Razao

ESTE BLOGUE COMBATE TUDO O QUE POSSA POR EM CAUSA A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A SUA LIBERDADE. É, POR ISSO, ANTICAPITALISTA E ANTICOMUNISTA.

29/04/08

A Taberna e o Milagre do João Farmácia

Taberna do "ti"Pereira (foto retirada daqui)
Noé, logo que saiu da Arca, após o Dilúvio, a primeira coisa que fez foi plantar uma vinha, porque antes tinha sido agricultor – Génesis, Sagradas Escrituras. Plantada a vinha, espremidas as uvas e fermentado o mosto, Noé bebeu o vinho, gostou e embebedou-se. A bebedeira foi tal que provocou a primeira zaragata familiar na segunda fornada humana, castigando o seu neto Canaã, filho de Cam, por este o ter visto nu. Este simples resumo bíblico, sobre o aparecimento do vinho, tem um único sentido justificativo. Sem vinho, não há taberna.
A vinha iniciou o seu percurso para o sul, expandindo-se pelos países mediterrânicos da Europa e pelos países do Norte de África. Passando pela Galileia, Jesus bebeu do seu vinho e lastimou que o chamassem bebedor – S. Mateus, 11 –. Ao sul de Portugal, beneficiado pela mesma zonagem climática, os árabes encheram as suas ânforas com vinho. Na sua subida para o Norte, abandonadas as ânforas, o vinho enche as pipas de castanho e de carvalho.
Nas albergarias, no tempo das mudas, quando os cavalos suados puxavam as diligências reais, os seus ocupantes fidalgos, os piratas e salteadores, os pichéis de estanho saciavam-nos com vinho, sem distinguir classes. Nas estalagens serranas ou tabernas alargadas aos almocreves e aos machos cansados pelas cargas de odres de vinho e de azeite, os pichéis não descansavam. Por vezes, nas estalagens, tinham a companhia dos carvoeiros, que aldrabavam os compradores de carvão com o peso do negro volfrâmio, apanhado do chão para os lados da Panasqueira.
A taberna foi, ao longo dos tempos, a sala de visitas das aldeias ou lugarejos e o único centro social das suas comunidades. Na sua penumbra das tardes e nas noites, estas aclaradas com a luminosidade pálida do candeeiro, os jogadores da sueca ou do dominó só toleravam o som das gaitadas do realejo de boca ou de um acordeão de passagem. Depois do trabalho, o cavador, largada a enxada na soleira, guardada pelo rafeiro, entra sorrateiro e, enquanto espera a oferta de um copo, mastiga bacalhau cru desfiado, para completar o ritual.
De madrugada, o bagaço para matar o bicho, à tarde, o vinho para a merenda, à noite, o vinho para sossega.
O caixeiro-viajante, com aparições periódicas, entra engravatado e pinoca e logo saúda com a oferta de uma rodada, para abrir caminho ao seu negócio.
A taberna do passado não foi, somente, um centro social.
