar a sua lucidez. Neste contexto, o senhor honra a memória de D. António Ferreira Gomes.  

Mas voltando ao triste assunto que aqui nos traz hoje. Efectivamente, esta cambada de parasitas que chegou ao poder, mas que nunca fez nada da vida, atira portugueses contra portugueses, regozijando-se com o mal que fazem. O atrasado do ministro Relvas, que já deveria ter ido para o olho da rua, por causa da desgraça que constitui para PORTUGAL o chamado caso das secretas, onde, desrespeitando a Assembleia da República e o país, mentiu com todos os seus dentes nas comissões de acompanhamento deste caso. Uma vergonha! Mas dizia, vem agora este atrasado, com uma lata distinta, gabar-se que o país já não exporta somente jogadores e treinadores de futebol. Não! Agora, diz este anormal (desculpem-me, mas acho que até estou a ser comedido nos adjectivos!), ufano, que tem orgulho na massa cizenta que o país está a mandar para o estrangeiro. É motivo para que todos se regozijem. Sim senhor! Gastou o país mundos e fundos a formar a geração de portugueses mais bem preparada de sempre, para agora se dar ao luxo de a mandar trabalhar para o estrangeiro! Sim Senhor! E tudo devido à estúpida política de políticos estúpidos como o senhor Relvas. É que para a desgraça completa de Portugal, os melhores vão-se embora, cá ficando os incompetentes e estúpidos do calibra do Sr. Relvas. Portugal, está assim, no bom caminho! 

Agora, todos vão seguindo os "sábios" conselhos de quem nos desgoverna. Todos empurrados por uma cambada de trogloditas políticos que, amarrados a cartilhas neoliberais, estão paulatinamente a destruir o Estado Social, conscientemente e irresponsavelmente, enquanto, ao mesmo tempo, permitem que privados gananciosos roubem e parasitem o Estado. No meio desta pouca vergonha, a coberto da Troika, as empresas públicas são passadas a patacos para os privados que nela mandam. Neste contexto, com o país a caminho da  maior catástrofe social de todos os tempos, esta notícia é uma autêntica anedota! Será que esta gente, que fez ouvidos de mercador a todas as opiniões responsáveis e avalizadas, será responsabilizada e condenada pelo mal que fizeram ao país? Espero bem que o povo seja implacável. Eu, por todas as injustiças e arbitrariedades, jamais perdoarei. Jamais!

03/06/12

Amaragem da Nave Dragon - Um dia Histórico


A cápsula da nave Dragon amarou no Oceano Pacífico no dia 31 de Maio às 11:42 a.m. a algumas centenas de milhas a Oeste da Baja California, México. Foi o final feliz da primeira missão espacial de uma empresa comercial privada no reabastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).

As Motivações do Sr. Borges e a "sua" Política dos Baixos Salários


Não nos vamos deixar levar pelo escândalo que constitui o Caso Relvas. A falta de ética e de carácter de quem nos governa é, a todos os títulos, vergonhosa. Não têm vergonha na cara. Ponto final. Longe vão os tempos de políticos íntegros que, pela simples suspeita, muitas vezes infundada, colocavam os cargos à disposição. Lembro-me, por exemplo, dos casos de António Vitorino ou de Miguel Cadilhe. O que mais terá que acontecer para que o ministro Relvas seja posto no lugar dele, ou seja, no olho da rua? Há forças ocultas poderosas que manobram os paus-mandados que estão no poleiro em Portugal. É aí que vão buscar forças para continuarem alapados ao poder...

Mas, no meio desta pouca-vergonha, este caso não nos pode distrair do mais grave. Ainda mais?! É verdade! É que Portugal está a ser "assaltado" ao mesmo tempo...

E o mais grave é a despudorada ingerência dos interesses dos grandes grupos financeiros mundiais, que mandam nos tais ditos “mercados”, nas decisões políticas e económicas da República Portuguesa, em particular, e na da União Europeia, em geral. É a plutocracia a dizer presente com todas as letras. Temos um governo fraco, de pessoas fracas e sem carácter, ao serviço de interesses estrangeiros gananciosos, ou melhor, de ladrões! Eis o vexame que os portugueses têm que suportar ao abrigo do “arranjinho” a que chamaram memorando da Troika. E não nos iludamos porque, ingenuamente ou não, as políticas impostas pela Troika são, em todos os casos, as defendidas por quem, infelizmente, nos governa. Com Troika ou sem ela, estes senhores estão a fazer a política do seu coração. São, também por isso, hipócritas sem vergonha. Se o governo Sócrates tem as suas responsabilidades na situação económica e política do país, o pior que nos aconteceu foi o de, precisamente, o seu (des)governo ter aberto as portas ao actual governo. Governo ao serviço de interesses estrangeiros. 

