Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

11/09/09

Coisas Sérias e Caricaturas

Nos tempos que correm, com todos os faits-divers a que assistimos, em que os políticos responsáveis nos atiram constantemente com areia para os olhos, é mesmo necessário caricaturar as situações. Faltam-nos mais Solnados.

Estamos todos fartos de tristezas. Elas não pagam dívidas, como bem diz o povo. Estamos fartos de viver no meio de uma hipocrisia política nojenta (como diz o Medina Carreira, com toda a razão). Os políticos governam em nome dos interesses e dos pançudos. Há muito que os chamo assim. Estes são os cabecilhas, os administradores dos grandes grupos económicos, nacionais e estrangeiros, da banca ladra, das seguradoras ursupadoras, dos monopólios e cartéis de vários tipos que fervilham na nossa praça, etc. Muitos são ex-governantes. Gente que nunca serviu Portugal, antes o usaram para se servirem e servir os interesses instalados. Já vem de há muito tempo. Do tempo do Estado Novo. Mas agora é pior. Antes sabíamos com o que contávamos. Hoje não. Os grandes capitalistas portugueses nunca investem, nem nunca investiram, verdadeiramente, no sector produtivo nacional. Somente a especulação financeira. Não sabem fazer mais nada. Além disso, somente a manipulação artificial dos preços, que nos impõem custos de vida, que nem os mais ricos da europa pagam. Com um único objectivo. Ficarem ainda mais ricos. Nada faz encher-lhes a vasta pança. São, verdadeiramente, pançudos insaciáveis.

E tudo isto com o beneplácito dos nossos governantes. Estes sabem, que o melhor está para vir. Está enraizado, para mal dos nossos pecados, na vida política portuguesa. Estão todos à espreita. Passar pelo governo é o sacrifício que fazem para depois enriquecerem. Depois do alto cargo governamental, se se serviu convenientemente os interesses e os pançudos, lá virá o aguardado tacho de administrador de coisa nenhuma, pago principescamente. Alternativamente, há as câmaras muncipais, onde se enriquece directamente, passando as licenças devidas, que nos estragam a paisagem e o ambiente. E as florestas lá continuam, crescendo e ficando apetitosas para o próximo fogo. Fogo que nos vai entrar pela porta (aqueles que vivem no campo sabem do que falo, os outros, os da cidade, olham para o lado e assobiam, até um dia!) e arruinar um recurso que teimamos em desperdiçar. Nesta matéria, como em quase todas, ninguém cumpre as leis, nem ninguém as obriga a cumprir. Só me apetece dizer: Bandidos! Haviam de arder nele. Este é um país espetacular, cheio de gente que não presta. Podre, por culpa de políticos fracos e corruptos. Entretanto, a generalidade da população está condenada a sobreviver, pois não é justa a distribuição de rendimentos. Dizem que não há dinheiro. Entretanto, falam-nos nos lucros chorudos da banca, das seguradoras, das gasolineiras, do diabo a quatro. Dinheiro há muito. Tenham vergonha! Tudo isto apadrinhado, desde há décadas, por partidos que se dizem sociais-democratas. Anedota. A população portuguesa tem um nível de vida muito mais próximo dos países do chamado terceiro mundo, do que dos países ricos do norte da Europa, aonde existe a verdadeira social-democracia, ou socialismo democrático, como queiram chamar-lhe. Lá aonde os serviços públicos são de alta qualidade, pagos, provavelmente, como menos impostos do que cá. Cá vive-se de aparências, invadidos por centros comerciais de luxo, aonde meia dúzia se abastece, enquanto a maior parte os aproveita para passear ao Domingo.

Por isso, a cariacatura. A anedota que se impõe. Aparentemente sem força para mudarmos este estado de coisas, façamos como no tempo da ditadura e ressuscitemos o teatro de revista. Mais vale rir do que chorar e assim sempre podemos ridicularizá-los. Por isso, vale a pena ver o vídeo seguinte. Está soberbo!


10/09/09

Sobre a Segunda Versão do Caso TVI

Parece que a versão número dois do caso TVI, que eu descrevi no post anterior, ganha novos contornos na crónica de Eduardo Cintra Torres, no Público. Uma crítica duríssima ao PS, pecando por menosprezar a actuação do PSD no passado, no caso Marcelo Rebelo de Sousa . Não concordo. PS e PSD são partidos que não gostam da liberdade de expressão. Ponto final. Se assim é, regressamos, lenta e paulatinamente, ao passado. Revolução precisa-se.
VOTEM NOS PEQUENOS PARTIDOS!

