PS: A apresentação e o texto foram ligeiramente alterados/corrigidos relativamente ao original.
02/12/09
Telescópio Espacial Hubble (HST)
PS: A apresentação e o texto foram ligeiramente alterados/corrigidos relativamente ao original.
22/11/09
Sobre o Povoamento Humano dos Vales de Loriga e Alvôco e sua Evolução
A Ribeira de Alvôco atravessando a aldeia de Vide, vendo-se ao fundo a ponte medieval
O povoamento de Vide e dos lugares circundantes teve um percurso por fases. A primeira, pelos almocreves caminheiros, teve uma fraca implementação demográfica. A segunda deve-se à invasão dos rebanhos durante a transumância e foi a mais relevante para o seu povoamento.
A revolução da água foi uma fase impulsionadora da fixação humana, devido ao aparecimento do milho, transportado pelas caravelas dos descobrimentos da América do Sul, especificamente do México. As sangrias da água nas encostas das ribeiras, as poças que regavam as leiras, as levadas, as veias de água, fizeram pulsar a paisagem, humanizando-a.
O açude dos caneiros na Ribeira de Alvôco, vendo-se a levada, em cima à esquerda, que levava a água para o moinho hidráulico do Salgueiral, infelizmente quase destruído (é incrível a falta de sensibilidade para a preservação deste património)
Um moínho hidráulico abandonado
Os moinhos para farinar o milho, tocados pelas águas das levadas, desviadas dos açudes, substituíram os moinhos rupestres do Neolítico, onde eram esmagados, numa concavidade, de uma pedra ou rocha, glandes, castanhas e outros frutos secos. Encontra-se ainda um destes moinhos na Quinta do Espinheiro, próximo de Vasco Esteves.
Elementos estatísticos dão-nos a conhecer alguns elementos demográficos, no século XVI. Assim, em 1517, Loriga tinha 78 moradores, Alvoco da Serra, 46 e Vide, 9.
Na verdade, foi a transumância a causa dos povoamentos e consequentes desenvolvimentos rurais, devido à importância da lã, como a maior riqueza em toda a Europa. Consequência da revolução da industria têxtil, que irradiou da Inglaterra com a sua Revolução Industrial no século XVIII.
De referir que a lã, como o mais elevado valor económico, provocou graves impactos sociais na Inglaterra. Os agricultores, cuja sobrevivência estava na terra cultivada, foram arrendatários expulsos dos terrenos dos grandes senhores e latifundiários, que foram totalmente vedados, conhecidos por cercados ou “enclosure”, para os encher de rebanhos.
Esta situação de fome e de miséria levou os agricultores a revoltas sociais, com graves consequências, e, a estas, juntou-se a ameaça à sua afectividade e religiosidade: “os mortos só podem ser embrulhados em tecidos de lã”. Aos gritos de revolta dos agricultores: “Adão não deixou testamento, portanto a terra é para todos os seus filhos, que são todos os homens”. Thomas Moore, humanista e estadista irlandês, escreveu: ”os carneiros são devoradores de homens”.
Ao contrário destes acontecimentos provocados pela lã, os rebanhos da transumância foram os factores primordiais para os povoamentos nas encostas e vales, nas ribeiras de Alvoco, Loriga e Piódão.
Precisamente da Covilhã, que em 1861 já possuía oficinas de lã protegidas pelo 3º Conde de Ericeira, partiram pólos ou eixos da industria têxtil, Tortozendo, Unhais da Serra, Alvoco da Serra, Seia, Loriga e S. Romão.
Os rebanhos vindos da Terra Chã, das várzeas e lameiros, ribeirinhas do Mondego, Dão e Alva, juntavam-se na Vide e daqui partiam por dois caminhos ou canadas. Uma, pela Geia e Portela de Arão, outra, ao longo das margens das ribeiras de Loriga e Alvoco, para as pastagens da Estrela e Avoaça, desde o mês de Julho até ao S. Miguel, a 29 de Setembro.
No S. Miguel, os rebanhos regressavam e juntavam-se na Vide, nos locais do Aziral, Alagoa e Bardinhos. Nestes locais, fazia-se o ritual da aparta, isto é, a separação dos rebanhos, pelos respectivos donos. Terminada a aparta procedia-se ao pagamento das jornas aos pastores. Voltando ao povoamento de Vide, este deve-se à exigência e à obrigatoriedade do pagamento do imposto de 50 reis, por cada cabeça do rebanho, à Junta Paroquial de Loriga. Esta paróquia era a guardiã que abria as portas para entrada dos rebanhos para as pastagens na Serra da Estrela.
Aconteceu, porém, que a exigência deste pagamento, e por ser considerado um elevado custo, levou os donos dos rebanhos a abandonarem as pastagens na Serra da Estrela.
