Faleceu o Professor Doutor Eduardo Caetano, Catedrático jubilado da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Perdeu-se, provavelmente, o maior especialista nacional em engenharia hospitalar. Mas também o homem justo e integro que nunca esqueceu os seus mestres-escola, nem as injustiças e arbitrariedades praticadas contra aqueles a quem devíamos enaltecer e seguir o exemplo. Ficámos mais pobres, muito mais pobres...
Relativamente a este seu último livro, em meu atender, devia ser adoptado e estudado no nosso ensino secundário, pois trata-se de uma biografia única que retrata de forma exemplar os tempos de obscurantismo vividos durante o Estado Novo. O Professor Eduardo Caetano escreveu-o devido ao tremendo impacto que lhe causaram as injustiças constantes que foram cometidas contra o Professor Mário Silva, seu antigo Mestre.
Bem-haja e descanse em paz, Professor Eduardo Caetano!
... Somos todos muito bem castigados! Este é um dos maiores estúpidos que tive a infelicidade de ouvir. E é para isto que vai o dinheiro dos contribuintes portugueses!!! Uma verdadeira vergonha. Tudo é vergonhoso nesta lamentável cena.
Um alto administrador de uma empresa pública (PT), à qual só chegou por meio de grande cunha, com certeza, passa a audição na Assembleia da República a dizer que é do Futebol Clube do Porto. Engoliu uma cassete e, dali, não sai absolutamente mais nada. É com gente deste calibre que Portugal está a ser governado! Este, para nossa desgraça, é o protótipo do gestor português. E esta gente ganha num mês o que a maioria dos portugueses ganha em vários anos de trabalho árduo. Só me apetece pintar a cara de preto por viver num país tão miserável... Ao menos tenham vergonha na cara e enterrem a cabecinha oca na areia!
Esta foto foi extraída de um jornal hindú e vinha com a seguinte legenda: “SÓ QUEM É POBRE PROCEDE COM TANTA GENEROSIDADE. …QUE PENA QUE O HOMEM NÃO SEJA SEMPRE ASSIM”! Aqui está alguém verdadeiramente rico... que será devidamente recompensado quando chegar a hora. Não?
Deus escreve mesmo direito por linhas tortas... descontínuas, emaranhadas e confusas! Que recompensa para o povo haitiano perante tamanha injustiça?
Após anos de ditaduras, guerras e de tudo o que de mau se possa imaginar, este povo, o mais pobre da América, teve agora que sofrer mais de 100.000 mortos, num terrível terramoto, e um número indeterminado de feridos, desalojados, desaparecidos... Parece que 1/3 da população foi devastada. E todos os haitianos estão a sofrer...
Existem algumas coincidências intrigantes relacionadas com o fim do melhor rally do mundo, o rally de Portugal, o fim do Grupo B nos rallies, o apogeu do WRC e a tragédia que se abateu sobre duas das suas lendas. Uma portuguesa e outra finlandesa. Falamos do "Villeneuve dos Rallies", Henri Toivonen, e do "Villeneuve Português dos rallies", Joaquim Santos. Mas comecemos pelo princípio.
