Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

16/02/11

A Canção Mais Bela do Mundo...

Ainda um dia hás-de cantar ...

Cada vez que ouço esta canção, este hino,
Estremeço!
Vêm-me as lágrimas aos olhos!
Lágrimas por toda a injustiça cruel,
Que o assassinato da bela Catarina inflige...
Mas não só!
Parece que todas as injustiças se unem em uníssono,
Gritando a uma só voz dentro de mim...
Fazendo-me sentir uma revolta imensa...
Que dói...
Pois vejo, e revejo, um pobre País,
Onde a estupidez é premiada,
A inteligência é destruída
E a inveja transborda...
Ontem...
Como hoje...
Numa roda sem fim...



Comentário retirado do youtube:
El compositor y camarada José Mario Blanco le contó a Alfredo Disfeito cómo se grabó el disco Cantigas de Maio, en un estudio cercano a París "Vamos a grabar a Catarina". Zeca, en mitad del estudio, solo y a oscuras, cantó. Una sola vez. Y ésa es la que está en el disco. Nosotros, privilegiados espectadores, estábamos en la central técnica, todos llorando... ¿Consideráis que es mejor que cante esto otra vez? "No, Zeca, no. Está muy bien así...".

Eles Comem Tudo...

... E não deixam nada!
Ontem sabíamos e não falávamos, hoje falamos e não sabemos...
Grande Zeca, sempre actual!

15/02/11

O Charlatão...

Depois do último post e de toda a trampa que tenho lido, sobre moções e comilões, com autoridades da concorrência que... valha-nos Deus! O que é que é isto?!... para onde vai a rapaqueca, com o país nela pendurado!... aqui ficam o José Mário Branco e o Sérgio Godinho...


Arranja-me um Emprego...

Já tinha dado os meus parabéns ao Paco, que me surpreendeu com o seu "TGV", e aos Deolinda que têm feito furor com "Que parva que sou". Pois bem, que se faça justiça a um músico igual a ele mesmo, como sempre interventivo. Parabéns Sérgio Godinho e que tenhas inspiração para muitas músicas como esta... que está fabulosa.

08/02/11

E Parvos Nós Não Somos...

Escrevi aqui ao meu amigo Paco, felicitando-o pela coragem e incentivando-o a continuar, apesar da censura a que tem sido votado. Ora, não seria justo se daqui não lançasse também um forte abraço aos Deolinda, pedindo-lhes que também eles não esmoreçam. Que tenham coragem e não deixem que vos calem. Ambos ficaram no meu coração, porque, finalmente, ele se apercebe que afinal há quem pense como nós.

A nossa sociedade está a precisar de um abanão. Isto não vai lá com mais do mesmo, defendido pelos Velhos do Restelo, como Medinas e outros, vendidos aos interesses dos sacro-santos mercados da vergonha. Eles que acham que devemos continuar a dobrar a espinha e a deixar que nos comam os ossos, pois, segundo eles, não temos outro remédio. Não. Não nos podemos conformar com estes fazedores de opinião e com estes políticos da treta. É preciso dizer basta! Não podemos suportar mais a incompetência que governa a Europa. Uma Europa vendida aos interesses de entidades supranacionais a que chamam de mercados. Multinacionais do capitalismo selvagem, do branqueamento de capitais, do tráfico de armas, de droga e de seres humanos. Mercados que à custa de outra aberração a que chamaram de globalização, dos interesses, obviamente, para maximizarem os seus lucros pornográficos, que até fariam corar Marx, escravizam asiáticos e roubam o pão aos Ocidentais. Uma União Europeia que defende estes interesses, é uma União decadente, sem futuro. É uma Europa doente. O problema está tão enraizado que temo não podermos resolve-lo sem uma verdadeira revolução. Porquê?

Simplesmente porque a história nos diz. Os ciclos repetem-se. Dialéctica não é uma palavra vã. Hegel já o provou. Ou julgam que estão a inventar a roda, de tanta soberba que têm? E cometeram um grave erro. Ao não deixarem cair os tais dos mercados, injectando o nosso dinheiro na sua salvação, em vez de o terem injectado na economia, sacrificando-nos ainda mais, para salvar quem cometeu tanta trafulhice financeira, e mais alguma, salvaram um monstro gigante insaciável. Agora, que foi salvo, vem de mansinho comer quem lhe deu a mão. Que outra solução têm os povos senão a revolta contra este monstro e os seus defensores? É mesmo uma questão de vida ou de morte. Ou ele ou nós!

Estou de acordo com a minha amiga Joana Lopes, e com ela comungo a esperança de que os gritos de liberdade e pela dignidade humana, que são gritados bem alto no Norte de África, primeiro na Tunísia e agora no Egipto, sejam seguidos na Europa. Que todos se lembrem, bem alto:

Que parvos que somos por nos permitirmos viver num "mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar..."!