Esta recusa teve, também, como causa, as condições pastorícias propícias nas encostas e altos das ribeiras, com abundância das ervas secas estivais, a alimentação ideal dos rebanhos, dentro do triângulo geo-pastorício, Avoaça, Açor e Vide, beneficiada com os montes de Balocas e Gondufo.
Deste modo, os rebanhos pernoitavam em Vide, nos referidos locais, Aziral, Alagoa e Bardinhos. Nestas condições, muitos donos dos rebanhos e pastores fixaram-se nestes locais, porque a lã, nesses tempos, tinha um valor económico elevado. Aqui se juntavam os tosquiadores, considerados os melhores das regiões serranas, e a lã era negociada para as indústrias têxteis dos já referidos eixos ou pólos da Covilhã a Seia. De tal modo era a importância da lã, que o povo dizia: “Se todos os filhos de Adão pecaram, todos os da Covilhã cardaram”. E até Gil Vicente escreveu: “Muitos panos finos, que se fazem lã”.
A transumância foi, portanto, a principal causa do povoamento de Vide.
No livro “Estudo de Geografia humana nos vales das ribeiras de Loriga e Alvoco”, as suas autoras, Carminda Cavaco e Isabel Marques, dão-nos um trabalho bem documentado e muito relevante para o conhecimento destas regiões humanizadas.
No meu estudo, como geógrafo, sobre estes vales, especificamente o da ribeira de Alvoco, o trabalho circunscreveu-se ao conhecimento dos seus vestígios glaciares, conhecido como vale aborregado, devido aos rebolos, brancos e polidos pela erosão glaciar.
Vista da aldeia da Ribeira. Ao fundo vê-se a estrada das Pedras Lavradas.
No mesmo estudo, a referência à epopeia dos agricultores dos vales dessas ribeiras que, com o mais duro trabalho, cortaram e romperam as fragas de xisto, para desviar os leitos das ribeiras.
Este desvio deu-lhes lameiros e várzeas férteis. Estes engenheiros do xisto engrandeceram o memorial do passado, deste mundo rural, dando beleza humana a toda a paisagem da Beira Serra.
Queda de água do poço da Broca na Ribeira de Alvôco, Barriosa. O melhor exemplo de desvio do leito do rio para o cultivo das terras.
O excelente restaurante Guarda Rios no poço da Broca, na Barriosa, muito bem enquadrado na paisagem ribeirinha (durante anos a fio esteve ali uma obra embargada). Deve-se ao empreendedorismo do meu primo Zé Pedro, cujo pai, o Sr. Borges era guarda-rios de profissão.
17/11/09
Face Tapada
O grande empresário,
Gasosa e Sobreiro das Américas,
Marca uma audiência com o Sr. Primeiro,
José Galinha de Susa e Rapinas.
Enquanto aguarda encontra,
Cabisbaixo e de face tapada,
O Dr. Armado Varejeira:
- Qual alma alucinada!
O conhecido bancário,
Que virou banqueiro,
Por obra do Santo Otário,
Aos abraços e hospitaleiro.
Dizia-se com papeira,
Ou de pança cheia?
Não percebeu a trapaceira,
Mas sentiu a falta da carteira.
Ao Sr. Primeiro diz aflito,
Não sei como lhe dizer,
Mas minha carteira - carteira com logótipo,
Acabou de desaparecer!
Tenho a certeza de que estava com ela,
Ao entrar na sala de espera.
Depois de mostrar o BI ao sentinela,
De tanto cheia, quase rebentara!
Não quero insinuar nada,
Mas estive com o Dr. Varejeira,
Que aqui na sala ao lado aguarda,
De pança cheia e com papeira.
O Sr. Primeiro, depressa, retira-se,
Regressando com a carteira na mão.
Reconhecendo-a, o empresário regozija-se,
Embora receando grande confusão.
Mas nada de pessoal acontecera,
Entre o Sr. Primeiro e o Dr. Varejeira,
Pois o Sr. Primeiro logo respondeu:
- Não se preocupe! Ele nem Percebeu!..
À noite, com pesadelos,
O Sr. Primeiro suando acordou,
Rodeado de muito camelos,
- Ai que a minha carteira também voou!
Versos de escárnio e mal-dizer, ou sobre outra forma de contar uma anedota (recebida por email), por:
João do Lodeiro
PS: a anedota acima é obra de ficção, quase científica, referindo um Primeiro-Ministro hipotético de um qualquer país das bananas, também ele hipotético. Mais se afirma que as restantes pessoas nela referidas, e seus hipotéticos nomes, são obra de uma imaginação muito fértil, pois nunca poderiam ter existido num país civilizado e num estado de direito democrático.
