13/04/11
10/04/11
Uma Golpada chamada PEC4
Obviamente que, ao assinarem em Bruxelas mais um conjunto de medidas de austeridade, para gáudio dos actuais dirigentes da direita Europeia, sem passar cavaco a ninguém, não havia por detrás desta atitude nenhuma "malévola" intenção relativamente aos partidos da oposição, em especial, ao PPD-PSD. Imagino que, hoje, ao ligar a sua TV, Passos Coelho perceba e tenha noção da queda que deu. Este PEC4 não foi mais do que uma casca de banana, milimetricamente colocada de forma a que a queda fosse certa e aparatosa. A forma como este PEC4 foi apresentado, primeiro lá fora e só depois cá dentro, só podia conduzir ao seu chumbo. Chumbo que o PS e Sócrates calcularam muito bem. Assim, o XVII congresso socialista seria já o tiro de partida para as legislativas que, com certeza, iriam ser marcadas no seguimento do chumbo do PEC4. Os estrategas do partido calcularam tudo muito bem:
1 - Vendo que a entrada do FMI e Companhia seria inevitável, devido à sua péssima governação, Sócrates embrulha as suas responsabilidades no PEC4 e oferece-as de bandeja ao Presidente da República e a Passos Coelho.
2 - Depois de terem dado sucessivas coberturas ao governo, o PPD-PSD não teria outro remédio senão chumbar o PEC4. Aparentemente, não tinha nenhuma alternativa. Ao serem desprezados da forma como o foram, Passos Coelho jamais poderia ter aceite este PEC4.
3 - Também a posição pós-eleitoral do Presidente da República, bastante arrogante, diga-se, não configurava nenhuma intenção da sua parte para arranjar os consensos necessários dentro do actual quadro parlamentar. Ele seria levado a dissolver imediatamente a Assembleia e a marcar eleições legislativas.
4 - Este foi o cenário que os dirigentes socialistas previram. Passos Coelho e o Presidente da República cairiam que nem uns patinhos. Tivessem sido bem assessorados e jamais o PEC4 teria sido chumbado. A partir do momento que Passos e o Presidente engolem o isco, o PS e Sócrates respiraram de alívio. Poderiam agora transferir o ónus da sua má governação para cima da oposição e, melhor, para cima do líder inexperiente do partido seu rival. O PPD-PSD.
5 - Na semana seguinte, o XVII congresso socialista seria assim o tiro de partida para as próximas eleições legislativas, mostrando todo o unanimismo do partido em torno do líder incontestado. Os poucos contestatários, como Ana Gomes, foram atirados para as calendas do Congresso. O discurso de Alegre centrou-se na atribuição de culpas de tudo à Banca e aos mercados, e o de Gama, apesar da referência aos insubstituíveis, acabaram por ser elogiosos para o líder. Sócrates, triunfante, passeou a sua arrogância e a sua soberba.
6 - Perante tal triunfalismo e tamanha propaganda, as sondagens da semana que vem mostrarão os resultados da golpada socialista chamada PEC4. Cá estaremos para contabilizar o efeito da golpada chamada PEC4.
Sem dúvida que este PEC4 foi uma tremenda jogada política. Afinal em que situação ficaria Sócrates e o PS senão criassem toda esta situação em torno do PEC4? Com certeza que ninguém lhes perdoaria a derrota, que um pedido de ajuda urgente ao FMI e à UE acarretaria. O PEC4 não foi mais do que a tábua de salvação política do PS e dos seus dirigentes. Salvaram-se de tal forma, que uma possível reeleição não é sequer de excluir. Fantástico! Mataram vários coelhos com a mesma cajadada. Foi efectivamente uma grande golpada política.
O desnorte que todos demonstraram é bem elucidativo. O XVII congresso do PS deste fim de semana entra-nos pelos olhos adentro. A oposição não se ouve. O Presidente no seu inglês trémulo balbucia que a UE terá que ter imaginação no empréstimo de milhões que fará a Portugal. Inacreditável. Nós é que pedimos e quem empresta é que deve ter imaginação na forma como nos vai emprestar! Mas o povo que não se preocupe com isso, que Sócrates e o PS aí estão para conduzir as negociações. Quem mais?
Eu, pessoalmente, acho tudo isto insuportável. Por isso apelo, uma vez mais, ao voto. O voto, na minha opinião, deverá ser à esquerda do PS. Mas, essencial, é que se faça a regeneração da classe política portuguesa. Basta de mentiras e parvos nós não somos!
