30/04/11
Contra o Preconceito, Votar, Votar!
28/04/11
Moody's, Fitch e Standard & Poor's
25/04/11
25 de Abril de 2011
Celebram-se hoje trinta e cinco anos da Revolução de Abril. Apesar das conquistas adquiridas ao longo destes anos, a sociedade portuguesa foi conduzida a um beco sem saída. Para isso muito contribuiu a partidocracia e o clientelismo que floresceu em torno dos partidos políticos da esfera do poder. De facto, hoje, a credibilidade da nossa classe política é praticamente nula. O que ela diz, pura e simplesmente, não se escreve. Diz coisas que a realidade teima em mostrar que não são verdadeiras. Antes, são mesmo contraditórias. Partidos que se dizem de esquerda, governam com a batuta do neo-liberalismo e da direita, pregando aos quatro ventos que são defensores de um modelo social que lentamente vêm ajudando a destruir.
O problema não é, infelizmente, somente português. Diria mesmo que os europeus ensandeceram, pois vemos países que considerávamos modelos de desenvolvimento social, baseados nos valores da social democracia, a votarem em partidos de extrema direita, defensores de valores que no passado tanto mal fizeram à humanidade. É razão para dizer que a memória dos povos é curta. Esqueceram-se que foi a social democracia que permitiu que atingissem, em poucos anos, padrões de vida elevadíssimos. Os nórdicos, não há muito tempo, morriam à fome.
A desagregação lenta que temos vindo a assistir da União Europeia é somente o corolário das políticas da direita e do capitalismo selvagem que têm sido seguidas nos últimos anos. Pior. Capitalismo de casino, dos off shores, onde se lava o dinheiro proveniente do tráfico de droga, de armas e de pessoas. Com este sistema estão os actuais políticos europeus solidários. Incluindo os portugueses. Se estamos enganados, porque não combatem e ilegalizam os off shores? Porque permitem que a dívida dos países seja alvo de agências de notação e de especuladores sem escrúpulos? As mesmas agências que classificavam, com notação máxima, bancos e seguradoras que faliram logo de seguida, arrastando com eles toda a economia mundial? Como pode ser isto possível? E que penas têm tido os responsáveis pelo crash de 2008? NENHUMAS! São eles que continuam a mandar ou gozam de reformas milionárias!
Este sistema baseado na ganância humana, da corrupção generalizada, não tem futuro. Nunca teve. Os povos suportam as injustiças sociais até determinados limites. Por isso, dias negros se avizinham, e temos que nos preparar para as graves convoluções sociais que aí vêm. Porque, infelizmente, só movimentos revolucionários de rotura poderão acabar com o sistema oligárquico que se instalou. Com pés de veludo, este foi tomando conta do poder, vencendo a democracia por dentro. Não sou eu que o digo. É a História que no-lo diz.
25 de Abril sempre!
22/04/11
21/04/11
Acerca da Desmotivação dos Alunos...
O texto abaixo chegou-me via e-mail e, aparentemente, foi escrito pelo professor António Galrinho. A sua reflexão complementa algumas reflexões que tenho vindo a escrever neste blogue, razão pela qual decidi publicá-la.
Acerca da desmotivação dos alunos
De uma vez por todas se caia na realidade e se deixe de pedir aos professores aquilo que não lhes compete. Estratégias para isto, estratégias para aquilo; lidar com a indisciplina, lidar com a desmotivação. Aos professores não se deve pedir que arranjem estratégias para resolver esses problemas, pois isso é admitir que eles são situações normais, correntes e com tendência a perpetuar-se. Simplesmente não se pode admitir que eles existam como norma.
A escola pública oferece um ensino gratuito (gratuito!, à excepção da aquisição do material escolar), onde os alunos podem usufruir de refeições a um preço pouco mais do que simbólico, em regra com bons e óptimos equipamentos e professores. Os alunos mais carenciados têm comparticipação parcial ou total na aquisição dos seus materiais, nas refeições e nos transportes. De um modo geral os programas são adequados às faixas etárias e ao tipo de sociedade que é o nosso. Estas condições por si só não são mais do que satisfatórias para que os alunos e as suas famílias se sintam naturalmente motivados? De que raio de motivação extra precisam os alunos?
Em África, na Ásia e na América Latina há centenas de milhões de crianças e jovens que frequentam escolas (os que têm essa sorte) em condições miseráveis. E aí muitos deles estão bem mais motivados do que os nossos. Serão os seus professores melhores do que nós? Possuirão eles as tais estratégias mágicas que nós, tecnologicamente apetrechados, não conseguimos vislumbrar?
É mais do que evidente que a motivação é uma treta quando colocada nas mãos dos professores, mas uma realidade quando olhamos para os sítios onde reside a sua génese: na sociedade em geral, nas famílias, em quem nos governa e na legislação obtusa que se produz. Por isso, os professores não têm que motivar quando não há motivos de origem pedagógica para o tipo de desmotivação com que deparam.
A mesma reflexão deve ser feita em relação à indisciplina, que também não é um problema que o professor tenha que resolver. A indisciplina é uma questão que, simplesmente e em circunstâncias normais, não deveria existir! Em circunstâncias normais, para resolver problemas pontuais de indisciplina o professor deveria precisar apenas de uma palavra: "Rua!"
Se houver comportamentos desadequados nas salas de espera e nos gabinetes médicos dos hospitais serão os médicos a resolvê-las? Se a mesma coisa acontecer numa repartição de finanças são os funcionários que vão resolver? Num restaurante, num meio de transporte, numa sala de espectáculos...?
Ora, o professor não tem que motivar nem disciplinar, tem apenas que ensinar, que é aquilo que se lhe pede cada vez menos. Nessas matérias peçam-se, pois, responsabilidades a quem realmente as tem, senão daqui a 50 anos quem cá estiver estará ainda a falar do mesmo.
António Galrinho
Professor
PS: o negrito é meu
Hélas!
No meu post "Uma golpada chamada PEC4" do dia 10/4, na sequência da realização do congresso socialista e a propósito da forma como o Governo apresentou o PEC4, afirmei:PS1: Apesar da credibilidade que a sondagem nos merece, a puxar claramente pela direita, a verdade é que ela mostra claramente uma subida deste PS, que se calhar até é bem maior à indicada. Hélas!
PS2: Acho que o ministro Teixeira dos Santos deveria ser condecorado! Hoje, presto-lhe a minha homenagem, pois suportou nos seus ombros toda a arbitrariedade e incompetência dos governos de Sócrates. Agora, o reconhecimento que "os amigos socialistas" lhe prestam é banirem-no das suas listas. Aplica-se aqui claramente aquele velho ditado "cospem no prato onde comeram...". Enfim...
20/04/11
Beautiful Things from Ireland... and a Suomi Bovine (Nauta)
Very different from some barbarians of the north... which only have ice in their hearts, horns in their heads and NOKIA phones in their ears!
Portugueses, you must stop buying NOKIA phones, because your hearts can be transformed in ice cubes and horns can grow in your heads. Be careful! It probably happened with the barbarian bovine (a two-legged cattle!) of the photo below:










