Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

02/11/09

A Voz da Rádio

Foto retirada do jornal Público

Hoje, dia 1 de Novembro de 2009, dia do meu aniversário, faleceu António Sérgio. A melhor voz da rádio de todos os tempos. A par da sua mestria aos microfones da rádio, António Sérgio era um erudito e um profundo conhecedor da música alternativa contemporânea. Foram 40 anos ao serviço da rádio. Lançou inúmeros músicos portugueses, editando, por exemplo, o primeiro álbum dos Xutos e Pontapés. “A morte do António Sérgio é uma perda enorme para a rádio e para a divulgação da música em Portugal. Ele foi pioneiro no trabalho que se propôs fazer como locutor e como divulgador de música”, lamentou Zé Pedro, guitarrista dos Xutos ao Público. Para a posteridade ficam programas como "Rotação", "Som da Frente", "Lança-Chamas" ou "A Hora do Lobo". Não posso deixar de homenagear António Sérgio neste blogue pelas longas horas de boa rádio que me proporcionou. Segui as suas emissões desde o "Rotação" (Rádio Renascença) e depois o "Som da frente" (Rádio Comercial). Marcou a minha adolescência e foi (e é) a minha referência radiofónica. Seria imensamente mais inculto musicalmente sem António Sérgio. Bem-hajas.

29/10/09

Kinshasa Symphony

Eis um exemplo a seguir. Exemplo da vontade humana na procura da felicidade, da paz interior, do bem estar espiritual, em suma, da beleza, neste caso pela música, no meio da maior das misérias socio-económicas. Exemplo de um país que sacrificou o futuro de gerações para o enrequecimento de um só homem: Mobutu Sésé Sekoo. Exemplo simplesmente fantástico de um povo amordaçado e acorrentado!

Quand on vous parle de la capitale de la RD Congo, à quoi pensez-vous ?... Pauvreté extrême, malnutrition, surpopulation, infrastructures dans un état lamentable, désordre ? Sans doute, mais ne faites pas aux "Kinois" l'injustice de penser que l'inventaire s'arrête là ! Faites-leur plutôt l'hommage mérité de consacrer 5 minutes de votre temps à regarder cette vidéo :

Orquestra Sinfónica da República Democrática do Congo

16/10/09

Violência na Escola: o Exemplo Britânico

Opinião recebida por e-mail do meu primo Francisco Serrano Baptista:

O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros: 'As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações' sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que 'as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira'. Acrescentou ainda que 'vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos'. A governante garantiu que 'as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais'. O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.

Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

Resta dizer que cá elege-se a Escola como bode expiatório para o resultado das péssimas políticas, ou melhor, das péssimas politiquices seguidas pela corja de politiqueiros que nos têm governado, salvo raras excepções, desde o 25 de Abril de 1974. Não percebem que a Escola é o reflexo da sociedade e não o contrário. Mandemos a ex-ministra ensinar durante um ano numa escola na zona de Chelas, por exemplo. Ela e os seus "competentes" secretários de estado. Um anito apenas. Acho que seria uma pena bastante leve para quem fez tanto mal ao ensino público português.

O Prometido é Devido... Sr. Engenheiro

07/10/09

Uma Loira pelos Ares

Svetlana Kapanina, nasceu em 1968 em Shchuchinsk, no Cazaquistão, e é provavelmente a melhor mulher piloto de todos os tempos. A sua perícia aos comandos do seu Sukhoi SU-26M ou mesmo do SU-31 é simplesmente imbatível. Vive em Moscovo com o marido e os seus dois filhos. Esta loira russa tem um palmarés invejável no WAC (World Aerobatics Championship rankings - FAI):

2007 -- 1st female (4th overall)
2005 -- 1st female (4th overall)
2003 -- 1st female (2nd overall)
2001 -- 1st female (6th overall)
2000 -- 4th female
1998 -- 1st female (3rd overall)
1996 -- 1st female (4th overall)

Prémios:

2005 -- The FAI Sabiha Gökçen Medal
1997 -- The Paul Tissandier Diploma


Comunicado do Dia

Comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro,

Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.

