Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

15/11/11

RTP a Lavar mais Branco

Dizia o Juiz Rangel, caricaturando, obviamente, que o relatório foi feito por um grupo de sábios! Sim, sábios da bola, também, encabeçados por um Economista! Sim senhor! Grupo que teve pelo menos três deserções pelo caminho. Imaginamos os motivos...

As razões da reforma (revolução?) são mesmo as de fortalecer o sistema público de informação do Estado. Pelo caminho, aproveitam e dão também uma mãozinha aos privados, claro, já que lhe retiram (RTP) a receita da publicidade e, por esse motivo, a concorrência que fazia aos privados. O Balsemão, com certeza, nem quer acreditar. Quem vai pagar este novo modelo? Ninguém parece saber. Mas acabam com a informação na RTP e põem o canal público, "generalista", a dar novelas, preço certo,só visto, elo mais fraco, o último a sair e afins! É isso? Sim senhor! Se é para isso, sinceramente, acabem definitivamente com a televisão pública, mas não queiram agora arranjar mais um canal para lavar mais branco a cabecinha dos portugueses, ainda por cima para ser suportado na íntegra pelos contribuintes, já que ficam sem a receita da publicidade. E o tal canal internacional deve ser para o governo "colocar" mais depressa o património público nas mãos dos estrangeiros! 

A RTP precisava de ser transformada num verdadeiro serviço público de informação e cultura - o modelo da RTP 2 deveria ser, na minha opinião, o modelo a ser seguido e melhorado. Acabar com a RTP informação a pretexto de que as outras televisões privadas já prestam esse serviço? Sábios? Cabeças de vento...

11/11/11

Num País Ocupado

Num país ocupado,
Num pós-país, 
Num quase vazio... 
Sentindo a queda, 
rodeado das paredes
do abismo...

João do Lodeiro
Inspirado em Vivemos num país ocupado

10/11/11

A Verdadeira Razão de Ser do Orçamento de Estado para 2012


E um apelo.

É um apelo a todos os portugueses de boa vontade e de bom senso. Somos um povo de brandos costumes, que no entanto não pode permitir que os seus governos, ao abrigo desta virtude portuguesa, possam agir fora da lei para satisfazer simples caprichos ideológicos e finalidades muito duvidosas. Se assim procedem, como pode o Estado ter moral para fazer cumprir as Leis da Nação?

Efectivamente, quando assistimos ao Estado, através do seu governo, fazer tábua rasa da Lei maior do país, a Constituição da República Portuguesa, não tendo, por esse motivo, qualquer moral para impedir que os seus cidadãos possam também eles deixar de cumprir as leis, é necessário agir. Este governo não pode estar acima, nem agir acima da Lei. Não tem mandato para isso. Este procedimento encerra, em última análise, o perigo da destruição do Estado de Direito e, por conseguinte, da própria Democracia, tal como a conhecemos. A crise é grave, mas não pode valer tudo. Não vivemos numa selva de um qualquer país do terceiro mundo. Ou vivemos? Por menos foram impostas muitas ditaduras no passado.

Cortar nos subsídios dos funcionários públicos, diga o actual governo o que disser, não é mais do que um aumento de receita por via de um aumento de imposto extraordinário sobre o rendimento dos trabalhadores do Estado. Este governo vende ao país e à Troika que está a cortar na despesa quando, na realidade, está a aplicar um imposto extraordinário sobre o rendimento do trabalho de alguns, em favor de outros. Esta é a opinião unânime dos juristas portugueses, exceptuando alguns muitíssimo suspeitos. Maquiavelicamente divide para reinar. No meio dos graves problemas com que Portugal se depara, esta actuação é, a todos os títulos, lamentável. Além disso, toda a gente percebe que este governo passa a mensagem, injusta e errada, que o trabalho destes trabalhadores não presta, não serve os interesses do país e, por isso, pode ser confiscado à margem da lei. Intolerável! Sejam confiscados os dois subsídios ou só um, com a folga de 900 milhões de euros que o PS diz existir. Pasme-se! Se não é assim, se efectivamente estamos errados, então que o demonstre, que proceda de forma diferente, taxando um pouco todos, seguindo a opinião insuspeita de pessoas ligadas ao PSD, como é o caso de Rui Rio, Ferreira Leite, Presidente da República e tantos outros. Não diferenciando o trabalho da forma como o faz, e, prioritariamente, que taxe os rendimentos do capital que ficam, literalmente, de fora dos sacrifícios. Uma vergonha! E se estamos numa situação de emergência, então que declare o Estado de Emergência ou de Sitio para que, legalmente, possa vir a cometer as injustiças intoleráveis a que se propõe. Nesse caso, a interrupção e a revisão de todas as parcerias público-privadas (PPP) deveria ser uma prioridade, por serem danosas para o erário público. Mesmo antes de confiscar os vencimentos de quem trabalha. Isso é que era ter coragem! Portanto, ao arrepio de todas as opiniões informadas, a insistência do corte iníquo dos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, estigmatizando, denegrindo e violentando, é simplesmente um meio para atingir dois objectivos maquiavélicos: 