08/09/09

Matando Dois Coelhos com uma Só Cajadada

Os possíveis cenários do caso TVI.

Primeiro, o mais óbvio. Aquele em que acreditámos numa primeira análise. Afinal de que valeu o afastamento de Manuela Moura Guedes (MMG), a não ser para uma dupla machadada em José Sócrates e no PS, em vésperas de eleições legislativas? Acusado de corrupção e, ao mesmo tempo, acusado de tentativa de obstrução à liberdade de informação, ambas são acusações que podem custar muitos votos. Se o afastamento de MMG tinha como objectivo impedir a divulgação pública da peça sobre o caso Freeport, o Jornal Nacional da TVI, sem MMG, não a teria passado, como acabou por acontecer. Aliás, hoje em dia, toda a gente sabe que seria impossível impedir a divulgação pública de uma peça destas. Até pelos interesses económicos e as audiências em jogo. Assim, é lícito pensar que os dirigentes do PS não seriam tão burros ao ponto de cometerem o harakiri político ao interferir, neste momento, na programação de um canal televisivo e de serem acusados de asfixia da liberdade de informação. No entanto, se o objectivo era castigar a jornalista, pela sua "irreverência" e guerra com o governo, o "timing" foi excelentemente bem escolhido para afectar o PS nas eleições. Se o PSD está por detrás disto ou não, segundo Manuela Ferreira Leite, nunca o saberemos. As provas apontam nesse sentido, com o levantamento do chamado TABU da ASFIXIA. Esta é a ajuda que o PSD acaba por dar ao PS numa possível segunda versão dos factos.

O segundo cenário poderá ser simplesmente maquiavélico. Independentemente da campanha de MMG ser caluniosa ou não, porque isso só a justiça poderá apurar, o que é público é que o nosso PM estava em guerra aberta com o Jornal Nacional e MMG. Efectivamente, também se pode pôr a hipótese de o PM, com a arrogância que sempre o caracterizou e com o seu orgulho ferido, querer “calar” à viva força Manuela Moura Guedes. Chamou os seus conselheiros e colocou-lhes a questão. O que fazer? O problema principal era o do “timing” político, porque tudo apontaria no sentido de José Sócrates e do PS. A jogada de mestre está precisamente aqui. Um grande bluff. Ou seja, com uma pequena ajuda, seria certo que o povo português rapidamente iria perceber que a saída de MMG, nesta altura, só prejudicaria o PS e, como tal, seria inverosímil que o PS ou o PM fizessem uma coisa dessas. Assim, Sócrates e os seus conselheiros mexem os cordelinhos para que MMG saia efectivamente de cena, como pretendia Sócrates. Ao mesmo tempo, dando a entender que esse acto só os prejudicaria a eles próprios nas próximas eleições, fazem-nos crer que é o PSD que está por detrás da marosca para tirar dividendos políticos, fazendo-se passar por vítimas inocentes. Além disso, colocam em segundo plano o essencial: a notícia em si. Genial!

Provavelmente nunca saberemos a verdade. Seja no entanto como for, num caso ou no outro, resta-me dizer que este caso TVI é um verdadeiro nojo de aproveitamento político, como diria Medina Carreira. E para que fique claro, não votarei no PS nas próximas eleições, pela primeira vez na minha vida, porque deixei de me rever nas suas políticas. É claro que houve aspectos positivos. Mas eu faço um balanço negativo. Intolerável o que fizeram aos professores, vergonhoso o que fizeram em termos de regulação da banca (a CGD é uma nojeira, os casos BPN e BPP…), seguros e sector energético (a privatização total da GALP e EDP deve ser um desígnio nacional), etc. Aliás, a EDP é monopolista e nos EUA nem sequer poderia operar. Imperdoável! Pior só mesmo um possível governo do PSD de Manuela Ferreira Leite ou do PP de Paulo Portas. Votemos por isso nos pequenos partidos. Vamos dar-lhes uma lição!

06/09/09

Coincidência Cósmica?