01/10/09

Prozac

Belas reflexões com terríveis confusões. Será que as minhas também? Será que estamos todos condenados a tomar Prozac no futuro? Senão vejamos.

Recebi por e-mail uma reflexão interessante sobre os tresloucados dias em que vivemos. Vale a pena ler esta reflexão do jovem jornalista João Pereira Coutinho (JPC):

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.


Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

No essencial temos que dar os parabéns ao autor deste pequeno texto, pois dá-nos um excelente retrato social do nosso mundo, em meia dúzia de linhas. O que é perturbador é o facto de João Pereira Coutinho (JPC) dizer-se cientista político (pressuponho que com elevada formação para o afirmar) mas, ao mesmo tempo, confundir ideais políticos. É que JPC diz-se defensor dos valores de direita, mas se pensar um pouco mais, se reflectir um pouco mais fundo, perceberá que todo o problema que coloca se deve ao facto de, na realidade, vivermos num mundo comandado pelos valores de direita. Se fossemos governados por verdadeiros ideais de esquerda (não deturpados), seria sempre a felicidade humana, comum, que seria o principal objectivo da política, e nunca, como de facto acontece, o alcançar da excelência pessoal, egoísta, a todo o custo. Esta é uma das consequências da prática da direita na política. Isto para mim é óbvio e cristalino como a água, embora não tenha formação académica na área das Ciências Políticas. Sou autodidacta nestes assuntos, podendo apenas afirmar que sou cientista, no sentido em que, profissionalmente, tento explicar fenómenos físicos recorrendo à experimentação e ao método científico.

Portanto, há no pensamento de JPC alguma confusão. Há pessoas assim, que nunca sabem qual é a direita e qual é a esquerda... Mas não deixa de ser perturbador que JPC se refira à ideologia que diz defender nos seguintes termos: "Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas…". Isto é, no mínimo, paradoxal!

Também as razões para a necessidade da mamada generalizada no Prozac, por parte da população, podem ter razões que, de certa forma, já foram premeditadas num passado recente. Passo a explicar. Não se trata somente da “meritocracia”, a que JPC alude. É bem mais do que isso. É o problema da inadaptidão humana para acompanhar a velocidade da evolução tecnológica. Dito por outras palavras, as pessoas podem ficar “analfabetas” num espaço de tempo curto. No tempo dos nossos avós pouca evolução houve. Nasciam e morriam rodeados de praticamente as mesmas coisas. Hoje não é assim. A revolução informática acelerou, para níveis nunca imaginados, o progresso de quase tudo. As pessoas sentem muita dificuldade em acompanhar esta evolução e em tratar toda a informação com que são diariamente bombardeadas. As que não conseguem adoecem psicologicamente. É por esta razão que o sociólogo americano Alvin Toffler previa, nos anos 80, que as principais doenças do Século XXI seriam do foro psíquico. Daí o Prozac. Efectivamente, também nos apercebemos que JPC se acha também muito confuso, pelo que lhe aconselhamos que vá tomando algum, de vez em quando. Porque, sinceramente, faz falta ao jornalismo português pessoas cultas como JPC.

30/09/09

Ultrapassados os Limites do Tolerável e da Decência. E Agora?

