Um dos momentos mágicos da história do cinema, interpretado por Gene Kelly. Quando a cena foi filmada, os seus autores jamais imaginariam que ela ficaria imortalizada para sempre como um dos momentos mais altos da história do cinema. As tentativas devem ter sido muitas de forma a alcançar toda uma sequência de pura magia...
09/11/09
A Magia do Cinema (I)
Um dos momentos mágicos da história do cinema, interpretado por Gene Kelly. Quando a cena foi filmada, os seus autores jamais imaginariam que ela ficaria imortalizada para sempre como um dos momentos mais altos da história do cinema. As tentativas devem ter sido muitas de forma a alcançar toda uma sequência de pura magia...
08/11/09
Berlin Wall
Para comemorar a queda do Muro de Berlim, também conhecido como o Muro da Vergonha, erguido para separar e esconder dos alemães orientais (ex-RDA) "os malefícios do capitalismo do Ocidente", mas também, a liberdade, em todas as suas vertentes, especialmente a de expressão e de organização, Bono e os U2 deram um concerto, gratuito, no passado dia 5 junto à porta de Brandenburgo, na capital alemã. Parabéns aos U2 pelo seu tributo, de forma lembrar ao mundo e às novas gerações os 20 anos da queda do Muro de Berlim, repetindo o gesto de há 20 anos atrás. Construído em 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar. Começou a ser derrubado no dia 9 de Novembro de 1989. Desse tempo, na nossa memória, ficaram as imagens das pessoas nas ruas, rejubilando com a liberdade alcançada, e com as imagens da demolição, quase manual, de um muro que enclausurava Berlim Ocidental (RFA), no seio da Alemanha Oriental pro-comunista de Erich Honecker e da sua Stasi, umas das polícias políticas mais brutais que o mundo conheceu. Milhares de famílias alemãs foram desumanamente separadas durante décadas e impedidas de conviverem, até ao ano de 1989, data da queda do Muro.
No entanto, pois temos a obrigação de relembrá-lo, para que a reunificação alemã tivesse ocorrido da forma quase pacífica como ocorreu, quase parecendo ao mundo um verdadeiro milagre de Fátima, muito contribuiu Mikhail Gorbatchev, pai da Perostroilka e da Glasnost, e da sua visita a Berlim dias antes da queda do Muro. A visita levou multidões de alemães de leste às ruas que, gritando "Gobi", "Gobi", "Gobi", lhe pediam ajuda para que a RDA encetasse as reformas que há algum tempo estavam em marcha na URSS, devido à sua Perestroika. A ele se fica a dever uma transição pacífica, de todos os países do leste comunista, para a democracia, e o desmoronamento da antiga URSS, muito embora Gorbatchev tivesse introduzido as reformas de forma a salvar o comunismo que professava. Muito deve a humanidade a este grande homem que, por isso, lhe foi atribuído, muito justamente, o Prémio Nobel da Paz em 1990. Ao contrário de outros que nada fizeram para o merecer. A nossa memória regista também que, em Portugal, alguns políticos, como Aníbal Cavaco e Silva, Primeiro-Ministro à data, rejubilavam nos ecrans da TV, com, segundo eles “O fim do Socialismo”. Embora se considerassem sociais-democratas (?!). Era o tempo de fazerem ecoar na Assembleia da República velhos slogans salazaristas, como o “Deus, Pátria e Família”. Outros, posteriormente, aproveitavam a deixa para ensaboar e tentar branquear o regime salazarista, como foi o caso da SIC e do seu director de programas, o "erudito" Emídio Rangel. Estes são factos que eu e os arquivos das TVs podemos testemunhar.
05/11/09
Varandas da Torre Sears
Sears Tower Unveils 103rd Floor Glass Balconies
02/11/09
A Voz da Rádio
Foto retirada do jornal Público29/10/09
Kinshasa Symphony
Quand on vous parle de la capitale de la RD Congo, à quoi pensez-vous ?... Pauvreté extrême, malnutrition, surpopulation, infrastructures dans un état lamentable, désordre ? Sans doute, mais ne faites pas aux "Kinois" l'injustice de penser que l'inventaire s'arrête là ! Faites-leur plutôt l'hommage mérité de consacrer 5 minutes de votre temps à regarder cette vidéo :
16/10/09
Violência na Escola: o Exemplo Britânico
O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros: 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que 'as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.