E indignem-se!


"Parva que sou" - Deolinda
Música e letra: Pedro da Silva Martins
Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...
Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....
e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...
Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...
Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...
e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...
Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...
Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-dura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!
e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...
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PS: A Alemanha acaba de fazer saber que Moubarak será bem vindo, no caso do ditador decidir lá exilar-se!

Google Art Project

Congratulations and thank you for this beautiful project!

07/02/11

Bravo Paco Bandeira!

Caro amigo Paco Bandeira,

Ouço-te e canto-te desde miúdo. Cantei muitas vezes: Oh Elvas, Oh Elvas, Badajoz à vista, sou contrabandista de amor e saudade, transporto no peito a minha cidade... E não sei porquê, lembrei-me agora daquela outra música, já não sei de quem: Oh tempo, volta para trás...

Mas não muito para trás...

Também tenho estranhado a tua ausência das rádios e TVs. Eles que nunca te largavam... e agora é o que se vê? Criaste-lhes anti-corpos, não foi? Pois, depois de te ouvir compreendo tudo muito bem... Não sei porquê, mas fizeste-me lembrar o Zeca, o Dylan até. Mas agora com uma frontalidade impressionante. Sinceramente, não esperava uma música destas de ti. Via-te como um ícone da música popular portuguesa. Por isso, conservador demais para te atreveres a testar a censura encapotada dos nossos dias. Lamento que agora não passem a tua música na rádio e que não te veja na TV como antigamente. Muita coisa mudaria se o nosso povo te ouvisse agora com ouvidos de ouvir. Quem sabe, este "post" não ajudará a divulgar um pouco este teu "grito". Deus queira, até porque a música é linda!

Mas continua sempre assim. Não esmoreças. Precisamos desta intervenção, porque, infelizmente, os Zecas deste país têm sido tão poucos...

Os meus parabéns! E muita força amigo Paco!

Um abraço do
JP

Odori Nauseabondi

Na passada Sexta-feira, em Coimbra, andava um cheiro nauseabundo no ar... uma espécie de cheiro a lagar de azeite, a água russa... era estranho. Senti-o à saída de casa e depois, a alguns kms, na própria cidade. Souselas? Adubação massiva de terras? Ou mais umas mediditas à socapa deste fabuloso Governo?...

04/02/11

Haverá Vida Extraterrestre?

A sonda da Nasa, Kepler, nome dado em homenagem ao astrónomo alemão Johannes Kepler, foi uma sonda lançada com o objectivo de descobrir planetas idênticos à Terra. Planetas que possam ser "habitáveis". Esta sonda acaba de fazer a descoberta de um novo sistema solar. A estrela Kepler-11, na constelação do Cisne, dista cerca de 2000 anos-luz do sol e são pelo menos 6 os planetas que a orbitam. Este facto faz deste novo sistema solar o mais completo sistema exoplanetário conhecido. Comparado com o nosso Sistema Solar, como mostrado na ilustração junta, 5 dos novos planetas têm órbitas mais próximas da sua estrela-mãe que o planeta Mercúrio tem relativamente ao Sol. Estes planetas têm períodos orbitais (anos) de 10 a 47 dias terrestres. Todos estes planetas são maiores que a Terra e, provavelmente, compostos de misturas de material rochoso e gás. Suspeita-se também a existência da água nestes planetas. A ser verdade, a vida pode aqui ser possível. A existência dos planetas, seus tamanhos e massas foram determinadas pela observação cuidadosa da passagem dos planetas, que escurecem a luz de Kepler-11, enquanto em trânsito ou de passagem em frente da estrela. De facto, em Agosto de 2010, a câmera do telescópio Kepler gravou o trânsito simultâneo de três dos planetas no sistema. Conforme anunciado ontem, por meio desta técnica de trânsito, a missão Kepler identificou mais de 1200 candidatos a exoplanetas num campo de visão que cobre apenas cerca de 1/400 do céu. Estes resultados sugerem a existência de muitos planetas ainda não descobertos que orbitam estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea.




27/01/11

Pelo Não Financiamento Público de Qualquer Forma de Ensino Privado


Cartoon retirado daqui

Querem escolas privadas? Paguem-nas! Desculpem-me a frontalidade, mas para mim a igualdade de oportunidades no acesso à educação, sem qualquer excepção, é a melhor forma de garantirmos uma verdadeira sociedade democrática.

Todos já reparámos na contestação do ensino privado ou cooperativo pelo facto do governo ter reduzido as subvenções públicas. Sinceramente, é curioso, para não dizer uma asneira, das grossas, que aqueles que mais mal dizem do Estado e do Serviço Público, sejam os primeiros a dizer aqui-del-rei quando o estado corta as ajudas ao ensino privado e cooperativo. Lamentavelmente, o estado tem vindo a sustentar todo o ensino português, público, privado ou cooperativo, até à escolaridade obrigatória, isto é, até ao 9º ano, desde que as escolas sejam declaradas de serviço público. Isto é, praticamente todas elas, embora sejam privadas. Patético!