Os imprevistos da Natureza deram ao homem rural uma cultura de conhecimentos, brotada da sua experiência com os amanhos da terra de cultivo. O homem sabia observar, interpretar as mudanças do clima e gastava os olhos a ver o céu, na esperança da chuva. E, certa, quando o vento empurrava as nuvens do Colcurinho para a Estrela. Olhando a lua, só podava no quarto crescente. Saber capar os tomateiros e meloais era com ele e não com o engenheiro, ou impedir a entrada da mulher menstruada no lagar de azeite, era com o seu mestre e não com o doutor.
Na taberna, nos dias festivos ou de convívio já molhado, cantava-se ao desafio, não com versos de Camões, mas com as quadras rimadas do cavador-poeta da Malhada, na freguesia de Vide. Estas quadras, cantadas isoladas ou ao desafio, tinham a cadência do fado corrido e o fôlego da verdade do vinho e da verdade dos versos do melhor poeta português António Botto: «Amigos, enchei as taças de vinho, as almas vêm à tona».
A taberna também fazia milagres.
Num certo dia, já afastado no tempo, o cónego Nogueira sai do Piódão e do seu Colégio que preparava jovens para o Seminário da Guarda. No caminho, cai da mula que o transportava para a Vide e é levado muito ferido e ensanguentado para a farmácia, numa padiola de paus atados. O seu dono, conhecido por João Farmácia, estava, na altura, bêbedo e sonolento sobre o banco da taberna próxima. O «Farmácia», aliás sabedor e pronto a socorrer doentes, na falta do médico, colocado em frente do cónego Nogueira, limpa-lhe o sangue, lava-lhe as feridas com tintura de iodo, une com agrafes as fendas da cabeça e envolve-as com ligaduras rasgadas de um lençol branco de linho, de uma vizinha. O povo embasbacado assiste, formando um círculo fechado e abafado. Terminado o tratamento, ouve-se um murmúrio: “foi um milagre, não gemeu!” e, mais alto, para o céu ouvir, “é um santo!”.
Na taberna o vinho revigorava forças aos combatentes de João Brandão, nas lutas contra os miguelistas. Na estalagem, em Vide, o pichel fazia rodadas com João Brandão e seus combatentes antes de enfrentar os Cacas que, de trás da serra, como salteadores e fiéis aos absolutistas, atacavam para os lados da Barriosa e Baloquinhas.
Na sua taberna, em Vide, o Severino Espanhol, prestes a transportar na sua mula o Dr. Vasco de Campos para socorrer um doente, pede à mulher para servir dois copos.
Na taberna, o vinho branco era o champanhe dos pobres. A taberna fomentava, também, uma certa democracia rural. Na Vide, os estudantes, nas suas férias, levavam o voltarete para a taberna, o jogo de cartas que, no antigo regime, era jogado pela aristocracia nos salões dos palácios franceses. O Voltarete foi acolhido nas lareiras dos senhores padres serranos, a partir de Unhais da Serra, liderado pelo padre Alfredo e pelo padre Cândido Nobre, em Vide, como anfitrião. Mas era na loja de Manuel Dias, com a alfaiataria e taberna, que se jogava o voltarete. Este jogo, jogado nos palácios reais em França pela aristocracia clerical e rural, teve o privilégio de ser jogado na taberna.

