Simplesmente impressionante!
25/08/09
21/08/09
Cantores e Cantares de Abril
Foto retirada daquiVespas e Vespões
Eram parecidas as que resolveram fazer o ninho na chaminé da lareira da minha cozinha. Nunca tinha visto nada assim, com cerca de 2 cm e meio de comprimento e gordas como o Jô. Só de pensar na ferroadela que podiam dar, até me arrepio! Acho que anda para aí muito boa gente que precisava de umas ferroadelas destes lindos insectos...
20/08/09
19/08/09
Carminé Nobre
Carminé Nobre, 1909-1949 Carminé Nobre, escritor e jornalista, foi chefe de redacção do jornal "Diário de Coimbra" e, posteriormente, seu director. A homenagem promovida pela Câmara Municipal de Coimbra, ocorreu em Agosto de 2005, tendo sido inaugurada uma rua na zona de Santa Clara, em Coimbra. Dado que o Natureza ainda não existia naquela altura, aqui fica o essencial da homenagem, 4 anos depois.

- Palavra nos órgãos de comunicação social que deram destaque às suas elevadas qualidades, como jornalista, escritor, filantropo e amor à sua Vide. No entanto, foi esquecido na sua Terra Natal.
Os seus livros “Coimbra de capa e batina”, 1º vol. em 1937 e 2º vol. em 1946, são, ainda hoje, os que melhor retratam a vida académica coimbrã.
Os seus livros “Três poetas, Eugénio de Castro, Afonso Duarte e Miguel Torga”, em 1947, são os melhores livros bibliográficos, publicados em Coimbra, juntamente, com o livro “Professor Elysio de Moura”, em 1948. O dinheiro da venda deste livro, reverteu, totalmente, para o Asilo de Infância Desvalida.
Na poesia, o livro “Caminhos de Sombras”, 1939, foi dedicado a seus pais.
No jornalismo, Carminé Nobre foi chefe de redacção do jornal “Diário de Coimbra” e os seus artigos publicados, tanto neste jornal, como no Diário Popular, como seu delegado em Coimbra, contribuíram para o surto de desenvolvimento sócio-económico da Beira-Alta. Sobretudo, a sua significativa contribuição para a efectiva abertura da estrada das Pedras Lavradas, eixo viário de Coimbra para a Covilhã e Beira Baixa. No prelo ficaram, jornalismo, “Porta Férrea” e contos, “Valeiros”, sobre temas de Vide. A morte prematura, num trágico acidente de viação em Março de 1949, interrompeu a sua brilhante carreira literária e de jornalista.
Carminé Nobre tinha dentro de si, um mundo de sonhos. Sonhos que concretizou na literatura, no jornalismo, com o seu coração à Academia de Coimbra, nas dádivas beneméritas aos pobres e doentes, com o seu Grupo Karminoff, na luta contra a elevada mortalidade infantil, na sua terra natal, Vide, no desenvolvimento regional do interior desprotegido, através do seu Diário de Coimbra, e, especificamente, a Estrada das Pedras Lavradas.
Na sua profunda religiosidade, no livro de poesias “Caminho de Sombras”, Deus disse-lhe, já basta! E levou-o consigo…
De tantos que conviveram com ele, admirando e elogiando este seu mundo de sonhos, recordo as palavras de Vitorino Nemésio, aquando da sua trágica morte: “Carminé Nobre sabia o que era um jornal, por dentro e por fora, e possuía um autêntico talento literário”.
Do poeta do Sertão Brasileiro, Catulo Cearence, na sua dedicatória no livro que lhe ofereceu “Um Boémio no Céu”: “Ao Carminé Nobre, brilhante redactor do Diário de Coimbra”.
De António de Almeida Santos, meu familiar dedicado, impossibilitado de estar presente neste momento: “Os que conheceram Carminé Nobre, seguramente o lembram como um dos melhores – e dos mais espirituosos entre os melhores cronistas da Academia de Coimbra. Acho que é altura de reeditar o livro “Coimbra de Capa e Batina”. Seria um belo complemento da sua homenagem”.