Como dizia Miguel Sousa Tavares nas conversas improváveis, a Grécia, e agora Portugal, foram transformados numa espécie de laboratório experimental, ou melhor, em autênticas cobaias, aonde as ideologias liberais que caracterizam poder dos ditos “mercados”, senhores da globalização, decidiram experimentar as suas teses económico-financeiras escabrosas. E, neste contexto, até há um rosto bem visível. Falamos, claramente, no banco de investimentos Goldman Sachs que, para Portugal tem dois testas de ferro, colocados estrategicamente em lugares chave do poder. Tal como, aliás, fizeram em todos os PIIGS europeus. O Sr. António Borges e o Sr. Carlos Moedas.São, aparentemente, seus ex-funcionários. Ambos estão colocados em lugares chave do poder em Portugal. O primeiro é, somente, o responsável pela política de privatizações do actual governo. Ou melhor, o responsável pelo assalto às últimas boas empresas do Estado português. O segundo coordena tudo e prepara o discurso do Primeiro-Ministro, como seu Secretário de Estado Adjunto. A coisa é de tal forma má para os portugueses que o assalto a um banco, comparativamente, é coisa de crianças. E esta gente ainda é paga, PRINCIPESCAMENTE, para "assaltar" o país! Notável!

Já aqui falei sobre a promiscuidade entre a alta finança mundial e o poder político, nomeadamente na tentativa de controlo do sistema político europeu, usando testas de ferro. Falamos no banco de investimentos, Goldman Sachs, cuja alcunha é, apropriadamente, Lula Vampiro. O esquema deste grupo foi desmascarado pelojornal “The Independent”. Neste esquema maquiavélico, um dos seus (ex?) empregados, o Sr. António Borges, terá com certeza um papel a desempenhar em Portugal. Não foi em vão que este tentáculo da Lula foi nomeado para dirigir as privatizações das empresas públicas portuguesas, que ainda estão sob controlo do Estado português. Vem agora este energúmeno falar em baixar os salários dos portugueses como uma necessidade imperativa para a competitividade da economia portuguesa?! Eu tenho uma proposta para implementar desde já. Que se comece precisamente por se baixar o salário principesco, escabroso e pornográfico deste incompetente. Como pode uma ave-rara destas ter um salário destes, se só sabe dizer baboseiras e tontarias? Uma mentira de um mentiroso sem-vergonha! Este senhor cujo salário são mais de 200.000 euros (?!!?) livres de impostos(!!!) Malandros!!! Portugal tem a economia a atrofiar precisamente por causa da política dos baixos salários. O comércio não vende, a economia não produz e o Estado não cobra impostos! Toda a gente sabe que o nível dos salários dos portugueses é dos mais baixos da Europa. Só os poderemos comparar com os dos países do ex-bloco comunista. Uma vergonha! O salário mínimo em Portugal é METADE do que na Grécia! E, mesmo sendo assim há longos anos a esta parte, nunca o país conseguiu tornar-se competitivo por esta via. Está gasta e acabada. Só serve os interesses de meia dúzia de empresários sem escrúpulos e das multinacionais que escravizam os povos do terceiro mundo! Ou pretende este energúmeno que os portugueses passem a ser uma espécie de ilha de escravos para as empresas controladas pelos interesses obscuros que defende? Dava-lhes jeito não era? Em vez de irem fazer o mesmo para o Bangladesh, que fica muito longe, faziam-no já aqui, dentro da Europa! Não podemos acreditar nisto, pois seria mau demais. Então do que estamos a falar realmente?