Que o estado subvencione uma escola privada ou cooperativa do interior do país onde não exista alternativa pública (se não existia devia existir), ainda vá que não vá, mas isso é o que certamente não se passa nas grandes cidades do nosso país. Aliás, se não existe, devia existir. E, nestes casos, o Estado deve construir, comprar e resolver o problema que pontualmente exista nalguma região do país. O dinheiro que virá de não subvencionar, JUSTAMENTE, o ensino privado, dará para construir muitas escolas decerto. Só assim teremos um ensino de qualidade onde todos, sem qualquer excepção, possam ter acesso. Não é o colégio particular dos "betinhos" que o permitirá. Antes pelo contrário. Estes são o espelho das desigualdades sociais que temos que combater se queremos uma sociedade de igualdade de oportunidades.

Conheço a realidade de Coimbra onde existem muitos colégios privados, a maioria religiosos. Os "meninos dos papás" que, Meus Deus, poderiam lá agora estudar numa escola pública, que horror, vão para o colégio ainda de fraldas. E todos podem ir para o colégio? Obviamente que não. A não ser que tenham grande cunha, evidentemente. Chegar ao bispo, nestes casos, pode ser a chave para o "sucesso". Depois, a partir da primária até ao 9º ano, o estado paga, ou melhor, pagamos todos. A partir daí os papás se querem manter os filhotes no colégio têm que abrir os cordões à bolsa. Claro que os que lá andam, muitos deles filhos de novos ricos, que se calhar não pagam a ínfima parte dos impostos que nós pagamos, mantêm os filhinhos no colégio. E esta gente que é maioritariamente, venenosamente, visceralmente até, contra o serviço público, e tudo o que cheira a Estado, agacha-se, estende a mão, e roubam-nos à má cara, fazendo com que paguemos os estudos dos seus meninos bonitos durante anos a fio. Não pode ser! Até porque todo esse dinheiro deveria ir direitinho para a Escola Pública. É dinheiro de todos. Não faz sentido que sustente privados.

Na minha opinião o corte devia ser total. E eu não sou contra o ensino privado ou cooperativo. Não! Os papás querem o menino no colégio das freiras? Têm dinheiro para isso? Então, com certeza, mas não à nossa custa! Não à minha. Se é privado e os papás têm a mania, então que paguem. Porque tenho que ser eu, e todos nós, a pagar? Os meus filhos estudaram sempre na escola pública porque a defendo. É essa que existe nos países que considero serem os mais evoluídos do mundo, no que respeita aos valores da vida humana, à coesão e ao bem-estar social. Falo dos países sociais democratas do Norte da Europa. Lá não faz sentido sequer falar em ensino privado.

Não são exemplo?
No entanto, devemos pugnar para que o Estado cumpra com as suas obrigações. Obrigações que assumiu erradamente, inclusivamente, pasme-se, por aqueles que dizem defender o Estado Social (?!?!), e que terá obrigatoriamente que cumprir agora. Exigimos o fim imediato das subvenções aos privados, sim senhor, sejam eles de que tipo for, mas exigimos também que o Estado assuma as suas responsabilidades com todas as pessoas envolvidas no ensino privado e cooperativo, alunos, docentes e funcionários. Isto pode passar por integrar todos na Escola Pública e não deixar, em caso algum, nenhuma criança sem aulas, nenhum professor sem alunos, nenhum funcionário sem escola. E dinheiro há muito! Basta que acabem com uma ou duas parcerias púb(l)ico-privadas, das centenas que para aí proliferam e que nos esmifram a todos.

Que este seja um ano de transição, mantendo-se, por uma questão de bom-senso, as escolas privadas a funcionar, se estas forem totalmente dependentes dos subsídios. Nestes casos deve o Estado manter o financiamento do ano anterior. Se for preciso, para o próximo ano, todas as escolas que não tenham autonomia financeira, devem ser compradas pelo Estado e tornadas públicas, se for caso disso, ou encerradas. É claro, que deste modo, a Escola Pública sairá reforçada. Existindo uma política de exigência, a Escola Pública será sempre de excelência. Bem melhor que a privada até, porque esta nunca terá os mesmos recursos. Mas se os tiver, à custa do dinheiro dos que fazem questão de a pagar para os seus filhos, dar-lhes-emos os nossos parabéns. Há com certeza muitos bons exemplos destes. que devem, por isso, ser enaltecidos e aplaudidos. Isto é o que acontece nos países desenvolvidos do Norte da Europa.

A bem da Escola Pública Portuguesa, a bem da verdadeira igualdade de oportunidades para todos os portugueses!

Este assunto, controverso, pode ser também seguido aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui, ou aqui...