"Era mentira!" Foi este o tom que o Presidente da República usou hoje na sua declaração ao país, sobre o caso das escutas a Belém. "Porquê a manipulação?" Fait-divers para que "os problemas reais do país não fossem discutidos", "colar o Presidente ao PSD" e "desviar as atenções do debate eleitoral das questões que preocupavam o eleitorado". Foram estas as principais conclusões do Presidente da República, a par da possível violação do seu correio electrónico. As declarações de Cavaco Silva são muito graves. Aparentemente parece que existiu quem quisesse manietar o Presidente durante a campanha eleitoral. E Cavaco está manifestamente aborrecido com este assunto. Sócrates, que pelo que ouvimos, quer manter Maria de Lurdes Rodrigues à frente do Ministério da Educação, não terá vida fácil. A mantê-la no cargo, Sócrates ultrapassará todos os limites, afrontando de forma lamentável a classe dos professores portugueses. É uma situação intolerável. Ainda por cima disse no seu discurso que iria governar para todos os portugueses. Pelos visto prepara-se para governar contra os professores, mentindo descaradamente. Maria de Lurdes é "persona no grata" para a esmagadora maioria dos professores. Além disso, a Sr.ª há muito que deveria ter sido demitida, se verdadeira democracia existisse em Portugal. Pior. Não querendo saber para nada do descontentamento generalizado de toda uma classe profissional o Sr. Sócrates, presumimos, por simples pirraça a Francisco Louçã, devido ao seu discurso no dia das eleições, quer impor a mesma ministra ao país. Já ouvimos dizer que este novo governo minoritário parece que tudo vai fazer para durar pouco e provocar eleições daqui a dois anos, de forma a reconquistar a maioria absoluta. Esperemos, sinceramente, que se tudo isto se confirmar, que o povo português, nesse mesmo dia, ponha esta gente na rua de uma vez por todas.

28/09/09

Um Olhar sobre as Legislativas 2009

Os resultados das legislativas do passado Domingo, dia 27, não foram uma surpresa. O PSD, com Ferreira Leite a dar tiros nos pés a toda a hora, fazendo uma campanha eleitoral incoerente, dizendo uma coisa e fazendo o oposto, como tem sido apanágio do PSD ao longo dos anos, jamais poderia ganhar as eleições. Nem nós queríamos ser governados à moda salazarenta e avarenta. Era péssimo para o país se os “velhos do Restelo” chegassem ao poder.

Portugal precisa das obras públicas anunciadas. Todas elas. Pois todos sabemos que, ao menos assim, o dinheiro servirá para o progresso do país. Para fazer mexer a economia. As obras anunciadas pecam por serem poucas. Era preciso investir na energia nuclear, sem preconceitos, sem politiquices. Não conseguiremos ter a nossa independência energética de outra forma. Além disso, ao contrário do que se possa pensar, as centrais nucleares não poluem o ambiente e não emitem gazes de efeito de estufa. Só vapor de água. Há o problema do armazenamento dos resíduos nucleares, que têm que ser armazenados durante umas décadas. É certo. Mas isso faz-se. Todos os países desenvolvidos o fazem. Depois há a nossa ligação ao mar. É preciso investir na construção naval e ligar o porto de Sines por via ferroviária à Europa. Há as nossas florestas, abandonadas e esquecidas pelos sucessivos governos. É uma riqueza que temos deixado destruir pelo fogo, pondo em risco a vida e o bem-estar de milhares de portugueses. Há quem enriqueça à custa dos incêndios. Só quem não sai da cidade alfacinha não se apercebe da calamidade. É a falta de visão estratégica, a falta de medidas como as que enumerei, que faz com que Portugal não saia da cepa torta. E não vi um único partido aflorar sequer qualquer um destes problemas. Depois há que lutar em Bruxelas pela implementação da Europa Social. Educação e Saúde de qualidade e gratuita para todos. Os impostos que pagamos são para isso mesmo. Uniformidade de preços na Europa deve conduzir também à uniformidade de salários. Em Portugal, só existe hipocrisia. Salários miseráveis e os preços dos mais elevados de toda a Europa. Não pode ser. Não mintam. E dinheiro não falta. Há milhares de milhões para saldar dívidas da banca corrupta, há com certeza para levar as obras públicas (aeroporto e TGV incluídos) até ao fim. Não se gasta assim, gasta-se na mesma, por ventura em coisas bem mais supérfluas. Cortem nas mordomias de quem governa, nos lucros da banca e das seguradoras, privatizem a EDP e a Galp. É fácil, basta haver vontade política. Os pançudos que paguem mais impostos e os que não pagam, penhorem-lhes os bens e cadeia com eles.

