10/05/11
08/05/11
Terrorismo de Estado
Os Verdadeiros Factos da Campanha
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituída por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega (eu acrescentaria que este e os anteriores governos nos legam). E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos.
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB.
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional).
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nossos governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses.
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações.
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis.
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB.
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB.
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível.
13) As dívidas das empresas são equivalentes a 150% do PIB.
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado.
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos.
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE.
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos.
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB.
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa (a sério? Mas só alguns é que têm acesso).
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia).
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB.
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.
Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade. Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver. A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante.
Álvaro Santos Pereira
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Nota Final do Natureza:
Votem bem, mas nunca no PS, PPD e PP!
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Porque é Necessária uma Revolução pelo Voto
Acresce a tudo isto a decisão, vergonhosa e intolerável, da RTP em afastar dos debates televisivos na RTP1 os pequenos partidos sem assento no actual parlamento. Isto viola as mais básicas regras democráticas e de serviço público. Além disso é inconstitucional. Afinal, que papel de serviço público tem esta RTP? E o que fazem os organismos que regulam a isenção na comunicação social portuguesa? Obviamente, NADA, pois também eles são meros instrumentos dos interesses instalados. Tal como todas as outras Autoridades Reguladoras em Portugal. Só assim se explica o funcionamento em cartel das gasolineiras, por exemplo. Só assim se justificam determinadas decisões do Tribunal Constitucional. Há um polvo a comandar os nossos destinos. Este Portugal não é o nosso Portugal. Este país está literalmente dominado por pançudos comilões sem escrúpulos. Não é por acaso que Otelo disse o que disse, há bem pouco tempo, sobre o 25 de Abril. Chegámos a uma situação perfeitamente intolerável.
É necessário um novo 25 de Abril. Mas essa revolução também pode ser feita com o único meio democrático que nos resta: O VOTO. É preciso fazer uma Revolução pelo Voto. Basta que no dia 5 de Junho os portugueses não votem nos partidos que nos têm desgraçado: PS, PPD e PP. Espero, sinceramente, que, embora desinformado e manipulado, o povo português não vá em cantigas e tenha a lucidez necessária para saber separar o trigo do joio nas próximas eleições.
A Letter to a Finnish Lawyer
Dear Sir,
The truth hurts.
Why EU has been created? Where are the original ideals of the Social Europe? Did you forget all?
Nowadays, you forget the original ideals of those great men, changing their ideals by the savage capitalism. The pornographic profits that european multinationals have today, for increasing manufacture in India and China by using slavery, at expenses and sacrifices of european people will be payed, soon or later. Europeans have payed a high price for this new order in the world commerce, by loosing their salaries and social benefits. However, the people is not stupid. Soon or later they will wake up and will react. I hope so.
Why these procedures are allowed by EU policies? Why?
Today EU is a bag full of cats searching for easy fish. Hope that european people reacts against to this neo liberal fascism movement, including the suomi people, as soon as possible, for a better future for our sons.
Yours Sincerely
João do Lodeiro
07/05/11
What Suomi People Should Know About Portugal...
05/05/11
Eles Comem (mesmo) Tudo... E Não Deixam Nada!
A bem de Portugal!
O vídeo abaixo, apesar de ter uma tradução um pouco deficiente, alerta-nos para uma realidade contra a qual temos que combater se queremos sobreviver!
NOTA BEM: Eu não sou adepto da teoria da conspiração, defendida e apregoada por Alex Jones, cineasta e apresentador de rádio americano, que aparece no vídeo anterior. No entanto, as suas palavras sobre o momento económico e financeiro que vivemos no Ocidente fazem muito sentido. Não querendo entrar em especulações sobre um poder mundial totalitário, cujo objectivo é o empobrecimento da população mundial para que, desse modo, seja mais fácil o seu controlo, uma coisa é certa: todos sentimos que os governos estão a empurrar as suas populações para o passado, em nome de uma austeridade que eles dizem ser necessária. Há um claro retrocesso civilizacional que muitos acham que é o caminho certo a seguir. Retirar direitos às pessoas, cortar a direito em direitos sociais, que levaram centenas de anos a conseguir, é retroceder na História. Esse é um caminho para o abismo e para o caos. Será que queremos caminhar novamente para a sociedade feudal que existia na idade média? Legalizar a escravidão? Ou vamos levantar-nos e dizer BASTA?