1 –  atacar e destruir o Serviço Público e;

2 – vender o Património Público ao desbarato, depois de Portugal estar arruinado pelas medidas que este governo insiste em implementar no OE para 2012. 

Eis, portanto, as verdadeiras razões por detrás do OE para o próximo ano. Ultrajante para Portugal e o seu povo.

Primeiro, relativamente ao Serviço Público, aos seus trabalhadores, recorde-se que já este ano estes trabalhadores viram os seus salários serem cortados muito acima dos 5%. Vencimentos em torno dos 2000 euros foram cortados em cerca de 10% e, acima deste valor, o corte foi exactamente o mesmo, sem qualquer progressão. Para além do imposto sobre o subsídio de Natal, este extensível a todos os portugueses. Tudo isto é injusto. Mas aqueles salários são os que tipicamente são pagos aos quadros técnicos e superiores do Estado que, como todos devem saber, ganham bem mais no sector privado. Por isso, este governo dá a entender que se quer ver livre dos seus melhores quadros superiores. Note-se que, quando se diz que os trabalhadores do estado ganham melhor, estão a falar dos quadros médios e inferiores, de acordo com o divulgado pelo Banco de Portugal. Eu acredito em boa gestão e má gestão. Afirmar que o público é mau e o privado é bom, é um slogan que tem sido veiculado pelos “opinion makers” portugueses com fins muito duvidosos e ao serviço dos interesses que também estão por detrás da governação do país há muitos anos. Realmente, estudos da OCDE têm mostrado que os serviços públicos portugueses têm desempenhos e qualidade que ultrapassam muitas vezes os serviços privados. Veja-se, por exemplo, o caso dos hospitais. A imagem do funcionário público sentado na secretária sem nada fazer, vendo as horas passar, é uma imagem redutora, deturpada e muito injusta para quem trabalha afincadamente dando o seu melhor no sector público. E note-se que este governo nem uma palavra teve para estes trabalhadores. Uma vergonha que merece ser castigada veementemente. Se existem funcionários a mais, se existem serviços a mais, reestruture-se e façam o trabalho que nunca fizeram, nem querem fazer. Efectivamente, se fosse assim, aonde iriam colocar os “boys”? E dizemos mais, se existem fundações, empresas públicas que não servem para nada, tenham coragem e acabem com elas. Ou também são feudos dos seus “boys”? 

Concluindo, tudo isto só pode ter justificação, efectivamente, na ideologia defendida pelos actuais governantes e, portanto, não tem nada a ver com memorandos, com troikas, ou com qualquer outra coisa. É uma pura mentira! Trata-se, tão-só, de querer destruir o Serviço Público por via do ataque vil aos direitos de quem para ele trabalha. Nem sequer a velha questão mesquinha, simplista, que o que é privado é bom e o que é público é mau, é válida, porque existe excelência em muitos sectores públicos do Estado. As Universidades públicas, por exemplo, estão entre as melhores da Europa e do mundo. O Reitor da Universidade de Coimbra ainda hoje mesmo foi peremptório ao afirmar que, se os cortes para este ano se mantiverem ao nível dos efectuados nos últimos anos, porque tem sido este o prémio pela excelência do desempenho das universidades públicas nos últimos anos, dos seus docentes e investigadores, a Universidade fechará as portas para o próximo ano. O SNS, o ensino superior público, a Escola Pública, de uma forma geral, não merecem esta análise ideológica deturpada e mesquinha. Aliás, há muitos serviços do estado que nem com os privados podem ser comparados, por estes nem sequer os disponibilizarem, seja aqui, nos EUA ou na China. A justiça, os militares, as forças de segurança, etc. 