Na realidade os salários já diminuíram, e muito, como esta gentalha bem queria. Por isso a conversa deste senhor é atirar areia aos olhos dos portugueses. Na América do Norte, de onde este batoteiro nunca deveria ter saído, usava-se alcatrão e penas! Ele não fala assim para que se diminua mais os salários. Não senhor! A jogada é outra! Ele fala assim para calar o descontentamento que a política deste governo usurário e fora-da-lei já provocou. Isso sim! Fala assim para que depois o governo venha dar a resposta premeditada, estrategicamente delineada e pensada, de que “o governo não tem intenções de baixar mais os salários”! Estes tipos julgam que somos todos estúpidos? Malandros! Assim, pensam eles, o Zé Povinho fica aliviado! Ergue os braços ao Alto e dá Graças a Deus, pois é melhor ficar assim, depois de ter sido escandalosamente roubado, do que ainda ficar pior. Por isso só tem que agradecer ao Pedro Passos “Salazar” Coelho e seus acólitos. Ou será ao Relvas e seus acólitos? Ou ao Sr. Borges e aos seus paus-mandados? Ao mesmo tempo colocam os juízes da sua laia nos lugares chave do Tribunal Constitucional para poderem, assim, tornar permanente a INCONSTITUCIONALIDADE que constituiu e constituirá o roubo dos subsídios dos funcionários públicos, pensionistas e reformados! Autênticos gangsters no assalto aos parcos recursos do cidadão trabalhador, ao mesmo tempo que usam, abusam e parasitam o Estado! 



Em resumo. O Sr. Borges é uma espécie de lavadeira gigante cujo objectivo é limpar a acção passada deste governo e tentar perpetuá-lo no futuro. Obviamente que, dele fazendo parte, o Sr. Borges só está a tratar da sua vidinha! E se fosse roçar mato, não seria mais útil ao país? Eis a questão!

19/05/12

Um Hino Contra a Intolerância

 

Manifesto para uma Esquerda Livre

 
 A actual situação política e sócio-económica que os portugueses, e todos os PIIGS europeus, estão a viver obriga-nos a agir. Todas as pessoas de bom-senso, da direita ou da esquerda, da Lapónia ao Pireu, dos Açores aos Balcãs, sentem que a Europa está a cair num abismo que parece não ter fim. O clima político que se vive na Europa resume-se a uma palavra: insuportável. Os partidos políticos estão dentro de casulos de onde só vêm os seus próprios umbigos. Em Portugal, a Constituição da República é desrespeitada ao sabor dos caprichos de governantes incompetentes, a mando dos Senhores Europeus. A corrupção é tentacular. A política europeia tem que mudar urgentemente e a construção europeia repensada. O homem tem que voltar ao centro do debate. É urgente que a política retome o seu lugar e se restitua a democracia aos povos europeus. Há que por fim à plutocracia que se instalou na Europa à boleia da corrupção. É preciso dizer basta. A Europa tem que se impor neste mundo dos interesses globalizados, onde agências de "rating" corruptas e sem escrúpulos continuam a ditar a sorte de povos inteiros ao sabor dos interesses mais obscuros, e dos paraísos fiscais escabrosos, para onde o dinheiro dos contribuintes, desviado dos fiscos e dos Estados Sociais, se mistura com os dos tráficos da imundice e de canalhice humanas, numa orgia jamais vista. Isto não pode continuar! Por isso, eu louvo esta iniciativa e felicito os promotores deste manifesto para uma esquerda livre. Sem estes movimentos políticos genuínos, que dêem respostas aos anseios dos cidadãos anónimos como eu, corremos o sério risco de vermos o espaço político invadido por correntes extremistas que tanto mal fizeram à Humanidade no passado. Não queremos voltar aos anos 30 do século passado e muito menos ao final daquela década. Mas é esse o clima que hoje se vive. Os perigos da usurpação do poder pelo voto por partidos extremistas, são latentes e bem reais. E já estão a acontecer! A História não nos engana! Por isso, apelo a todos que assinem este manifesto e faço votos para que dele resulte uma plataforma política em que nos possamos rever. Para um futuro de esperança para todos.

Pela Democracia, Liberdade e Igualdade de acesso à Saúde, à Educação e à Justiça! 

Bem-hajam e muita força!

13/05/12

A Solução Para a Crise Europeia!