Não posso deixar de “atacar” os que me levaram à luta para conseguir esta vitoriosa homenagem após tantos anos à espera, incompreensíveis ou não, os provocadores, Dr. Alberto Vilaça e o sempre risonho Dr. Mário Nunes.
Mas, as mais significativas palavras neste momento, pela sua beleza afectiva, dimensionada pela grandiosidade do seu amor a Coimbra e aos seus estudantes, estão escritas no prefácio do primeiro volume do seu livro “Coimbra de Capa e Batina” que passo a ler:
Ouvida a sua mensagem, o Carminé, disse-me, neste momento, com a mais elevada emoção e olhando-vos com os seus olhos ainda com a beleza dos seus sonhos: “Nesta nova Corte da Rainha Amor, não estão, hoje, somente os estudantes, mas também outros súbditos, os membros da Comissão Toponímica da Câmara Municipal de Coimbra, juntamente com o seu Presidente, Dr. Carlos da Encarnação. E também, acaba de me dizer, que nesta Corte, estão todos os seus amigos e todo o povo de Coimbra, com quem conviveu, com amor, irreverência e beleza de viver.”
Agora as palavras são minhas:
- Encontramo-nos felizes, a viver nesta homenagem, com duas coincidências, acompanhadas com a surpresa e alegria de Carminé:
A primeira, pelo local, onde se eterniza o seu nome. Local, o mais belo da sua cidade, que tanto amou e que condiz com a grandeza desse seu amor.
A segunda, uma coincidência divina. Precisamente, este local, a sua rua, está junto à Igreja da Rainha Santa Isabel. A Rainha, quando noiva, foi pedida em casamento, pelo nosso Rei D. Dinis, na sua aldeia, Vide, perante os embaixadores do seu pai, D. Pedro II, Rei de Aragão.
Em meu nome, de toda a minha família e, também, de todo o povo de Coimbra, abraços de agradecimentos, aos dedicados ao Carminé Nobre da Câmara Municipal de Coimbra e aos seus vitoriosos desta iniciativa, fortemente apertados pelo feliz e o muito grato homenageado.
Coimbra, 27 de Agosto de 2005,
Carlos Nobre
Avó Preciosa, a Poetisa do Meu Coração
Citação:
Sozinho:
O Vosso Amor é grande
O meu é muito pequenino
Juntai o meu com o Vosso
Para não andar sozinho.
O Caminho Iluminado:
É um caminho iluminado
Feliz do povo que se ama
Sem receio de ser julgado.
Eucaristia:
A Magia das Camélias Brancas e as "Fornicadinhas"
Num certo sábado desse passado, de manhã, fui alertado para o casamento de uma dessas noivas, mas já junto ao altar da nossa igreja. Irrequieto, já com assumos de compreensão, e ainda por cima educado num ambiente católico, mas na melhor essência cristã, tomei a iniciativa de saudar os noivos.
Nos patins, estavam na ocasião, alguns companheiros da minha infância. O Garinha, filho do José Lopes, que morava em frente ao forno, conhecido por lobisomem, porque o confundiam com os bateres dos cascos das mulas do Avelino da Maria Calheiras, junto à igreja. As mulas, já amestradas no levantar das trancas do curral, corriam para matar a sede na fonte. O Cristiano Pacheco e o Joaquim Lopes, conhecido por «verdasca», eram os companheiros mais reguilas e ariscas. O Augusto Lopes era o melhor amigo e companheiro que, na fotografia junta, está com a sua filha ao colo, junto à casa do Ti Zé António.
Pedi-lhes para me acompanharem ao jardim dos meus tios da Venda, para colher camélias brancas, para deitar sobre os noivos. Negaram-se, menos o Augusto.
O Augusto Lopes com a filha Com os bolsos e boinas cheios de pétalas brancas das camélias, corremos para junto da porta principal da igreja. Aproximaram-se de nós nos patins, mas só o Zé Moura, conhecido pelo «fiscal do trabalho nocturno» e a Inocência do Adro, amiga dos miúdos. Com os ciúmes do João Farmácia, dava-lhe muitas vezes na veneta estilhaçar-lhe as vidraças da sua farmácia. Tinha-lhe um amor obsessivo.
