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06/11/11

Petição em Defesa da Democracia, da Equidade e dos Serviços Públicos

Esta é uma petição que TODOS deveriam assinar!

Excelentíssima Senhora Presidente da Assembleia da República,

Nos termos e para os efeitos previstos no artigo 52º da Constituição e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações introduzidas pelas Lei nº 6/93, de 1 de Março, Lei nº 15/2003, de 4 de Junho, e Lei nº 45/07, de 24 de Agosto, os cidadãos abaixo-assinados, incluindo a identificação completa do primeiro signatário, apresentam à Assembleia da República a seguinte petição.
As medidas extraordinárias inscritas na Proposta de Lei de Orçamento de Estado para 2012 põem em causa alguns dos princípios fundamentais do governo democrático e do Estado de Direito, porque contrariam em absoluto vários compromissos eleitorais fundamentais, bem como a necessária igualdade e justiça de tratamento dos portugueses, a qualidade dos serviços públicos e a motivação dos seus servidores.
Essas medidas, que comprimem brutalmente o nível de vida dos portugueses, são múltiplas: a eliminação dos subsídios de férias e de Natal dos servidores públicos e dos pensionistas, em 2012 e 2013; a eliminação das promoções e progressões na carreira, bem como o corte de salários (entre 5 e 10 por cento), apenas para a função pública (FP); o aumento de meia hora de trabalho diário para o sector privado; o brutal aumento da carga fiscal, sobretudo sobre consumidores e assalariados, ampliando o fosso de rendimentos entre capital e trabalho e as desigualdades sociais, num dos países mais desiguais da UE.
Os signatários reconhecem a necessidade de medidas de austeridade para o saneamento das finanças públicas e que a redução do défice se faça prioritariamente do lado da despesa. Porém, aquelas medidas são excessivas e iníquas e, não estando inscritas no memorandum, podem por isso ser alteradas em sede parlamentar sem pôr em causa uma necessária trajectória de consolidação orçamental.
Especificamente, ou o corte de salários e subsídios é definitivo, mas nessa altura ofende a Constituição, por significar uma restrição brutal, desproporcionada, desrazoável, não indispensável e não suficientemente justificada dos direitos à retribuição e à segurança social, ou é transitório, sendo então equivalente a um imposto extraordinário embora contabilizado como um corte de despesa. Mas, neste caso, viola o princípio constitucional da igualdade por pretender resolver uma dificuldade conjuntural, de natureza e responsabilidade nacionais, à custa de um encargo gravíssimo incidindo exclusivamente sobre uma parte dos portugueses em função da sua situação económica e condição social.
Ao “tributar” fundamentalmente os quadros médios e superiores do Estado, o Governo está a desmotivar uns e a incentivar outros à saída, além da violência psicológica e da punição que isso significa sobre milhares de quadros e funcionários competentes e dedicados ao serviço público durante décadas. O Estado ficará mais fragilizado, mais incapacitado de servir o interesse público através da prestação de serviços jurídicos, de educação, de saúde, de ação social, entre outros.
Por tudo isto, os subscritores desta petição requerem uma alargada discussão pública e a aprovação em sede de especialidade na Assembleia da República e na votação final global, de medidas alternativas às que geram maiores inequidades e que constam da actual Proposta de Lei de Orçamento do Estado para 2012. Solicitam ainda à Assembleia da República que interceda junto do Governo da República para uma renegociação de certos aspectos do memorando da “troika “ obviamente irrealistas
Nesse sentido, apelam a todos os grupos parlamentares que procurem soluções mais consensuais e universais que, não pondo em causa a consolidação orçamental, promovam o crescimento, o emprego, a solidariedade social e, simultaneamente, valorizem a qualidade dos serviços públicos e a dignidade e a motivação dos seus profissionais. Desta forma não se poria em causa a Constituição da República Portuguesa e a qualidade da democracia alicerçada na equidade de tratamento entre todos os portugueses.

Os signatários (actualmente 3880)

03/11/11

Pensamentos e Citações


 
“Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela recessão, os bancos, e as empresas que crescerão à roda dos bancos, despojarão o povo de toda a propriedade, até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.”.

Thomas Jefferson 1802
Ex-Presidente dos Estados Unidos

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And the Oscar Goes To...