Já aqui escrevi, mais do que uma vez, sobre as razões da crise e das suas soluções, escrevendo até uma carta a um advogado finlandês que se indagava sobre as razões e as soluções para a dita. Desde 2008 que o digo. Não é novidade. Mas, se calhar, não o disse de forma explícita que deveria. Dadas as circunstâncias actuais, começa a ser hora de insistirmos e chamarmos os bois pelos nomes, até que a voz nos doa. Essa é a razão deste post. A solução é muito simples, basta que para tal haja vontade política. E aqui é que reside a nossa desgraça. Ela, pura e simplesmente, não existe, pois contraria as vontades inconfessadas de quem nos (des)governa, cá e lá fora!
Os governantes europeus, defensores máximos do neoliberalismo vigente, não por ideologia, mas por pura ganância, submetem-se aos grandes interesses económicos e financeiros mundiais. A democracia é, na verdadeira acepção da palavra, uma palavra vã nos tristes dias que passamos na Europa. Há muito que deu lugar à oligarquia. Neste caso, como diria Aristóteles, trata-se mesmo de plutocracia, já que é o dinheiro que manda.  É isso que temos na Europa. UMA PLUTOCRACIA! A culpa, obviamente, é da classe política corrupta que temos. Isto, quer queiram quer não, é a pura das verdades. Se estou enganado provem-no, tomando três medidas políticas muito simples:

1 - Todos os produtos (ou serviços) oriundos de países onde exista mão-de-obra barata, a roçar a escravidão, terão que pagar taxas alfandegárias que coloquem o custo de fabrico desses produtos ao nível do preço que eles teriam se fossem fabricados na Europa.

2 - Fim imediato dos paraísos fiscais (offshores), feitos à medida da ganância dos interesses das grandes ratazanas de duas patas. Lá, o dinheiro de quem foge aos impostos (de banqueiros e ricos egoístas) mistura-se com o proveniente dos tráficos de pessoas, de armas e da droga. É uma lavandaria da imundice, da canalhice humana, do MAL. E OS NOSSO POLÍTICOS ESTÃO DE ACORDO COM ISTO! QUE NÃO HAJA QUALQUER DÚVIDA ACERCA DISSO! Por aqui se vê o seu calibre! Aliás, se assim não fosse, como fazer desaparecer os 30 milhões de euros que vieram da Alemanha para pagar luvas no caso dos submarinos? 

3 - Prisão imediata dos corruptos que destruíram a banca, e todos os outros, com a restituição de todo dinheiro desviado para os tais paraísos fiscais.

Era muito simples!

As consequências imediatas destas medidas, tão simples, seriam:
- DIMINUIÇÃO ACELERADA DO DESEMPREGO;
- CRIAÇÃO DIRECTA DE RIQUEZA.
- SALVAÇÃO DO MODELO SOCIAL EUROPEU.
- DIMINUIÇÃO DAS DÍVIDAS SOBERANAS DOS ESTADOS EUROPEUS.
- ATAQUE SEM PRECEDENTES AOS INTERESSES DAS MÁFIAS.

É pouco?
Não preciso de explicar porquê, pois não?
Não é isto que é preciso?
Pois então? De que estão à espera?
Os SENHORES não deixam, não é?
Ficam logo sem o tacho... pois é... pois é... democracia... democracia... tadito do demo!

Por isso, todos os países em dificuldades, deveriam unir-se e exigir a Bruxelas a implementação imediata destas medidas. Bastam estas para já! Se preciso for acenar com o fim do Euro e da UE! Se ambos não servem os povos, então que se afundem! Doa a quem doer! Tristemente, a consequência imediata seria o regresso da guerra à Europa! Mas a dignidade dos povos não tem preço! E isto penso que ninguém quer. Ou querem?

