17/04/09
Nobas Upurtunidades...
Agora percebo porque é que o ME está cheio de gente bem diplomada... e cuuulllltaaa!
Vídeo dos confrades blogueiros "cavalheiros do apocalipse".
16/04/09
Sem Eira nem Beira
"Xutar" com eles , dizem a maioria dos professores!
Contem comigo, porque votei neles e fui traído. Pela primeira vez não votarei neste PS, que de PS nada tem. Não sei porquê, mas lembro-me sempre das palavras de Medina Carreira...
Eis algumas razões:
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força
Para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão!
Sempre gostei dos Xutos e Pontapés, lembram-se do Homem do Leme? Bravo!
14/04/09
O Professor Marito
O Professor Marito,Homem de Ciência, Homem livre, Homem.
É assim que Ricardo Kalash define o Professor Marito, personagem principal do seu livro de estreia "A Saga do Arco-Íris", editado pela Mar da Palavra. Trata-se de uma peça de teatro que marca a estreia do jovem actor Henrique Marques da Silva na escrita.
A peça fala-nos do mistério da vida e do comportamento humano, usando como metáfora o arco-íris e as suas cores. Nele, as cores não se confrontam, não se invejam. Antes, complementam-se, para nos oferecerem algo que sabemos ser genuinamente Belo. Poderá o Homem seguir o exemplo das cores? Unindo esforços para criar uma sociedade mais justa, enfim, mais bela? Será possível conciliar Ciência e Religião, ultrapassando os entraves que Russell tão bem descreveu? Ou estaremos condenados ao confronto permanente? Seremos capazes de evitar sociedades futuras em que o homem possa afirmar as suas convicções sem ser mesquinhamente perseguido, como aconteceu com o Professor Marito?
Aliás, Professor Mário Augusto da Silva, que a peça tão generosamente e justamente homenageia. De facto, Ricardo Kalash merece o nosso vivo aplauso, pois é raro vermos, em Portugal, obras literárias baseadas na vida de homens que dedicaram a sua vida à Ciência. Diria mesmo raríssimo. Daí a grande originalidade desta pequena grande obra. Mas convém recordar que não foi só na Ciência que Mário Silva se distinguiu. Distinguiu-se por ter tido sempre a coragem de dizer NÃO, quando os outros, obrigados, diziam SIM. Por isso foi um dos expoentes máximos da resistência antifascista em Portugal. Não foi por acaso que Mário Silva encabeçou a lista dos docentes universitários afastados por Salazar em 1947. Facto que tem passado despercebido aos nossos historiadores.
Como homem de ciência, Mário Silva pagou bem caro, durante toda a sua vida, o facto de, no ínicio da sua carreira académica, ter escrito dois artigos, publicados em jornais de Coimbra, sobre o problema da "Génese da Vida". Cerejeira, Salazar e Ferrand de Almeida não falaram de outra coisa durante meses, marcando para sempre a vida do futuro cientista. No ínicio dos anos 20, quando a polémica estalou, ainda estes senhores não tinham qualquer poder político. Mas, mal se apoderaram do poder, após o golpe de 1926, logo começaram as perseguições vis e mesquinhas. Influenciando decisivamente o desenvolvimento científico português que, ainda hoje, coloca Portugal na cauda da Europa.
Assim, lamentamos que Mário Augusto da Silva não tenha na nossa História o destaque que mereceria. Aqui reside também a originalidade e o valor da obra de Kalash, pois lamentamos a continuada omissão e pior, a confusão imperdoável, com os seus carrascos. Exemplos? A omissão da sua vida e obra em grandes documentários sobre o Estado Novo, como foi exemplo o produzido pela SIC há alguns anos atrás (e não foi por ignorância!), ou a confusão do seu nome com o do seu homónimo brigadeiro Mário Silva, na extensa obra em três volumes, "Portugal Contemporâneo", dirigida por António Reis.
A obra de Ricardo Kalash foi apresentada no passado dia 26 de Março, Dia Mundial do Teatro, no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra.
Os nossos parabéns e votos dos maiores sucessos
NOTA BIOGRÁFICA: Ricardo Kalash tem 38 anos e iniciou a sua carreira de actor no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC). Actualmente é actor, encenador, formador e dirige, desde a sua fundação, o grupo de teatro da Liga dos Amigos do Museu Nacional Machado de Castro (AMIC).
02/04/09
Por Falar em Estupidez...
01/04/09
31/03/09
Frase do dia
Foto do dia
30/03/09
Megafotos
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29/03/09
Comemora-se hoje
Comemoram-se hoje 90 anos sobre o dia em que Mahatma Gandhi lançou o "Hartai" (greve geral) contra o colonialismo inglês na Índia (1919). A vitória do querer e da coragem de um povo que, liderado por este homem sábio, mostrou que era possível vencer somente usando como armas a verdade e a razão. Sem recurso à violência, inflingiu uma pesada derrota política a Inglaterra, obrigando-a a reconhecer e a dar a independência à grande nação indiana. Em 1982, com direção de Richard Attenborough é realizado o filme "Gandhi", uma co-produção indo-britânica, com Ben Kingsley, Candice Bergen e Edward Fox. Considero-o um dos melhores filmes que tive o prazer de ver até hoje.