Imagem do satélite COBE - foto astronómica do dia (NASA)

A Terra move-se em torno do Sol. O Sol orbita o centro da nossa galáxia, a Via Láctea. A Via Láctea orbita em torno do Grupo Local de Galáxias. O Grupo Local aproxima-se do Cluster de Galáxias, Virgo. Mas estas velocidades são inferiores à velocidade com que todos estes objectos juntos se movem relativamente à radiação de fundo de micro ondas cósmicas (CMBR). Na imagem acima, de todo o céu, tirada pelo satélite COBE, a radiação na direcção do movimento da Terra aparece deslocada para o azul, por isso mais quente, enquanto a radiação sobre o lado oposto do céu está deslocada para o vermelho, por isso mais frio. O mapa indica que o Grupo Local move-se a cerca de 600 quilómetros por segundo (km/s) relativamente à radiação primordial de fundo (radiação fóssil com origem no Big Bang). Esta elevada velocidade não era inicialmente esperada e a sua magnitude continua por explicar. Porque nos movemos tão depressa? O que está para lá daqui?

Mas o que é igualmente espantoso é a semelhança da imagem do COBE com o diagrama do Taiji Tu. Na Filosofia Chinesa, esse conhecido símbolo, na figura abaixo, representa a integração de Yin e Yang e toda a dicotomia entre o Bem e o Mal. Yang: o princípio activo, noturno, escuro, frio. Yin: o princípio passivo, diurno, luminoso, quente. Seja coincidência ou não, o símbolo chinês parece ter agora razões acrescidas para a sua existência.

Tabus

Afinal, não há fumo sem fogo. Certo?

Medina Carreira Esclarece....

aqui elogiámos a intervenção esclarecida do comentador Medina Carreira. Comentando a tentativa de compra de um dos accionistas da TVI por parte da PT, ficamos sem saber, de facto, quem fala verdade. É uma agravante para o PS no caso TVI. Por isso, Medina Carreira tem toda a razão. Não sabemos quem fala verdade. Embora excessivamente pessimista, como é seu timbre, concordamos no essencial com os seus comentários. Ele tem razão. Ponto final. Embora culpe a economia, principalmente a que foi seguida nos últimos dez anos, pelo estado económico caótico a que chegámos, esqueceu-se de dizer que ela depende sempre da política. Por isso, a culpa, em última análise, é da política, ou melhor, da falta dela. O que temos em Portugal são partidos de interesses, não políticos. Haverá excepções? Provem-no!


Nunca Saberemos o que se Passou...

Quem fala assim, deve saber mesmo do que fala. Afinal, desenganem-se, pois voltámos à era dos tabus. Lá diz o ditado, pela boca morre o peixe.

05/09/09

A Manuela e a Política

Como sói dizer-se, quando a esmola é grande... enorme... o pobre desconfia. Neste caso, eu sinto-me pobre, e por isso também desconfio da esmola que nos dão. O PM e o PS também o dizem. A política em Portugal está ao nível de um bom arraial, seja lá do que for. E parece que vale tudo. É certo que os contornos sobre o final do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes (MMG) levam a que apontemos o dedo acusatório a José Sócrates e ao PS, por todos os motivos e mais alguns. Primeiro, a jornalista diz que estava preparada para apresentar NOVOS DADOS sobre o caso Freeport e, segundo, porque era público o ódio do PM àquele telejornal. Relativamente aos novos dados, era importante que os mesmos fossem tornados públicos. Em minha opinião, é caso para dizer que a montanha pariu um rato, pois acho que eles não existem.

Relativamente ao próprio telejornal, diria que só se estranharia se a TVI teimasse em mantê-lo. À primeira vista as lipos, os pilling, os botoxes, e o diabo a quatro, não afectam o cérebro. Mas no caso da MMG acho que afectaram. Ela era uma boa jornalista, diacho! Hoje parece uma tontinha. Há que introduzir esta contra-indicação nos ditos tratamentos estéticos. Por isso, o telejornal tinha os dias contados. Não fosse o marido da senhora e aquilo teria acabado há mais tempo. Não tinha ponta por onde se pegasse. Nós próprios comentámos a triste entrevista a Marinho Pinto. E do comentador, Vasco Pulido Valente, nem sei o que dizer. Nossa, é ele como comentador na TVI e o Cacofonix como bardo na aldeia dos irredutíveis gauleses. Dêem-lhe canetas e papel, mas por favor amordacem-no!