Com a primeira medida política, as multinacionais não teriam qualquer razão para deslocalizarem as suas fábricas para a China, India ou outro qualquer país aonde OS DIREITOS DO HOMEM não são respeitados e não exista ESTADO SOCIAL. As que foram, teriam agora que meter o rabinho entre as pernas e regressar. Se quisessem! Senão, os seus produtos poderiam entrar, mas pagar o Estado Social que ESTES LADRÕES nos querem roubar. Regressando umas e impedindo outras de sair, por via da salvaguarda dos seus interesses primários (O LUCRO -  VER "DAS KAPITAL" DE KARL MARX). Afinal a China é comunista, mas isso não impede que os grandes interesses capitalistas corram para lá. Não têm um pingo de vergonha! Os chineses, esses, rebolam-se no chão e aproveitam ao máximo esta hipocrisia pegada. A ganância humana não tem preço e estas empresas vendem a mãe, se preciso for, para conseguirem um lucrozito maior. Aparentemente, esta medida poderá parecer uma medida egoísta. Mas não é! As outras duas, penso, ninguém poderá questionar. Lamenta-se é que tudo seja legal e impune. E isso explica porque consideramos que a classe política está corrompida. Seria uma medida que indirectamente iria beneficiar os povos que hoje são escravizados na Ásia, às mãos do capitalismo de casino em que vivemos. As multinacionais só lá se manteriam se aumentassem os seus custos do trabalho, ou seja, os salários, por forma a não pagar aqui as taxas alfandegárias que lhes seriam, com inteira justiça, exigidas. Pois estes bandidos jogam no tabuleiro da globalização com um único fito: DIMINUIR AO MÁXIMO OS SALÁRIOS E AS TAXAS SOCIAIS POR FORMA A MAXIMIZAR O LUCRO! Foi Marx que o disse e nunca se enganou!

Pode-se também dizer que assim os produtos que importamos encareceriam. E depois? A Europa é quase auto-suficiente! Por outro lado, alguém quer verdadeiramente saber se os gregos, os portugas, ou os que estão a passar sérias dificuldades, sobrevivem ou não a esta crise da merda? Da merda porque foi criada por gente de merda, GANANCIOSA e egoísta! Merda humana, diga-se. Eles só se preocupam se virem que isso pode afectar o seu próprio bem-estar. O seu próprio umbigo... e se perdem um dólar a mais que seja! Mais nada!

Por agora, só espero que a eleição de François Hollande em França não me desiluda, e a todos nós, como aconteceu com Obama! Espero, sinceramente, que o PS francês tire o socialismo DEMOCRÁTICO da graveta. Tal como o português, pois a culpa de tudo isto tem sido deles e dos seus dirigentes. Desde sempre que nos têm enganado. Dos que estão no governo agora, já todos sabemos, há muito tempo, ao que vêm. Nunca nos desiludiram...

10/05/12

Os Lindos Discursos da Cimeira Luso-Espanhola

Ouvi o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, concordei e gostei do seu discurso. Sim senhor! Este senhor tem toda a razão! Com nada discordo! Consolidação orçamental, cumprir os nossos compromissos, pagar as nossas dívidas, tudo factores essenciais para o relançamento sustentado da economia, etc., etc. Tudo muito lindo! Tudo muito certo! Concordo com tudo!

Excepto em pequeníssimos pormenores, sem importância, claro:

- Os sacrifícios são SÓ PARA ALGUNS, diga-se:
- Os funcionários públicos, pensionistas e os reformados PAGAM PARA TODOS.
- Injectam-se milhares de milhões na BANCA LADRA, USURÁRIA E CORRUPTA, mas deixam-se falir as pequenas e médias empresas. O BES não tem que dizer aonde meteu os 30 milhões dos submarinos?
- São os funcionários públicos em Portugal e os JUDEUS na Alemanha Nazi!
- A CONSTITUIÇÃO é para inglês ler se tiver insónias! 
- Dinheiro não há, mas há CHEQUES EM BRANCO para as parcerias PPP dos amigos e amigalhaços!
 - Que horror seria PÔ-LAS EM CAUSA (as PPP). O Estado não cumpriria a lei e teria que pagar mais MILHÕES, para além dos que já paga, aos amigos e amigalhaços (advogados dos grandes escritórios). Mas pode rasgar os contratos que fez com quem para ele trabalha, pois claro. E roubar aqueles que durante uma vida descontaram, o que agora lhes roubam! Isto pode ser feito LEGALMENTE, cumprindo a CONSTITUIÇÃO, claro!
- As grandes empresas e os grandes grupos económicos TÊM FEITO ENORMES SACRIFÍCIOS. Elas e os seus funcionários! Os seus LUCROS TÊM SIDO ESCANDALOSAMENTE BAIXOS.
- Os CORRUPTOS andam impunemente por aí, porque quem  governa não o é.

Pequeníssimos pormenores, claro. Irrelevantes, obviamente!