14/11/09
U2 360º Tour 2010
Aqui fica um pouco do que poderão vir a ser os concertos dos U2, em Coimbra, no próximo ano (2 e 3 de Outubro de 2010), inseridos na U2 360º Tour 2010. Finalmente, Coimbra tem a atenção que merece! Terá a honra de encerrar a Tour 2010 desta magnífica banda irlandesa. E os U2 presenteiam-nos com dois concertos. Os espanhóis e os franceses, Sevilha e Paris, por exemplo, só terão direito a um concerto. Mas não é por acaso - leiam a curiosidade abaixo.
No vídeo, a bem conhecida música, "Sunday Bloody Sunday", do 4º álbum da banda "Under a Blood Red Sky" de 1983, foi cantada ao vivo no Rose Bowl de Los Angeles no passado dia 25 de Outubro (outras músicas podem ser vistas também). As opiniões são que o concerto é mesmo imperdível, como este pequeno vídeo deixa antever. Pena que eu não tenha conseguido arranjar bilhetes. Um amigo meu comprou os seus bilhetes, para os 4 membros da sua família, através do site oficial dos U2, após ter feito a sua inscrição, com um custo adicional de cerca de 50 euros. Eu não me lembrei de fazer o mesmo. Mas a velocidade com que se esgotaram foi absolutamente incrível. Lamentável é que milhares deles tenham sido comprados por especuladores, que tentam agora vendê-los a peso de ouro. Vamos esperar que alarguem para três o número de concertos em Portugal, ou aumentem o número de espectáculos na Europa.
Curiosidade: Para os mais esquecidos, ou para aqueles que só começaram a seguir a banda a partir dos anos 90, relembramos que os U2 conhecem bem Portugal e os portugueses. Eu tive o prazer de começar a seguir a banda desde o lançamento do primeiro e magistral álbum Boy de 1980. Os U2 vieram a Portugal quando só tinham ainda lançado dois álbuns e eram, comercialmente falando, uns desconhecidos: o álbum Boy (1980) e October (1981). Aqui ficam os destaques do espectacular cartaz do 2º festival de Vilar de Mouros, de 1982 (o primeiro, imagine-se, foi em 1971 e contou com a presença de Elton John e os Manfred Man, entre outros): U2, The Stranglers, Echo & the Bunnymen, John Copeland, Jáfumega, Heróis do Mar (não actuaram) e Carlos Paredes. Formidável!
10/11/09
Foto do Dia
Guan Yin - As Mil Faces da Arte
Há uma dança impressionante, chamada de "As Mil Mãos-Guanyin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Sim, é verdade. Todas as 21 bailarinas são completamente surdo-mudas. Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espectáculo visual. O seu primeiro grande "début" internacional foi em Atenas na cerimónia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People's Performing Art" e já viajou a mais de 40 países. A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.
PS: Guan Yin é uma divindidade chinesa que representa a compaixão ou a mesericórdia, que tanta falta fazem ao mundo em que vivemos.
09/11/09
Games Without Frontiers
20 Anos após a queda do Muro de Berlim, faz também sentido dar a palavra a Peter Gabriel e à sua música. Games Without Frontiers ecoou nos palcos de todo o mundo desde os anos de 80, em defesa de inúmeras causas... da Nicarágua ao Curdistão, passando pela África do Sul. Lembramos que Peter Gabriel foi, provavelmente, o músico que mais lutou, com a sua música e intervenção, contra o Apartheid na África do Sul e pela libertação de Nelson Mandela. Na nossa memória ficará para sempre registada a magnífica actuação e o concerto brilhante que nos ofereceu nos idos anos 80, no Dramático de Cascais, durante a digressão para apresentação do seu 3º álbum a solo, Peter Gabriel 3, aonde estava incluída a música Games Without Frontiers e, também, Biko. O final daquele concerto com Biko, canção dedicada a Steven Biko, apoiante do ANC assassinado na África do Sul, ainda hoje nos deixa com pele de galinha, quando nos lembramos dele. Ohh, OOOh... OOOOOh, foi o coro que todos entoavam, após Peter Gabriel ter virado o microfone para o público e ter saído do palco, acompanhado, um a um, por todos os músicos. Deixando o baterista (Jerry Marotta (?), o público e um pavilhão iluminado por um mar de isqueiros. Foi simplesmente magnífico e o melhor concerto que tive o privilégio de assistir em toda a minha vida.
Obrigado Peter!
PS: um vídeo clip de Biko ao vivo pode ser visto a partir deste blogue – ver barra lateral.
O Chocolate Quente e a Vida
A lição do dia...