Resta dizer que cá elege-se a Escola como bode expiatório para o resultado das péssimas políticas, ou melhor, das péssimas politiquices seguidas pela corja de politiqueiros que nos têm governado, salvo raras excepções, desde o 25 de Abril de 1974. Não percebem que a Escola é o reflexo da sociedade e não o contrário. Mandemos a ex-ministra ensinar durante um ano numa escola na zona de Chelas, por exemplo. Ela e os seus "competentes" secretários de estado. Um anito apenas. Acho que seria uma pena bastante leve para quem fez tanto mal ao ensino público português.
07/10/09
Uma Loira pelos Ares
2007 -- 1st female (4th overall)
2005 -- 1st female (4th overall)
2003 -- 1st female (2nd overall)
2001 -- 1st female (6th overall)
2000 -- 4th female
1998 -- 1st female (3rd overall)
1996 -- 1st female (4th overall)
Prémios:
2005 -- The FAI Sabiha Gökçen Medal
1997 -- The Paul Tissandier Diploma
Comunicado do Dia
Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.
01/10/09
Prozac
Belas reflexões com terríveis confusões. Será que as minhas também? Será que estamos todos condenados a tomar Prozac no futuro? Senão vejamos.Recebi por e-mail uma reflexão interessante sobre os tresloucados dias em que vivemos. Vale a pena ler esta reflexão do jovem jornalista João Pereira Coutinho (JPC):
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
No essencial temos que dar os parabéns ao autor deste pequeno texto, pois dá-nos um excelente retrato social do nosso mundo, em meia dúzia de linhas. O que é perturbador é o facto de João Pereira Coutinho (JPC) dizer-se cientista político (pressuponho que com elevada formação para o afirmar) mas, ao mesmo tempo, confundir ideais políticos. É que JPC diz-se defensor dos valores de direita, mas se pensar um pouco mais, se reflectir um pouco mais fundo, perceberá que todo o problema que coloca se deve ao facto de, na realidade, vivermos num mundo comandado pelos valores de direita. Se fossemos governados por verdadeiros ideais de esquerda (não deturpados), seria sempre a felicidade humana, comum, que seria o principal objectivo da política, e nunca, como de facto acontece, o alcançar da excelência pessoal, egoísta, a todo o custo. Esta é uma das consequências da prática da direita na política. Isto para mim é óbvio e cristalino como a água, embora não tenha formação académica na área das Ciências Políticas. Sou autodidacta nestes assuntos, podendo apenas afirmar que sou cientista, no sentido em que, profissionalmente, tento explicar fenómenos físicos recorrendo à experimentação e ao método científico.
Portanto, há no pensamento de JPC alguma confusão. Há pessoas assim, que nunca sabem qual é a direita e qual é a esquerda... Mas não deixa de ser perturbador que JPC se refira à ideologia que diz defender nos seguintes termos: "Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas…". Isto é, no mínimo, paradoxal!
Também as razões para a necessidade da mamada generalizada no Prozac, por parte da população, podem ter razões que, de certa forma, já foram premeditadas num passado recente. Passo a explicar. Não se trata somente da “meritocracia”, a que JPC alude. É bem mais do que isso. É o problema da inadaptidão humana para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica. Dito por outras palavras, as pessoas podem ficar “analfabetas” num espaço de tempo curto. No tempo dos nossos avós pouca evolução houve. Nasciam e morriam rodeados de praticamente as mesmas coisas. Hoje não é assim. A revolução informática acelerou, para níveis nunca imaginados, o progresso de quase tudo. As pessoas sentem muita dificuldade em acompanhar esta evolução e em tratar toda a informação com que são diariamente bombardeadas. As que não conseguem adoecem psicologicamente. É por esta razão que o sociólogo americano Alvin Toffler previa, nos anos 80, que as principais doenças do Século XXI seriam do foro psíquico. Daí o Prozac. Efectivamente, também nos apercebemos que JPC se acha também muito confuso, pelo que lhe aconselhamos que vá tomando algum, de vez em quando. Porque, sinceramente, faz falta ao jornalismo português pessoas cultas como JPC.