Assim, perante a ausência de propostas convincentes da oposição, o PS lá se aguentou, embora tenha perdido a maioria absoluta. Perdeu-a por estupidez. Pela arrogância desmesurada demonstrada pelos seus líderes. Hostilizou desnecessariamente várias classes profissionais, principalmente a dos professores. Não há reformas que funcionem se não forem chamados a intervir os seus principais interlocutores. Tivemos uma equipa incompetente no Ministério da Educação, que não deixa saudades, apesar de algumas coisas positivas que foram feitas. É certo que, hoje, há mais estabilidade nos quadros das escolas. O problema é que o que foi feito de positivo foi ofuscado pela arrogância e prepotência. E ficaram nódoas que têm que ser urgentemente limpas. O ECD tem que ser revisto, e o injusto e intolerável concurso para professores titulares tem que ser renunciado por quem de direito. Não há qualquer razão, a não ser economicista, para dividir a carreira docente ao meio. Há outras formas mais justas de exigir trabalho e esforço a quem queira progredir nas respectivas carreiras. Não sejam mesquinhos. Pequenininhos.

Mas a transferência de votos nestas eleições está longe de ser bem compreendida pelos analistas. Senão vejamos. O único partido que mantém o seu eleitorado é o PCP. Aumenta ligeiramente, com a eleição de mais um deputado, face a 2005. De resto, foi uma dança tresloucada de cadeiras. Muitos eleitores do PS votaram no BE, é certo, mas muitos também se refugiaram no PSD de Ferreira Leite. O PS perde essencialmente para o BE, mas também para o PSD. Por outro lado, muitos eleitores do PSD votaram agora em Sócrates, animados pela política de direita seguida por este. De onde vieram então os votos do CDS-PP? Na sua maioria do PSD. Assim, O PSD manteve aproximadamente a mesma votação de 2005, mas com eleitores diferentes. Tal como o PS. Além de perder muitos, são também muitos os seus novos eleitores. Penso que nunca na vida política portuguesa se assistiu a tamanha mudança de eleitorado.

Surpreendente nestas eleições foi mesmo o resultado do CDS-PP. Pensamos que o PP se prepara para tomar o lugar do PSD. Bem vistas as coisas, não há espaço político entre o actual PS e o PP. Sociais-democratas são os socialistas, desde sempre, pois não há qualquer diferença entre socialismo democrático ou social-democracia. Todos os partidos deste universo político estão na bancada do Partido Socialista Europeu. Só mesmo da cabeça de analfabetos políticos, que pregam aos quatro ventos que são de direita, e sociais-democratas ao mesmo tempo, poderia sair tamanha aberração. Desde quando é a social-democracia de direita? Só mesmo em Portugal. A confusão começou quando o PPD se tornou PSD e aumentou, quando o CDS se tornou PP. É tudo farinha do mesmo saco. Por isso, ou o PSD encontra rapidamente um rumo, ou fica condenado a desaparecer. Portas e Sócrates preparam-se para o desmontar, peça a peça. Lá diz o povo, quem com ferros mata, com ferros morre.

Para finalizar, resta dizer que o BE atingiu o seu auge. Embora o seu líder viesse cantar de galo antes do tempo, perante o cenário político que se vivia em Portugal, o BE só duplicou a sua votação, quando a deveria ter triplicado e ter ficado à frente do CDS. Não aconteceu. E isso é muito mau sinal. Muito do seu eleitorado nestas eleições foi, como todos sabemos, eleitorado de esquerda descontente com o PS. Pessoas como eu. Terá que trabalhar muito para o manter, se é que será possível mantê-lo. Têm que descer à terra e enfiar o seu pseudo-intelectualismo balofo na gaveta. Só assim poderão aspirar a ganhar confiança do eleitorado e consolidar a sua posição no espectro político português. Poderá existir aqui o que poderíamos chamar de síndroma PRD generalizado.

Teremos assim o PS a governar em minoria, a ter que ouvir, a ter que negociar. Temo, pela experiência já demonstrada, que seja missão quase impossível. Este PS não soube ouvir e demonstrou sofrer de autismo. Vamos esperar para ver em que é que tudo isto vai resultar, esperançados, acima de tudo, que Portugal saiba sempre encontrar o seu caminho.

Agora vêm aí as autárquicas. E as surpresas serão mais que muitas...