06/05/12

A Excelência da Universidade Pública Portuguesa e a Abjecta Política Portuguesa

As nossas universidades públicas têm sido um exemplo de sucesso e de excelência. São um caso paradigmático na sociedade portuguesa. Autênticas ilhas no meio da corrupção generalizada e impune a que assistimos. Os governos transformaram-se numa espécie de gestores dos interesses de grupos privados poderosos. O pior é que, contrariamente às universidades que têm níveis de excelência a nível mundial, os governos estão nas mãos de pseudo-gestores incompetentes. Aliás, é sabido que o povo português é um povo trabalhador e sábio. Isso é internacionalmente reconhecido. Por isso, não é de estranhar que a classe dos gestores portugueses, à frente das grandes empresas, na sua maioria por cunha e não por mérito, é considerada a nível mundial como incompetente. Isso também explica a situação a que o país chegou. Muitas das chamadas grandes empresas partiram do assalto ao sector empresarial do Estado. Como são na sua essência monopólios, a qualidade da sua gestão é secundária para o seu sucesso sendo, por isso, coutadas preferenciais para os ex-governantes e os seus amigos. Se não são monopólios, vivem parasitando o Estado. O que é absolutamente condenável e lamentável. Que empresas portuguesas podem assim competir (tirando o caso particular da cortiça), em qualidade e excelência do serviço que prestam às suas comunidades, por exemplo, com uma Universidade de Coimbra? Para mim a melhor Universidade Portuguesa, pois, para além dos aspectos históricos, é das que cientificamente mais produz. E isto apesar de ser das que está mais afastada das decisões das políticas de financiamento científico. A nível mundial todos os rankings internacionais a incluem entre as 400 melhores universidades do mundo, aliás como todas as outras grandes universidades públicas portuguesas. O último relatório QS - world university rankings atribui-lhe as seguintes classificações:


Na área que me diz mais respeito, a das ciências da engenharia, só a Universidade do Porto aparece na 230ª posição, à frente da posição 260ª atribuída à Universidade de Coimbra. O IST aparece na 273ª posição. Ao lado da Universidade de Coimbra nesta área surgem na 259ª posição a Universidade de Linz, na Áustria, e o Instituto de Tecnologia do Illianois, nos Estados Unidos, na 261ª. Isto é magnífico!

As grandes universidades públicas aparecem, por isso, muito bem classificadas e, se calhar, com índices de produtividade bem melhores que outras universidades mundiais, se em comparação considerarmos as condições periféricas e o baixo nível de financiamento a que as portuguesas têm acesso. É caso para dizer que os investigadores portugueses são autênticos heróis. Em que ranking da economia global aparecem as nossas empresas? Quantas estão entre as melhores 400 do mundo?

O pior é que quer professores, quer investigadores, a quem todo o mérito deve ser atribuído por este desempenho, têm sido muito mal tratados pelos governos sucessivos de Portugal. E, neste contexto, o actual governo ultrapassou todas as marcas. As injustiças tornaram-se insuportáveis. Por isso, é mais que provável que os níveis alcançados pelas universidades portuguesas vá decair muito acentuadamente nos próximos anos, por pura bestialidade política. Mas nem sequer é o sacrifício que, com certeza, todos os professores e investigadores estariam dispostos a fazer, se tivessem ouvido uma palavra, se vissem que todos, sem excepção, iriam ter que fazer sacrifícios. Mas não! Os docentes e investigadores portugueses perderam só no último ano, registe-se bem, cerca de 27% do seu salário! São provavelmente os mais sacrificados, tendo em conta o seu desempenho, comprovado pelo que acima dissemos. Pior! Têm as carreiras congeladas, imagine-se, desde o tempo do Durão Barroso!!! Inacreditável e lamentável. É o justo a pagar pelo pecador no seu esplendor! E existem os casais, e as sua famílias, sobre as quais este governo de incompetentes passou, literalmente, por cima. Depois de os roubarem ainda lhes dizem na cara que, agora, vivem acima das suas possibilidades! Malandros, não há outro termo! São roubados, desrespeitados e sacrificados à banca usurária e corrupta que pulula impune pelo país! AONDE ESTÃO OS 30 MILHÕES QUE OS ALEMÃES PROVARAM TEREM VINDO PARA PAGAR LUVAS EM PORTUGAL, NO CASO DOS SUBMARINOS? RESPONDAM! E JÁ! POIS ISTO NÃO PODE FICAR ASSIM! AONDE PÁRA A JUSTIÇA PORTUGUESA NO MEIO DE TODA ESTA BAGUNÇA? E O QUE TEM FEITO O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL SOBRE O DESRESPEITO ESCABROSO A QUE ESTE GOVERNO TEM VOTADO A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA? FOI DECRETADO O ESTADO DE SÍTIO PARA QUE O GOVERNO  NÃO VIOLE A LEI SUCESSIVAMENTE, COMO TEM FEITO? SE NÃO FOI DECRETADO ESTADO DE SÍTIO, PORQUE É QUE ESTE TRIBUNAL NÃO ACTUA? ESTÃO COMPRADOS?