Portanto, é uma questão de política maléfica, em que os objectivos que pretendem alcançar são claramente irrealistas, que está a dividir o povo português, quando a realidade obrigaria a um entendimento e a uma união alargada. O pior de tudo isto é que, apesar de todos estes malefícios, Portugal para o ano estará pior. Os sacrifícios serão, por isso, feitos em vão. Quem acredita nas previsões da recessão para o próximo ano? Quem? Não vi nenhum economista que defendesse os números que constam no OE para 2012. São claramente irrealistas. Uma recessão de 2,8%? Estão a brincar com o povo português! A brincar não é a palavra certa. Na realidade, um dos objectivos desta política é pôr o Estado a vender ao desbarato o seu património! Esta é outra realidade para a qual teremos que estar atentos. Muito atentos. Porque o julgamento destas políticas, com as consequências que todos adivinhamos, terão que ser assacadas e os decisores políticos terão que assumir as suas responsabilidades.

Por toda a injustiça e iniquidade, a contestação virá certamente para a rua com consequências imprevisíveis, dado que as medidas, como disse, são iníquas e injustas. Para além de irrealistas. A sua base reside na mentira e, como tal, são insustentáveis e revoltantes. Não esqueçamos, também, que este governo propõe agora medidas contrárias ao que apregoou quando estava na oposição. Enganou muita gente. Não peçam por isso aos funcionários públicos e aos pensionistas que, sabendo muito bem o que está por detrás deste maquiavélico ajuste de contas com o 25 de Abril, as sustente e seja solidário. É com uma revolta imensa que vemos este governo actuar e dar lições de bom aluno aos emissários europeus, vendendo a imagem que as medidas absurdas que tomou foram acatadas pelo povo português sem contestação. Enganam-se redondamente e os próximos tempos vão desmenti-los. A incompetência, neste caso, sairá muito caro.

Caricato é o facto de os belgas estarem a crescer cinco vezes mais que a Alemanha e que, por isso, estejam a criar a riqueza necessária para pagar as suas dívidas. Razão? O estarem há anos a aplicar o orçamento do ano anterior pelo simples facto de NÃO TEREM GOVERNO! Assim, não seguindo as medidas de austeridade impostas pela UE, a Bélgica parece passar ao lado da actual crise do Euro e da União Europeia. 

Apelo por isso a todos para que leiam e, se concordarem, assinem a petição:

Petição Em defesa da democracia, da equidade e dos serviços públicos

06/11/11

Petição em Defesa da Democracia, da Equidade e dos Serviços Públicos

Esta é uma petição que TODOS deveriam assinar!

Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia da República,

Nos termos e para os efeitos previstos no artigo 52º da Constituição e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações introduzidas pelas Lei nº 6/93, de 1 de Março, Lei nº 15/2003, de 4 de Junho, e Lei nº 45/07, de 24 de Agosto, os cidadãos abaixo-assinados, incluindo a identificação completa do primeiro signatário, apresentam à Assembleia da República a seguinte petição.
As medidas extraordinárias inscritas na Proposta de Lei de Orçamento de Estado para 2012 põem em causa alguns dos princípios fundamentais do governo democrático e do Estado de Direito, porque contrariam em absoluto vários compromissos eleitorais fundamentais, bem como a necessária igualdade e justiça de tratamento dos portugueses, a qualidade dos serviços públicos e a motivação dos seus servidores.
Essas medidas, que comprimem brutalmente o nível de vida dos portugueses, são múltiplas: a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; a eliminação das promoções e progressões na carreira, bem como o corte de salários (entre 5 e 10 por cento), apenas para a função pública (FP); o aumento de meia hora de trabalho diário para o sector privado; o brutal aumento da carga fiscal, sobretudo sobre consumidores e assalariados, ampliando o fosso de rendimentos entre capital e trabalho e as desigualdades sociais, num dos países mais desiguais da UE.
Os signatários reconhecem a necessidade de medidas de austeridade para o saneamento das finanças públicas e que a redução do défice se faça prioritariamente do lado da despesa. Porém, aquelas medidas são excessivas e iníquas e, não estando inscritas no memorandum, podem por isso ser alteradas em sede parlamentar sem pôr em causa uma necessária trajectória de consolidação orçamental.
Especificamente, ou o corte de salários e subsídios é definitivo, mas nessa altura ofende a Constituição, por significar uma restrição brutal, desproporcionada, desrazoável, não indispensável e não suficientemente justificada dos direitos à retribuição e à segurança social, ou é transitório, sendo então equivalente a um imposto extraordinário embora contabilizado como um corte de despesa. Mas, neste caso, viola o princípio constitucional da igualdade por pretender resolver uma dificuldade conjuntural, de natureza e responsabilidade nacionais, à custa de um encargo gravíssimo incidindo exclusivamente sobre uma parte dos portugueses em função da sua situação económica e condição social.
Ao “tributar” fundamentalmente os quadros médios e superiores do Estado, o Governo está a desmotivar uns e a incentivar outros à saída, além da violência psicológica e da punição que isso significa sobre milhares de quadros e funcionários competentes e dedicados ao serviço público durante décadas. O Estado ficará mais fragilizado, mais incapacitado de servir o interesse público através da prestação de serviços jurídicos, de educação, de saúde, de ação social, entre outros.
Por tudo isto, os subscritores desta petição requerem uma alargada discussão pública e a aprovação em sede de especialidade na Assembleia da República e na votação final global, de medidas alternativas às que geram maiores inequidades e que constam da actual Proposta de Lei de Orçamento do Estado para 2012. Solicitam ainda à Assembleia da República que interceda junto do Governo da República para uma renegociação de certos aspectos do memorando da “troika “ obviamente irrealistas
Nesse sentido, apelam a todos os grupos parlamentares que procurem soluções mais consensuais e universais que, não pondo em causa a consolidação orçamental, promovam o crescimento, o emprego, a solidariedade social e, simultaneamente, valorizem a qualidade dos serviços públicos e a dignidade e a motivação dos seus profissionais. Desta forma não se poria em causa a Constituição da República Portuguesa e a qualidade da democracia alicerçada na equidade de tratamento entre todos os portugueses.

Os signatários (actualmente 3880)

03/11/11

Pensamentos e Citações


 
“Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela recessão, os bancos, e as empresas que crescerão à roda dos bancos, despojarão o povo de toda a propriedade, até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.”.

Thomas Jefferson 1802
Ex-Presidente dos Estados Unidos

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And the Oscar Goes To...

The best three nominations of TROIKA's Committee












Brevemente num cinema perto de si...

02/11/11

Frase do dia

Depois do discurso de Passos Coelho, deixei de ter medo do fim do Mundo. O que assusta, mesmo, é o fim do Mês!

de um internauta desconhecido (JJJ)

01/11/11

Apelo à Greve das Greves

Eu, como com certeza Viriato faria, lanço daqui um apelo. É preciso dar força aos sindicatos, por muito que pensemos que eles também nada fazem. Pelo menos podem ser pólos para a luta que vai ser necessário travar. E já! Eu lamento que andem a brincar às greves, em vez de pararmos o país por tempo indeterminado para correr com a gatunagem que nos conduziu e conduz ao abismo. Eu acredito que os povos europeus estão à espera de um sinal. Porque não sermos nós, os lusitanos, a dar-lhes esse sinal? Ao menos que olhem para nós como aqueles que tiveram a coragem de correr com o neoliberalismo selvagem que nos rouba o futuro dos nossos filhos!

A Bem de Portugal.

Regresso ao Passado (1)

Ora, ora, não era melhor atalhar o caminho e impormos já as condições de quase escravatura que vigoravam nos FEUDOS Alentejanos antes do 25 de Abril? Vá... vão lá preparando o chicotezitos... que estão a ganhar bolor há tantos anos... Hmmm será que o povo português é mesmo masoquista? Começo a ficar preocupado...