The best three nominations of TROIKA's Committee












Brevemente num cinema perto de si...

02/11/11

Frase do dia

Depois do discurso de Passos Coelho, deixei de ter medo do fim do Mundo. O que assusta, mesmo, é o fim do Mês!

de um internauta desconhecido (JJJ)

01/11/11

Apelo à Greve das Greves

Eu, como com certeza Viriato faria, lanço daqui um apelo. É preciso dar força aos sindicatos, por muito que pensemos que eles também nada fazem. Pelo menos podem ser pólos para a luta que vai ser necessário travar. E já! Eu lamento que andem a brincar às greves, em vez de pararmos o país por tempo indeterminado para correr com a gatunagem que nos conduziu e conduz ao abismo. Eu acredito que os povos europeus estão à espera de um sinal. Porque não sermos nós, os lusitanos, a dar-lhes esse sinal? Ao menos que olhem para nós como aqueles que tiveram a coragem de correr com o neoliberalismo selvagem que nos rouba o futuro dos nossos filhos!

A Bem de Portugal.

Regresso ao Passado (1)

Ora, ora, não era melhor atalhar o caminho e impormos já as condições de quase escravatura que vigoravam nos FEUDOS Alentejanos antes do 25 de Abril? Vá... vão lá preparando o chicotezitos... que estão a ganhar bolor há tantos anos... Hmmm será que o povo português é mesmo masoquista? Começo a ficar preocupado...

27/10/11

Sobre o "Estudo do Banco de Portugal" e os Cortes de Remunerações

Por forma a dar a maior visibilidade possível às justas reivindicações dos docentes e investigadores do ensino superior universitário, mostrando que este governo é mentiroso, desonesto e imoral, quero aqui deixar esta missiva do SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior. Um pequeno, mas elucidativo, resumo a respeito do Estudo do Banco de Portugal sobre as remunerações do sector público e privado. Não podemos baixar os braços e deixar que nos tratem da forma ignóbil, como temos vindo a ser tratados ao longo dos últimos anos pelos sucessivos governos, em particular pelo cúmulo a que o actual chegou. Chega! Chegou a hora de dizer BASTA! 

Colegas,
Juntamos o badalado estudo do Banco de Portugal com que está a pretender fundamentar a introdução de cortes adicionais nas remunerações do sector público, e em concreto a supressão dos subsídios de férias e de Natal. 

O estudo:
- assume claramente que existem funções no sector público que não têm correspondência no sector privado ou nele são exercidas com um enquadramento muito diferente;

- revela que, se para baixos níveis de qualificação as remunerações do sector público são mais elevadas que as do privado, nos níveis mais elevados se verifica precisamente o contrário.

Sobretudo, é preciso não esquecer que o estudo se baseia numa análise do período 1995-2005, não captando dois aspectos da evolução posterior:
 - o congelamento de jure ou de facto das progressões desde 2005;

 -  a introdução em 2009 do regime de contrato de trabalho em funções públicas, no qual as causas de extinção dos contratos por tempo indeterminado são mais amplas que as do código do trabalho, e, bem assim, os contratos a termo certo são mais precários, nunca se podendo converter por simples decurso do tempo em contratos por tempo indeterminado.
 A  segurança de emprego do sector público é hoje em dia em grande parte um mito, e não pode fundamentar cortes de remunerações.
No ensino superior público há jovens docentes e investigadores qualificados colocados há anos nos índices de base das carreiras porque o desbloqueamento de facto das progressões ainda não se concretizou, e em regime de contrato a termo com a forte possibilidade de não-renovação por falta de dotação orçamental. A estes o OE para 2012 quer tirar não só os subsídios de férias e de Natal mas também os proporcionais em caso de não-renovação do contrato.

Porque é necessário dar visibilidade às dificuldades específicas que afectam o ensino superior em termos de vínculos, de remunerações, de financiamento e agora, de autonomia, o SNESup realizará no próximo Sábado, 29 de Outubro, das 14 às 14:30, uma concentração junto às instalações do Ministério da Educação e Ciência na Avenida 5 de Outubro.

Se estiver por Lisboa, junte-se a nós.

Saudações Académicas e Sindicais,
A Direcção do SNESup
Em  26 de Outubro de 2011

SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior 
Associação Sindical de Docentes e Investigadores
www.snesup.pt