Por todas estas razões, e muitas outras, muitos docentes e investigadores estão a seguir as sugestões SÁBIAS do nosso primeiro-ministro, procurando lá fora a dignidade que ele, e os políticos como ele, lhe têm roubado. E são os melhores de entre eles que se vão embora. Por isso, o retrocesso civilizacional em Portugal será uma realidade. Esperemos que depois, um dia, se faça justiça e que esta gentalha seja severamente castigada por todo o mal que têm feito a Portugal. Esta classe, bem como todos os funcionários públicos portugueses, foram seleccionados para serem os bodes expiatórios da actual situação das finanças públicas, para gáudio da populaça que, por estupidez, não percebe que vai apanhar por tabela. Obviamente que, para além de puro preconceito mesquinho, está por detrás de tudo isto uma motivação política abjecta, bem escondida, diga-se, que esta gentalha que nos (des)governa nem às paredes confessa. O pior é que ninguém se indigna verdadeiramente. Sociais-democratas? ahahahahahah! Anedotas, isso sim!

30/04/12

Melhor do que a Grécia, Pois Claro!

Obviamente! Senão vejamos.

O Caso dos Submarinos:

A investigação deste caso partiu de uma certidão retirada do processo de investigação do caso Portucale, onde foi identificada uma conta bancária na Suíça e que se suspeita que terão sido usadas para esconder “luvas” pagas pelos alemães[3] por onde terão passado suspeitas de 30 milhões de euros pagas à Escom, uma empresa do grupo do banco Espírito Santo (AONDE PÁRA ESTE DINHEIRO?), pelo consórcio alemão que venceu o concurso público.[1] Segundo os investigadores alemães, o dinheiro foi canalizado para a ESCOMM, uma empresa do Banco Espírito Santo, que posteriormente fez circular por refúgios fiscais das Bahamas e Ilhas Cayman (INACREDITÁVEL!).[4] Foram também detectadas correlações entre essas transferências e depósitos em numerário numa conta do CDS totalizando mais de um milhão de euros.[4]

Agora, vamos lá perceber porque é que Portugal não é a Grécia e porque os nossos governantes dizem que Portugal não é a Grécia.

Na Grécia, o ex-ministro da tutela, Akis Tsochatzpoulos, está preso 
 Em Portugal, o seu par à época, é o actual ministro dos NEGÓCIOS estrangeiros. Coincidências! Não somos a Grécia, não senhor! Podia tal coisa acontecer em Portugal? Claro que não! Talvez na Síria dos dias de hoje e, mesmo assim, não sei! Acho que os sírios, sinceramente, mesmo que se esforcem muito não têm pedal para nós! Para os feitos dos magníficos liso(tano)s dos nossos dias...

Afinal quem é que beneficia por Portugal não ser a Grécia?! Quem? O povo pois claro! Quem mais?