Um grupo de jovens licenciados, todos bem sucedidos nas carreiras, decidiu fazer uma visita a um velho professor, agora reformado.
Durante a visita, a conversa dos jovens alongou-se em lamentos sobre o imenso stress que tinha tomado conta das suas vidas e do seu trabalho. O professor não fez qualquer comentário sobre isso e perguntou se gostariam de tomar uma chávena de chocolate quente. Todos se mostraram interessados e o professor dirigiu-se à cozinha, de onde regressou vários minutos depois com uma grande chaleira e uma grande quantidade de chávenas, todas diferentes – de fina porcelana e de rústico barro, de simples vidro e de cristal, umas com aspecto vulgar e outras caríssimas. Apenas disse aos jovens para se servirem à vontade. Quando já todos tinham uma chávena de chocolate quente na mão, disse-lhes:
– Considerai agora o seguinte: a vida é o chocolate quente; o dinheiro e a posição social são as chávenas. Estas são apenas meios de conter e servir a vida. A chávena que cada um possui não define nem altera a qualidade da vossa vida. Por vezes, ao concentrarmo-nos apenas na chávena acabamos por nem apreciar o chocolate quente que Deus nos ofereceu. As pessoas mais felizes nem sempre têm o melhor de tudo, apenas sabem aproveitar ao máximo tudo o que têm. Vivei com simplicidade. Amai generosamente. Ajudai-vos uns aos outros com empenho. Falai com gentileza…
A Magia do Cinema (I)
Um dos momentos mágicos da história do cinema, interpretado por Gene Kelly. Quando a cena foi filmada, os seus autores jamais imaginariam que ela ficaria imortalizada para sempre como um dos momentos mais altos da história do cinema. As tentativas devem ter sido muitas de forma a alcançar toda uma sequência de pura magia...
08/11/09
Berlin Wall
Para comemorar a queda do Muro de Berlim, também conhecido como o Muro da Vergonha, erguido para separar e esconder dos alemães orientais (ex-RDA) "os malefícios do capitalismo do Ocidente", mas também, a liberdade, em todas as suas vertentes, especialmente a de expressão e de organização, Bono e os U2 deram um concerto, gratuito, no passado dia 5 junto à porta de Brandenburgo, na capital alemã. Parabéns aos U2 pelo seu tributo, de forma lembrar ao mundo e às novas gerações os 20 anos da queda do Muro de Berlim, repetindo o gesto de há 20 anos atrás. Construído em 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar. Começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989. Desse tempo, na nossa memória, ficaram as imagens das pessoas nas ruas, rejubilando com a liberdade alcançada, e com as imagens da demolição, quase manual, de um muro que enclausurava Berlim Ocidental (RFA), no seio da Alemanha Oriental pro-comunista de Erich Honecker e da sua Stasi, umas das polícias políticas mais brutais que o mundo conheceu. Milhares de famílias alemãs foram desumanamente separadas durante décadas e impedidas de conviverem, até ao ano de 1989, data da queda do Muro.
No entanto, pois temos a obrigação de relembrá-lo, para que a reunificação alemã tivesse ocorrido da forma quase pacífica como ocorreu, quase parecendo ao mundo um verdadeiro milagre de Fátima, muito contribuiu Mikhail Gorbatchev, pai da Perostroilka e da Glasnost, e da sua visita a Berlim dias antes da queda do Muro. A visita levou multidões de alemães de leste às ruas que, gritando "Gobi", "Gobi", "Gobi", lhe pediam ajuda para que a RDA encetasse as reformas que há algum tempo estavam em marcha na URSS, devido à sua Perestroika. A ele se fica a dever uma transição pacífica, de todos os países do leste comunista, para a democracia, e o desmoronamento da antiga URSS, muito embora Gorbatchev tivesse introduzido as reformas de forma a salvar o comunismo que professava. Muito deve a humanidade a este grande homem que, por isso, lhe foi atribuído, muito justamente, o Prémio Nobel da Paz em 1990. Ao contrário de outros que nada fizeram para o merecer. A nossa memória regista também que, em Portugal, alguns políticos, como Aníbal Cavaco e Silva, Primeiro-Ministro à data, rejubilavam nos ecrans da TV, com, segundo eles “O fim do Socialismo”. Embora se considerassem sociais-democratas (?!). Era o tempo de fazerem ecoar na Assembleia da República velhos slogans salazaristas, como o “Deus, Pátria e Família”. Outros, posteriormente, aproveitavam a deixa para ensaboar e tentar branquear o regime salazarista, como foi o caso da SIC e do seu director de programas, o "erudito" Emídio Rangel. Estes são factos que eu e os arquivos das TVs podemos testemunhar.