Quando os noivos apareceram, depois da bênção no altar, acompanhados pelo Ti Zé António, à frente, e o padre Cândido atrás, sorrindo com a beleza do seu sempre sorriso de compreensão, atirámos sobre eles, punhados de pétalas brancas das camélias que pareciam cair do céu, numa alegoria festiva.
A minha mãe que assistia da janela, com a sua radiosa bondade, chamou-me e perguntou-me muito admirada:
- Porquê, meu filho?
- Minha mãe, Deus disse, crescei e multiplicai-vos. Não foi? Mas não disse crescei e casai-vos!
- Logo, ao Terço, conversamos!
Este episódio, do meu passado, que aliás, alguém me aconselhou a não publicar para não haver mais “bicadelas” ao suplemento do Nordeste (o jornal paroquial), serve, e bem, para homenagear as jovens mães solteiras que são levadas a abandonar os seus filhos e ao suicídio com o receio de serem julgadas por pessoas que só vivem a julgar os outros quando se negam ao julgamento de si mesmas.
Aliás, a virgindade fisiológica não é a mesma da virgindade do amor, como a desta noiva grávida recordada, cuja pureza se manifesta no nascimento de um filho a mando de Deus.
A tia Encarnação entre as camélias brancas no seu jardim da Casa da Venda.… As flores querem-se umas com as outras…
Brincando aos Aviões
Um espectacular Airbus 340-600, novinho em folha, um dos maiores aviões de transporte de passageiros já construído (ultrapassado recentemente pelo A380), está estacionado à porta do hangar em Toulouse, França, sem uma horinha de voo que seja.

Entretanto, chega a tripulação árabe da ADAT (Abu Dhabi Aircraft Technologies) para realizar testes preliminares no solo, tais como ligações dos motores, antes da entrega da aeronave à "Etihad Airways", de Abu Dhabi. A tripulação da ADAT conduz o A340-600 pelo 'taxi-way' (circulações periféricas) até à zona de descolagem. De seguida, elevaram todos os quatro motores para a potência de descolagem, com o avião praticamente vazio. Sem terem lido os manuais de operação, não têm ideia do peso exacto de um A340-600 vazio e de como ele é "leve". O alarme de descolagem disparou no cockpit devido a todos os 4 propulsores se encontrarem à potência máxima. Os computadores de aviónica assumiram que estavam a tentar descolar, mas as configurações necessárias (flaps/slats, etc.) não se encontravam feitas devidamente. Um dos tripulantes da ADAT decidiu desligar o Sensor de Proximidade do Solo para silenciar o alarme. Este procedimento "engana" o avião, fazendo-o "pensar" que está no ar.
Os computadores libertaram automaticamente todos os travões e dispararam o avião. A tripulação da ADAT não fazia a menor ideia de que tudo isto é um sistema de segurança para impedir que os pilotos aterrem o avião com os travões a funcionar. Nem um único dos sete homens da tripulação árabe teve a inteligência de inverter a potência dos reactores da sua configuração máxima, e por isso a aeronave novinha em folha, no valor de 200 milhões de dólares, chocou em cheio numa barreira de disparo, ficando destruída.
Desconhece-se a extensão dos ferimentos sofridos pela tripulação, devido ao blackout noticioso sobre o assunto, quer em França quer nos outros países. A cobertura mediática do caso foi considerada como sendo insultuosa para os árabes muçulmanos. Só agora as fotos começam a ser divulgadas, meio em segredo. Um Airbus: 200 milhões de dólares. Tripulação árabe sem treino: salários de 300 mil dólares por ano. Manual de operações não lido: 300 dólares. Choque do avião contra muro de retenção, com vitória do muro: sem preço.
Que tal continuarem a andar de camelo?
NOTA: texto principal recebido por email do meu amigo Jorge Teixeira.