24/04/08

A Mais Bela História de Futebol...

A Primeira equipa de futebol de Vide, Agosto de 1938
Primeira fila: António Batista, Cristiano Pacheco, Joaquim Lopes, José Brito, Augusto Lopes. Segunda fila: Carlos Nobre, Ovídio Batista, António Matias. Terceira fila: José Gonçalves, João de Brito, José Matias, Américo Amaro, Victor Ribeiro.
A Vide é uma bonita aldeia beirã, localizada no vale da ribeira de Âlvoco, encurralada entre as serras da Estrela e do Açor. A equipa de futebol de Vide, do qual o meu pai fez parte, realizou o seu primeiro jogo oficial, com a equipa de S. Gião, no seu campo, localizado no alto dos Atoleiros, no mês de Agosto de 1938. Aqui fica esta deliciosa história sobre futebol, quiçá a mais espectacular de todas.
...A equipa de Vide foi constituída nas férias de Verão e treinada, inicialmente, com bolas de trapos, no Largo da Ponte, em terra batida. Os jogadores partiram para o campo dos Atoleiros, sob o calor de Verão. O apoio material, equipamento, bola e tintura de iodo (oferecido pelo João Farmácias), estava a cargo do Victor da Venda. A claque de apoio estava bem representada pelo Zé Matias que, ao longo do jogo, saltava e gritava para incutir ânimo e frescura aos jogadores. Iniciaram o desafio, cansado e suados, pela caminhada a pé, no pino do Sol, de Vide aos Atoleiros (uma estirada que só visto).
Pelo contrário, os jogadores da equipa de S. Gião apareceram frescos e bem equipados à “Benfica”. Atrás dos jogadores uma comprida fila de apoiantes, homens, mulheres e crianças. Vista de cima, ao alto dos Atoleiros, a fila parecia uma procissão, com opas vermelhas à frente.
No início do jogo, o defesa Augusto, já alinhado no campo, com os restantes jogadores, desata a correr em direcção ao árbitro, com gestos agressivos.
- Ó Augusto, o que se passa?
- Que anda este gajo a fazer com um apito na boca?
Responde ainda ameaçador.
Esclarecido e acalmado, o Augusto retoma o seu lugar no campo.
A equipa de S. Gião, ajudada pela frescura, dominava o jogo, no início. O Augusto e o Cristiano Pacheco aguentavam bem a genica dos jogadores contrários. O João Alfaiate, na baliza, dava confiança à equipa. A certa altura do jogo, a boina espanhola do Cristiano, sempre enfiada na cabeça, foge-lhe. O Cristiano pára e o jogador de S. Gião ultrapassa-o com ganas para marcar o golo.
- Cristiano, deixa a boina!
Gritaram os companheiros.
Pernalta e com passadas largas, apanha o adversário, passa-lhe uma rasteira e aplica-lhe a devida canelada. Naquele tempo, os jogadores de Vide, já praticavam as “boas regras de futebol”. Como hoje, aliás, se praticam. O jogador de S. Gião, estatelado no chão, com a barriga para baixo, berrava com palavras “bem à portuguesa”, de sacana para cima. Insultos, aliás óbvios, que se perdiam na paisagem agreste e indiferente aos Atoleiros, de pinheiros e tojos.
A linha avançada de Vide, com o seu último fôlego, marca o golo da confirmação da vitória. Foi o fim do mundo. Os apoiantes de S. Gião revoltaram-se. Quando estavam para invadir o campo, para agredir os jogadores de Vide, ouviram-se dois tiros. Todos os jogadores pararam. A assistência ficou silenciosa e pasmada.
O Gato Negro de Alvoco, apoiante e defensor físico da equipa de Vide, destaca-se alto e ameaçador, com uma pistola na mão levantada:
- Se alguém bater nos de Vide! Mato o primeiro!
Avisa com firmeza.
Foi a debandada dos apoiantes de S. Gião. Era vê-los a correr pela encosta abaixo, sem olhar para atrás.
Terminado o jogo, todos os jogadores de Vide, agarraram-se uns aos outros, aos abraços e beijos, como uma ninhada de crianças alegres e felizes.
No regresso a Vide, entraram a cantar:
"Malta, malta, malta
Atenção
Ganhamos por dois a zero
Aos de S. Gião."
A morte já levou quase todos estes jogadores da primeira equipa de futebol de Vide. Aos que ainda vivem, a emoção ao recordá-los, neste momento, não recusa lágrimas. Emoção sentida, como o abraço medido na distância de Vide aos Atoleiros, mas, também, com uma imensa largura, medida na saudade desse Verão.
Na realidade o autor deste texto, meu pai, foi o último Gavroche e faleceu a 11 de Junho de 2oo7.
Bem-hajas!

A Propósito de um Conselho Nacional...

É meia-noite e picos e o dito ainda decorre.
Mas eis quando o ex se dirige ao ex que não sabe se é candidato:

20/04/08

A Berlusconização do PSD

Um filme a não perder, que nos mostra à saciedade como se pode ser oposição da oposição.
O filme está em cena em qualquer tv perto de si (image made by kaos)
A propósito do episódio que é do conhecimento público, e pelas reacções e pelos exemplos de vitórias recentes, mesmo depois de toda a espécie de trafulhice, juntando a encenação de uns e de outros, à actuação de outros tantos, aos efeitos especiais e da iluminação sem igual, pensamos que estamos na presença de uma obra-prima, um épico trágico-cómico, que certamente receberá da academia o óscar para o melhor filme estrangeiro.
No entanto, apesar de em equipa vencedora não se dever mexer, só um, e um só, poderá dar a volta ao texto, castigar os ímpios e subir ao poder.
made by Kaos

O Bravo do Pelotão!