O ínicio do fim da era de ouro dos rallies deu-se na edição do rally de Portugal de 1986. A última década tinha tornado este desporto num dos preferidos dos portugueses. E não só. Desde o velhinho rally TAP, passando pelos célebres Vinhos do Porto, com as disputas renhidas e inesquecíveis, ao metro, diria mesmo, entre os Fiat 131 Abarth e os Ford Escort RS 1800, protogonizadas por lendas como Markku Álen, Walter Röhrl, Hannu Mikkola e Björn Waldegård. Quem não se lembra dos troços de Vide ou de Arganil, este com mais de 40 km, com início na Aldeia das Dez, ladeados por ribanceiras e precipícios a perder de vista, onde invariavelmente os rallies eram decididos? Troços de terra, com vistas estonteantes, onde era comum ver-se bocados de rocha xistososa a cobrir todo o piso. Mas também pelas lições de condução de finlandeses voadores, como Ari Vatanen, Timo Salonen, Kankkunen e, o mais espectacular de todos, o "Villeneuve dos rallies", Henri Toivonen. Toivonen que tive o prazer de ver em acção várias vezes, desde os tempos do espectacular Talbot-Lotus. Foi também piloto da Opel, ao volante do Ascona 400, da célebre equipa Rothmans. Lutou muito contra a entrada dos 4WD nas provas do WRC. Um dia, na Lousã (quem não se lembra das 5 curvas?), por pouco não fui atingido na cabeça por um pedragulho disparado quando, após o accionamento do travão de mão, à saída de um gancho à esquerda, os 400 CV nas rodas traseiras de um Opel varreram literalmente, o chão. Com o surgimento de autênticas "bombas voadoras" de tracção integral, como os Audi Sport Quattro S1 (no início com a incrível Michelle Muton), os Lancia Delta S4, os Ford RS 200, e as potências dos motores a chegarem aos 700 CV, integrados no famoso Grupo B, o espectáculo ficou, literalmente, ao rubro. Domar estes monstros era tarefa quase sobre-humana, embora a espectacularidade da condução em slide, na qual Toivonen e Santos eram mestres, tivesse sofrido um grande revés.
Desde a década de 70 que se viam, de ano para ano, ao sabor também do avanço tecnológico e da competição saudável e renhida, cada vez mais pessoas entusiastas e fans deste desporto. O público português, infelizmente, comportava-se muitas vezes como se estivesse numa arena, desafiando touros, como o primeiro vídeo bem documenta. Está-lhe no sangue, provavelmente. A falta de civismo era, talvez, a única crítica que nos era apontada. Porque, se devidamente controlado (o que raramente acontecia), o rally de Portugal era único no mundo. Pela organização, pelo traçado e classificativas, pelo entusiasmo do seu público, pela exuberância das paisaigens, pela hospitalidade do seu povo. Os rallies chegavam a durar 6 dias! Convivia-se ao relento, à luz das fogueiras acesas para calar o frio das noites de Março, à beira dos troços das florestas, à espera do espectáculo. Foram tempos magníficos que provavelmente não voltarão.
Foi pois com uma expectativa enorme que se iniciou no dia 5 de Março de 1986 mais um rally de Portugal, com o primeiro troço cronometrado na Lagoa Azul, em Sintra. Com uma lista de inscritos extraordinária, antevia-se um espectáculo imperdível. Nesta primeira classificativa por Sintra, os 8 primeiros classificados estavam separados por apenas 2 segundos: Henri Toivonen e Markku Alen (ambos em Lancia Delta S4) e Walter Rohrl (Audi Sport Quattro), 2m15, Timo Salonen (Peugeot 205 T16) e Kalle Grundel (Ford RS 200 ), 2m16, Massimo Biasion (Lancia Delta S4), Juha Kankkunen (Peugeot 205 T16) e Malcolm Wilson (MG Metro), 2m17. Estes tempos foram obtidos numa classificativa aonde se acotovelavam mais de meio milhão de pessoas! Pessoas que formavam autênticos "rails" humanos, entre os quais os pilotos tentavam passar no limite. E, assim, sentia-se que a tragédia iria acontecer. Ainda na 1ª classificativa (Lagoa Azul), Joaquim Santos, o "Villeneuve português dos rallies", ao volante de um Ford RS 200, sofria um despiste e "varria" uma multidão de espectadores, provocando 33 feridos e 2 mortos (mãe e filho, de 9 anos). Foi a primeira coincidência! Podia ter acontecido com qualquer outro, mas aconteceu com o melhor piloto português...
Foi, literalmente, o fim do rally, apesar de ter continuado a partir da 2ª etapa, por vontade do grande César Torres, o director da prova e do ACP. A vitória desse outro rally viria a sorrir a Joaquim Moutinho, passando este a ser o primeiro português a ganhar uma prova do WRC. Mas as florestas esvaziavam-se, o espectáculo terminava e o luto ensombrava o “melhor rally do mundo". Era o princípio do fim. Fim que teve como corolário o espectacular e trágico acidente que vitimou Henri Toivonen no rally da Córsega, dois meses depois, no dia 2 de Maio. Mais uma coincidência...