E não venham culpar a Prisa e os ingénuos dos espanhóis nesta história. Resumindo. Assistimos ao fim de um telejornal que há muito devia ter acontecido. No entanto, o "timing" para o drama foi meticulosamente escolhido. Afinal, temos muitos chicos espertos, alguns meio à espreita, que julgam que nos "comem o caldo na cabeça". Outros, armados em paladinos da "liberdade de expressão", mais não são do que lobitos vestidos com pele de cordeiro. Porque, afinal, a quem interessa toda esta palhaçada? É que em política nem sempre 2+2 =4. Às vezes 2+2 = 1.

Senhor, Livrai-nos dos economistas de lápis atrás da orelha que espreitam o poder em Portugal. Eu sei que temos um em Belém. Por isso, já basta!

A Bela e o Engenheiro...

A propósito disto, claro está, e da guerra há muito aberta (péssimos conselheiros ou traumas de estudante? who knows?), que nos fez abrir as goelas, forma de dizer, se bem me entendem, tal a injustiça, parece que agora há razões ainda "mais belas" que nos dão toda a razão, mas que vão deixar muitos portugueses indecisos, ou, no mínimo, com água na boca. Malandrice! Ensandeceram, só pode!

28/08/09

Eis Porque o PS irá Perder as Eleições em Setembro de 2009!

ATRASO NAS COLOCAÇÕES REVELA ENORME DESRESPEITO DO M.E./GOVERNO

"Para o SPRC é fundamental que o actual governo, pelo menos, assuma as suas responsabilidades politicas e peça publicamente desculpas pelos enormes transtornos que esta situação causa a profissionais que deveriam merecer o maior respeito. Chegada esta altura do ano, são dezenas de milhar de professores e professoras e suas famílias que vivem a dramática situação de não saberem onde trabalharão no próximo ano. Se perto dos seus locais de residência se longe ou muito longe. Se ficarão juntos. Se terão de garantir uma segunda ou terceira habitação. Com quem ficam os filhos. Em que escola estarão nos meses seguintes. Em que creche os deixarão... etc... etc...Este é um problema que se repete e os últimos anos foram fartos em situações como esta. Professores há que, tendo contactado a DGRHE, obtiveram a informação de que até 31 de Agosto se conhecerão todas as colocações. O ano começará no dia seguinte para si — profissionais docentes —, mas também para as suas famílias cujo futuro depende desta colocação. O Sindicato dos Professores da Região Centro não pode, por isso, deixar de repudiar a forma irresponsável como mais uma vez o Ministério da Educação atrasou o processo de colocação de professores, mantendo-os numa indefinição que agrava o clima psicológico em que se encontram, fruto da precariedade que vivem e que foi sensivelmente acentuada com o aumento do número de professores que não obtiveram colocação na primeira fase deste processo. Para o SPRC é fundamental que o futuro governo corrija também este problema e que o actual, pelo menos, assuma as suas responsabilidades politicas e peça publicamente desculpas pelos enormes transtornos que esta situação causa a profissionais que deveriam merecer o maior respeito, mas que, de ano para ano, são sempre tratados como meros recursos para uma função de tão elevada importância social.

A Direcção"

Hoje, dia 28 de Agosto de 2009 às 3 horas da manhã, confirmo que os resultados ainda não sairam. Publiquei a nota acima, que consta do site do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) por ser verdadeira e por eu próprio ser testemunha da angústia a que a minha mulher, professora de profissão, e nós próprios temos sido sujeitos durante as NOSSAS MERECIDAS FÉRIAS!

Espera idêntica só a registada no tempo de Santana Lopes, por assumidos erros informáticos. Este governo atrasa a saída por pura prepotência, sem dar nota de qualquer justificação aos professores. Os responsáveis deviam ser punidos com penas idênticas aquelas por que passam os professores portugueses e as suas famílias.

Podemos concluir que são muitos milhares, pelo menos os professores e suas famílias (os mais instruídos de Portugal também), que estão fartos deste governo de hipócritas. Assim, o PS não ganhará as próximas eleições. Não é preciso mais! Basta!