A Fórmula 1 que eu conheci na minha adolescência pouco ou nada tem a ver com a dos nossos dias. Naquele tempo a capacidade dos pilotos sobrepunha-se à das máquinas. As corridas ganhavam-se nas pistas e não nas boxes, como hoje acontece. Ficávamos presos ao pequeno ecrã, atónitos com os despiques intensos e as ultrapassagens impossíveis. Quem não se lembra dos duelos Piquet/Senna, Prost/Senna, Senna/Schumacher, e tantos outros. Hoje as provas da F1 são monótonas, diria mesmo chatas, e só apetece mudar de canal. Mas revivendo esses tempos áureos, lembrando o trágico acidente no autódromo de Zolder, durante o grande prémio Bélgica, ao volante de um Ferrari, há precisamente vinte e seis anos (5 de Maio próximo), o Natureza presta hoje homenagem a um dos pilotos mais espectaculares que a Fórmula 1 conheceu. Referimo-nos a Gilles Villeneuve (Berthierville, 18/01/1950 — Leuven, 8/05/1982), pai do também piloto Jacques Villeneuve. Apesar de ter obtido apenas 6 vitórias em 67 corridas disputadas na sua passagem pela F1, entre 1977 e 1982, é considerado um dos melhores pilotos de toda a história da Fórmula 1. Enzo Ferrari, o patrão da sua equipa, era um dos seus maiores fans. Eis a razão:

O Efeito Borboleta...

Edward Lorenz e o seu modelo do tempo (daqui)
Em homenagem a Edward Norton Lorenz (1917-2008), matemático e metereologista americano, pioneiro da chamada teoria do caos, falecido no passado dia 16 de Abril, aqui fica um video publicitário espetacular baseado no célebre efeito borboleta (importância das condições iniciais na teoria do caos), por ele descoberto. Quem não conhece a célebre frase "O bater de asas de uma borboleta na China, pode desencadear um furacão na América".


17/04/08

A Descolonização Portuguesa (I)

Se eles imaginassem o que os esperava... (imagem retirada daqui)
A verdadeira história da descolonização portuguesa está ainda por fazer!
A vergonhosa acção das nossas forças armadas, com muitos dos seus oficiais a enriquecerem, do dia para a noite, à custa do colono português, traindo-o, jamais será esquecida.
A vergonhosa conivência do estado português que, impondo uma limitação miserável de cinquenta contos para o câmbio possível às pessoas que fugiam ao terror, abrindo as portas a uma das maiores fraudes da história portuguesa contemporânea, jamais será esquecida. Para os oficiais e diplomatas um milhão lá, um milhão cá. Este assunto foi sempre muito bem escondido do povo português.
A vergonhosa desonestidade do estado português que, após trinta e quatro anos depois do 25 de Abril, ainda não teve a hombridade de indemnizar os portugueses que viviam e trabalhavam nas suas colónias ultramarinas; e foram espoliados de tudo o que tinham, incluindo dos familiares que viram ser chacinados; ao contrário do que fizeram todas as antigas nações coloniais europeias, incluindo a Itália, jamais será esquecida.
A vergonhosa atitude de muitos "irmãos" do continente que, olhando-os de soslaio e apelidando-os de retornados e exploradores de pretos, lhes viraram as costas, jamais será esquecida.
A vergonhosa hipocrisia, infâmia e cúmulo que foi atribuírem doutoramentos honoris-causa a aprendizes de enfermeiro, humilhando a memória amarga de quem sabia que se premiava quem oprimia o seu povo, exacerbou o racismo e o ódio ao branco e incentivou à vingança injusta. Morreu muita gente. Gente a quem Portugal virou as costas. Isso jamais poderá ser esquecido.
Portugal é um país maravilhoso, cheio de gente de merda e de governantes ainda piores. E se hoje está mais desenvolvido do que há trinta e quatro anos, muito deve àqueles bons portugueses "retornados".
Duas Notas Finais:
1ª - É óbvio que a independência das ex-colónias portuguesas deveria ter acontecido, pelo menos, antes da guerra ter começado. Em paz e harmonia. Não o tendo sido, o estado português só tem que assumir as suas responsabilidades. Claramente que falta assumi-las perante os antigos colonos portugueses. O mínimo que pode fazer, por todo o mal que lhes causou, é indemnizá-los. Caso contrário esta ferida jamais sarará. Mesmo que morramos todos. Ficará escrita aqui e acolá.
2ª - A revolução do 25 de Abril vai fazer trinta e quatro anos. Trinta e quatro anos de liberdade que têm que ser celebrados condignamente, ano após ano. Só assim os valores que ela nos trouxe não serão esquecidos e poderão ser convenientemente ensinados às novas gerações. Sem eles, eu não poderia estar aqui hoje a escrever.