Nos nossos dias, pelos vistos, os professores estão, decisivamente, na berlinda. Parece que foram escolhidos para servirem de bodes expiatórios da sociedade imoral em que vivemos. Sociedade que é fruto de políticas erradas, impostas por corjas de gestores políticos incompetentes, medíocres e corruptos, que nos têm governado. Sim, porque a ideologia, os valores, a sabedoria, há muito que andam arredadas da política. Infelizmente, hoje, para a política não vão os melhores, os mais sábios, como deveríamos esperar, mas sim os chicos-espertos, os oportunistas e os cábulas revoltados, salvo raras excepções, evidentemente. Lá como cá.
Eis o que parece ser uma excepção. Um político brasileiro esclarecido e no qual os nossos políticos deveriam pôr os olhos, ou melhor, escutar. O problema, sinceramente, é que a maioria deles jamais aprenderá. Hoje, como no passado, na Escola.
Que saudades eu tenho da minha terra natal. Vivo-a em sonhos, porque a minha infância foi uma espécie de sonho, vivido no paraíso, que depois me roubaram... que costa magnífica... com aquelas águas azuis turquesa... aqueles areais a perder de vista, de areia branca e fina... a contrastar com a savana do interior, com os seus pássaros multicores, as impalas dormindo nas picadas, as gazelas pulando no meio do capim, as avestruzes correndo ao lado do jipe, os elefantes impondo respeito... ao longo do rio Limpopo ou do rio dos elefantes. As praias do Xai-Xai, do Bilene, do Chongoene e as ilhas de Santa Carolina e Basaruto, autênticas pérolas do Índico. Fiquei muito contente por saber que no Basaruto começam a existir unidades hoteleiras de grande qualidade, como as fotos bem documentam. Maravilhem-se e visitem! Vão ver que vale a pena!
Nunca gostei de claques. O apoio incondicional de um grupo organizado a uma determinada equipa (a um homem, a uma organização, etc.), obriga a que esse grupo ou claque seja disciplinado e obediente. Uma claque é sempre castradora da liberdade individual, mesmo que o indivíduo aceite livremente a ela pertencer. Percebo a razão de ser de uma claque espontânea, quando um grupo de indivíduos apoia e dá ânimo à sua equipa num jogo. Não posso, ou melhor, não podemos é aceitar as claques organizadas. Elas são anti-democráticas e castradoras das liberdades individuais por natureza. Por isso mesmo, no mundo do futebol, as claques são coutada de grupos de extrema direita. Basta ver os símbolos que utilizam. Elas estão também na génese do hooliganismo, que não passa de um bando de selvagens urbanos enraivecidos com a miséria da vida, que destroiem o que de melhor pode ter o jogo: o desportivismo. A culpa não é deles, mas sim da sociedade em que vivemos. Talvez por isso, as claques fazem lembrar-me um turbilhão de coisas relacionadas com tirania.
Fazem lembrar-me as paradas nazis. Fazem lembrar-me o Big Brother e os seus correligionários. Fazem lembrar-me os bufos, os homens pequenos de olhos pequeninos e juntos de Orwell. Fazem lembrar-me o George Bush. Fazem lembrar-me a PIDE. Fazem lembrar-me o José Sócrates. Fazem lembrar-me a Maria de Lurdes Rodrigues. Fazem lembrar-me os políticos que gostam de malhar. Enfim, fazem lembrar-me coisas tristes.
Hoje, o poder das claques assusta. Ou melhor, assusta o poder de um sobre a vontade de muitos. O que a disciplina de muitos pode fazer sob o comando de um só. Vejam o vídeo, apreciem a mestria formidável desta claque, e pensem no que estes homens poderiam fazer num exército comandado por um psicopata qualquer...
Fazem lembrar-me as palavras de Nostradamus sobre o Homem de Sangue. O terceiro anti-Cristo que surgirá quando os ciclos da Lua se renovarem...