04/05/11
Um Tiro no Porta-Aviões Laranja
É certo também, dissemo-lo várias vezes, que para pior já basta assim. Mais neo-liberalismo, ou seja mais do mesmo, que é a cartilha gasta do actuais PPD e PP, é fado que os portugueses não devem querer tocar. O nosso sistema capitalista atingiu um nível de desregulação e de corrupção de tal ordem elevado, que é melhor que estes partidos não voltem para o governo, a julgar pelas orientações políticas dos seus actuais dirigentes. Lá, recorde-se bem, não estão nem Sá Carneiro nem Freitas do Amaral. Por isso, Deus nos livre de tal desgraça. Para isso já basta a orientação da actual Comissão Europeia, e da generalidade dos países europeus que comandam os destinos da União Europeia, com os tristes resultados que todos conhecemos. Os neo-liberais estão a acabar connosco, tal como os liberais do século XIX arrasaram com a economia daquele tempo. É urgente mudar.
Assim, infelizmente, Sócrates até começa a parecer que nem é o pior dos males, apesar de todo o mal que nos tem feito. É esta a mensagem que agora o PS e governo estão a passar para a opinião pública. A social-democracia há muito que foi metida na gaveta. Depois de uma casca de banana chamada PEC 4, descascada nas vésperas do congresso do Partido Socialista, que conduziu, tal como eu previ, a uma viragem nas intenções de voto para as próximas legislativas, eis que o PS e o Governo se preparam para afundar o porta-aviões da armada laranja. Assumindo, de peito aberto as negociações com a troika, conduziram toda a negociação não passando cavaco a PPD e PP. O PEC4 que prepararam, propositadamente austero para ser chumbado, diga-se, era, sabiam-no bem, o ponto de partida para as negociações com a troika. Agora, pouco tempo volvido, selam o acordo com a troika com ares de salvadores da pátria. Afinal, teremos dinheiro e não vão ser necessárias as medidas de austeridade que todos receavam. Afinal, parece que nem vai haver sacrifícios, tal a forma como Sócrates apresentou o acordo há umas horas, ladeado por Teixeira dos Santos, que se limitou a fazer figura de corpo presente, em conferência de imprensa. Ou melhor, Sócrates apresentou tudo o que não vai ser feito, que é óptimo. Mas sobre o que vai ser preciso fazer nada se sabe ainda. A não ser o que já estava previsto no PEC4 sobre o corte das pensões acima dos 1500 euros, que era de inteira justiça, face a todos aqueles que, trabalhando, viram os seus salários serem cortados. Afinal, Sócrates, de vilão passou a vítima e agora a herói. Bravo!
Caricata foi a posição em que o PPD, no mínimo, ficou. Pedro Passos Coelho esperou toda a tarde pela comitiva da troika que, pura e simplesmente, o desprezou. Sem saber o que fazer, o PPD mandou para a frente das câmaras, um Eduardo Catroga completamente aos “papéis”. Afinal, Eduardo Catroga, que chefiava a delegação do PPD nas negociações com a troika parecia não saber o que dizer e, pior, deu a entender que não sabia patavina do que tratava o acordo assinado pelo governo, e que o PPD e o PP terão que assinar. Não o acordo, mas uma carta de intenções, o que na prática vai dar ao mesmo. A margem de manobra política do PPD e PP ficaram assim reduzidas a “quase” nada. Isso mesmo foi entendido por Santana Lopes que, no programa “Prova dos 9” da TVI desta noite, aproveitou para dar mais uns tiros na armada laranja. Incrível é que o PS e o governo, que conduziram o país a esta situação, embora com enormes responsabilidades externas, é certo, se preparam para virar as sondagens definitivamente a seu favor. Ficaremos a aguardar pelas próximas sondagens e cá estaremos para julgar esta nossa previsão.
03/05/11
Anedota do Dia
- Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?
Ela responde:
- É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva.
Sócrates, surpreendido:
- E como é que a senhora faz isso?
A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e liga ao David Cameron:
- Bom dia, David. Tenho um pequeno teste para ti...
David, todo educado:
- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste.
Pode perguntar.
- Muito bem, David. O teste é o seguinte:
"É filho do teu pai e da tua mãe, mas não é teu irmão nem tua irmã.
Quem é?"
- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
- Bravo, David. Como sempre, inteligente. Até à próxima.
Sócrates fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide por em prática a técnica que aprendeu com a rainha.
Telefona à ministra da educação Isabel Alçada e pergunta:
- Isabelinha, é o Sócrates, companheira. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.
- Tudo bem, pergunta:
- É o seguinte: É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
- Ah, Sócrates, eu não esperava um teste assim, de repente.
Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?
- Sem problemas. Até logo.
Ela de seguida liga para o Cavaco Silva, já que ele tem fama de inteligente.
Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:
- Ora bolas Isabel, sou eu mesmo, como é óbvio!...
- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado.
E volta a ligar ao Sócrates:
- Sócrates, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
- Muito bem: É filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
E a ministra da educação, vitoriosa:
- Simples!!! Ora bolas, é o Cavaco Silva!!!
- NÃOO, estúpida!!! Tens que treinar mais!!! É o David Cameron!!!