16/04/08

Ao Volante Ia?...

Afinal até vinha da direita... só que se esqueceu do stop!
A pressa era tanta que se esqueceu de vestir o biquini...
Oh, não! A garagem era um pouco mais à frente!
Ia apanhar o metro, mas esqueceu-se que ia de pópó!
A pressa era tanta que se esqueceu que o carro não sobe degraus...A curva era apertadinha e, afinal, quem manda a pedrinha estar onde não devia?
Ora digam lá se afinal a viatura não fica muito mais bonita assim? hein? Afinal ninguém lhe disse que a mangueira era para abastecer...

Foto do dia


15/04/08

O IMI para Luxemburguês Pagar!

O imposto municipal sobre imóveis (IMI) foi com certeza preparado para luxemburguês pagar. Para o assalariado honesto português pagar é que não foi com certeza. Muito menos para o reformado português pagar. A sensação que tenho é que, os políticos, os burocratas e os autarcas corruptos, ou seja lá quem foram os decisores ladrões, como ganham muito acima da média, pelas luvas que recebem por debaixo da mesa, acham que uma casa normal deva pagar a módica quantia de 1000 euritos ano, cerca de 100 euritos mês. Que é isso afinal para quem, como eles, tira em luvas por mês 10 ou 100 vezes mais? Nada, claro! Mas para um reformado que ganhe a ESTUPENDA REFORMA de 500 euros mensais, aquela quantia é UM ROUBO! Porque, infelizmente, isto no Portugal dos nossos dias é mesmo assim: 500 euros de reforma é muito bom, pois a grande maioria vive com pensões miseráveis. Depois de um processo que resolveram chamar de SIMPLEX, QUE É O MAIOR COMPLEX QUE SE POSSA IMAGINAR, para se actualizar nas Finanças o patrimóniozito imobiliário de acordo com o IMI, o cidadão comum é confrontado com taxas dos ladrões (IMIs) que nem ao diabo lembrariam. Apetece mesmo dizer-lhes, vão roubar para a... Conchinchina. E para onde vão todos estes impostos? Porque nem serviços públicos nem segurança social de jeito nos oferecem! Ainda por cima temos que os pagar na hora e cada vez mais! Em Espanha, aqui ao lado, o salário mínimo é agora de 800 euros, contra os míseros 400 em Portugal. Os impostos em Espanha são mais baixos que em Portugal... tudo lá é mais barato e os serviços bem melhores. Por isso podemos concluir que em Portugal há "meia dúzia" de pançudos, VIP e FdP, que, com a conivência dos nossos governantes, andam a encher a pança à nossa custa. E não vejo nem bloquistas nem comunistas (já que se dizem de esquerda e têm o C assente no parlamento) desmascararem esta pouca-vergonha! Vamos todos emigrar para Espanha, acompanhando o pessoal da construção civil, que não se importa de andar centenas de quilómetros diariamente, para trabalhar e ganhar lá o que cá lhes (nos) roubam!