Ora vamos lá ver. O salário mínimo na Grécia são APENAS 870 euritos, contra a FORTUNA que são os 570 em Portugal (E O EUROSTAT NÃO ESTARÁ A SER ENGANADO? 570? MESMO?)  É quase o dobro! 300 euritos, coisa pouca! Afinal o que é isso quando comparado com os 30 milhões desaparecidos nas Gaimão, perdão, Caimão? Não é? Trocos, pois claro! Isto para não falar dos mais de 5.000.000.000.000 de euros (1/3 da vida do Universo em anos) afundados nos destroços do BPN  e mais uns trocos no BPP! Mas, ora, ora... os corruptos que nos levaram a este cenário de terror, já foram julgados e estão todos castigados! Pois claro! Em Portugal vive-se num Estado de Direito, onde a Justiça impera. A do mais forte, obviamente! A nacionalização dos ossos do BPN, deixando de lado a Sociedade Lusa de Negócios (obscuros), foi um golpe de pura magia financeira só ao alcance de uns poucos predestinados. Obviamente portugueses. Quem mais? Gregos? Coitados!!! Não chegam aos nossos calcanhares! Além disso há que ter as contas sempre debaixo de olho. Ai dos reitores das universidades públicas portuguesas que se atrevam a dar um arroto sem pedir licença ao Gasparito! Mas cheques em branco podem ser passados às Lusopontes que para aí proliferam, porque, afinal, sem elas podia o país ficar sem acesso ao deserto, por via de algum ataque terrorista. Ora.. ora.. podem lá os portugueses compararem-se com os gregos! Estamos a léguas... psst psst... a léguas dos gregos.   

Mas eis a posição relativa dos PIIGS, segundo o Eurostat, relativamente ao salário mínimo. Note-se que a Irlanda nestes anos de crise, com o qual este governo se gosta de comparar, foi o país onde o salário mínimo mais aumentou (arraste a seta abaixo para o comprovar). Obviamente que o salário médio dos irlandeses está a anos-luz do dos portugueses.


Somos o povo PIIG que melhor vive! Não se vê bem? Por isso os judeus deste país, perdão, os funcionários públicos (alguns), pensionistas e reformados, não têm qualquer direito a subsídios de férias e décimos terceiros meses. Era o que mais faltava! Discriminem-se esses parasitas, esses sorvedouros de dinheiros públicos e, se for possível, metam-nos a todos num campo de concentração! Aonde é que já se viu? Afinal são recursos financeiros imprescindíveis para poder distribuir muitos dividendos pelas Brisas, Ascendis (que raio de coisa será esta que parece uma loja de elevadores?), Lusopontes, Galps, EDPs... pelos chineses... pelo Qatar... pelo raio que os parta a todos!

Decisivamente, Portugal não se pode mesmo comparar com a Grécia. Lá isso não pode! A Grécia é um país do 1º mundo e Portugal, que sabe muito bem dar guarida a corruptos, máfias e afins, não passa de um país miserável terceiro mundista. Um país ideal para vigaristas e foras-da-lei de toda a ordem,
com uma Justiça abominável, anedótica mesmo, com um Estado Social mínimo (e mesmo assim este governo de mentirosos e os seus acólitos acham que é demais), com uma disparidade salarial absurda e uma injustiça social digna de um qualquer país sul-americano. Uma vergonha completa! Ainda por cima o actual Primeiro-ministro diz-nos que só sairemos desta crise empobrecendo! Pinte a cara de preto, vá para o terreiro do paço dar cambalhotas e tenha um pingo de vergonha na cara!

27/04/12

A Imagem de Portugal, a Coesão Social e a Necessidade de uma Revolução

Parece que o Presidente da República anda muito preocupado com a imagem de Portugal no exterior. É sem dúvida uma grande preocupação. Apregoa também aos quatro ventos a necessidade de coesão nacional. Tudo muito certo. Então porque não demite imediatamente o actual governo? Único responsável pela maior cisão social da História de Portugal? Há aqui um paradoxo alarmante. Uma mistificação absoluta.

Além disso, na minha opinião, este governo há muito que perdeu a sua base de apoio, uma vez que enganou, escandalosamente, grande parte do seu eleitorado, perdendo por isso a sua legitimidade política. Em Democracia, e num Estado de Direito, não se passam cheques em branco aos governos dos partidos mais votados. O seu mandato não tem poderes absolutos. Era o que mais faltava! O tempo das monarquias absolutistas já lá vai. Ou não vai? Ora, se esta gente não cumpre a Constituição da República Portuguesa e se são desonestos perante os portugueses, devem ser imediatamente demitidos. Mas pior. Sabemos agora que pretendem partidarizar o Tribunal Constitucional por forma a poder, com maior à-vontade, governar à margem da Lei. Um vergonha! Aonde Portugal chegou! De que está à espera o Sr. Presidente da República? De uma Revolução?