08/04/11
Revolução Precisa-se!
Assim, mais do que fazer rodar os partidos na esfera do poder, todos eles conotados com os interesses instalados, é necessário regenerar a classe política. A solução seria uma nova revolução e a imposição de um governo verdadeiramente democrata onde os interesses das populações e do país fossem efectivamente defendidos. Um pequeno exemplo. Veja-se o que ao longo dos últimos 30 anos tem acontecido com as nossas florestas que são, indubitavelmente, uma das nossas maiores riquezas. Viram algum político verdadeiramente interessado em defende-la? Não querem saber... porquê? Isto passa-se relativamente a tudo o que diz respeito ao nosso património colectivo. Mar, pescas, agricultura, ciência, cultura... Poderíamos citar tantos casos que seria fastidioso fazê-lo. E tudo por incompetência de quem nos governa e governou nos últimos 30 anos!
Esquerda
- PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
- POUS - Partido Operário de Unidade Socialista
- B.E. - Bloco de Esquerda
- PCP - Partido Comunista Português
- PEV - Partido Ecologista "Os Verdes"
Centro-esquerda
Centro
Centro-direita
- MPT - Partido da Terra
- MEP - Movimento Esperança Portugal
- PLD - Partido Liberal-Democrata
- PPV - Portugal pro Vida
- PPD/PSD - Partido Social Democrata
- PS - Partido Socialista (actualmente)
Direita
- CDS-PP - CDS - Partido Popular
- PPM - Partido Popular Monárquico
- PND - Nova Democracia
- P.N.R. - Partido Nacional Renovador
POSTSCRIPT.:
Quero deixar bem claro que sou um independente de esquerda e sempre votei PS. Por isso, enganado, ajudei a eleger José Sócrates para o seu primeiro mandato. Agora luto para remediar o meu erro. Essa é a razão desta minha mensagem. Sem mais!
VOTEM CONTRA O SISTEMA. VOTEM ESQUERDA OU DIREITA, MAS NUNCA NO PPD-PSD, PS ou CDS-PP!
30/03/11
O Exemplo Islandês (I)
A revolução em marcha...Depois do beco sem saída em que o governo de direita deixou o país em 2008, os islandeses uniram-se e resolveram, e bem, acabar com o capitalismo selvagem que governava o país. Os resultados têm sido verdadeiramente surpreendentes. Exemplo para todos nós que deveríamos fazer a mesma coisa. Em Portugal e em toda a Europa. Por isso, o meu apelo à Revolução pelo Voto. Se os islandeses venceram o medo do papão dos mercados, nós também podemos vencê-lo e acabar com a pouca vergonha desta sociedade capitalista escabrosa em que vivemos.
Propriedade privada sim, mas nunca à custa da pública!
Continua...
29/03/11
Comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro
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27/03/11
Adriano Lucas
(14/12/1925-21/03/2011)
Faleceu, no passado dia 21, o director do Diário de Coimbra e decano dos dirigentes da Imprensa Portuguesa. Lamenta-se que este paladino da independência jornalística e da liberdade de imprensa em Portugal tenha sido praticamente esquecido pela comunicação social portuguesa. É de uma tristeza confrangedora a falta de cultura e de informação daqueles que, maioritariamente, têm a responsabilidade de nos informar. Infelizmente, o que eles têm hoje à sua responsabilidade, a mando dos interesses obscuros instituídos, é a desinformação, a manipulação, em suma, a propaganda na sua forma mais obscena. Triste país este... tão belo, mas tão cheio de gente estúpida.
Felizmente tive a felicidade de lhe ter proporcionado recentemente uma pequena homenagem, quando, primeiro aqui, e depois no Diário de Coimbra, lhe recordei, reconhecido, que o seu jornal se podia orgulhar de ter sido, provavelmente, a principal vítima da Censura do Estado Novo.
Bem-haja e descanse em paz!
24/03/11
Um Apelo ao Voto Útil
Tudo leva a crer que se irão realizar eleições para o parlamento dentro em breve. Façamos, por essa via, uma revolução pelo voto! Nesse sentido, faço um repto a todos os meus concidadãos:
POR FAVOR, VOTEM!
VOTEM MASSIVAMENTE!
MAS, POR FAVOR, NÃO VOTEM EM NENHUM DOS TRÊS PARTIDOS QUE "SE" GOVERNAM DESDE QUE EXISTE "DEMOCRACIA"!
A BEM DE PORTUGAL!


