Recebi um email interessante de Colleen Connors, da Save Darfur Coalition, que deixo à vossa consideração. Resumindo em português:
22/03/08
A China e o Genocídio no Darfur!
Recebi um email interessante de Colleen Connors, da Save Darfur Coalition, que deixo à vossa consideração. Resumindo em português:
21/03/08
INTOLERÁVEL!
Agora, nem oito nem oitenta. Mas a diferença com o que se passa lá fora:
É que, provavelmente, em Portugal este professor teria sido linchado na sala de aula. Mas nem um sussurro dos alunos, apesar da atitude reprovável do professor!
Para finalizar, aqui ficam as palavras finais de um post de Paulo de Carvalho (que li hoje 31de Março) e que retratam muito bem o que se vive:
18/03/08
A QUEM DE DIREITO... A Razão de Ser do Estado da Cultura em Portugal (VII)
Ainda e Sempre o
Museu Nacional da Ciência e da Técnica
Ao Senhor Luís Fernandes,
Como filha mais velha do Professor Mário Augusto da Silva e que, ao longo destes anos – 30 anos precisamente – tenho vindo a público no Diário de Coimbra lutar, clamar em prol das obras do meu pai, não podia agora ficar calada. Quero primeiro agradecer-lhe o ter tomado posição tão empenhadamente a favor do Museu Nacional da Ciência e da Técnica (MNCT). Também dizer-lhe que foi a primeira vez que um conimbricense, como diz “um cidadão anónimo”, vem à luta pelo Museu. Muito, muito obrigada. A maioria dos nossos conterrâneos esteve, e está, sempre de costas viradas para o Museu. As sua vidinhas são mais importantes que um Museu de Ciência. Como estavam e estão enganados! Embora com muito mais população, Coimbra está em agonia. Era a terceira cidade! E hoje?
As chamadas forças vivas da cidade, ou é melhor chamar-lhes «forças mortas», tudo têm feito para levar ao desaparecimento o MNCT, não o vendo como o que Mário Silva queria fazer, um Museu Nacional da Ciência e da Técnica de Portugal. Um museu vivo e dinâmico, com pólos em todas as cidades, desde os moinhos, azenhas, lagares de azeite… até às últimas conquistas da ciência. Englobando todos os museus já existentes como pólos independentes mas integrados num grande museu, para proporcionar a quem o visitasse uma visão de todo o passado e as conquistas do futuro. Principalmente as referentes ao engenho português. Veja como Coimbra se poderia efectivamente tornar num pólo de excelência da cultura portuguesa, em vez de termos somente aquela publicidade enganosa na A1.
Fiquei muito magoada quando o próprio ministro Mariano Gago lhe deu o golpe final, quando tinha sido sua Excelência, em 1999, a salvá-lo, criando junto ao MNCT o Instituto da História da Ciência e da Técnica. Como bem referiu na altura, era uma lacuna no nosso ensino superior.
Realmente para quê impor à cidade, às suas forças vivas e à sua população este museu?
O Senhor Presidente da Câmara, o seu pelouro da cultura e os ditos “amigos da cultura” não estão nada interessados. O Senhor Reitor da Universidade achou por bem fazer antes mais um museuzinho de ciência… para juntar aos outros todos que lá tem. Ao menos se já existia com Estatutos legalizados um Museu Nacional da Ciência e da Técnica na cidade, porque não a Universidade reivindicar a sua integração. Penso que os Senhores Professores tiveram medo de tamanha responsabilidade. Repare. A Mário Silva foi-lhe dada a direcção de um Museu assim. Direcção que assumiu com Mestria. Em princípio ficaria em Lisboa, mas amando a sua cidade conseguiu que Coimbra fosse a sua sede. E porque não Coimbra, que já tinha sido a sede da primeira universidade portuguesa. Coimbra mereceu?...
Mas morreu Mário Silva. Sucede-lhe um Professor Catedrático no activo. Veja o resultado. Um descalabro completo. E lá vão vinte anos. Vem novo Professor, só que desta vez alguém que se dedica completamente e trabalha com afinco durante somente cerca de dois anos – Professor Paulo Renato Trincão, com o ministro Mariano Gago. Foi o canto do cisne do museu. Muda novamente o governo. As forças vivas que tinham sido travadas, têm agora via livre novamente. O Museu Nacional tem agora os dias contados. E o novo Senhor Ministro ainda tem a ousadia de lhe por o nome Dr. Mário Silva!!! Como estava certa quando publicamente, aqui mesmo, repudiei esta “honra”. Porque além de diminuir ambos era a maneira de ser mais fácil fechá-lo. Colocam lá outro Professor no activo. A sua direcção é a ruína completa do museu. Aliás tinha à sua espera o novo museuzinho… para quê gastar energias e responsabilidade na direcção do Museu Nacional da Ciência da Técnica, não de Lisboa, do Porto, de Coimbra, e de, e de, e de… mas o Museu Nacional da Ciência e da Técnica de Portugal.
No seu segundo artigo fala do Dr. Mário Nunes. Vou dizer-lhe pois talvez não se recorde. O Dr. Mário Nunes em 15 de Maio de 1988 no Jornal Domingo, publicou um extenso artigo “Museu Nacional da Ciência e da Técnica muda ou não de local?!” O artigo é encimado pelas fotos das duas casas principais. A da rua Fernandes Tomás (que o director à data Professor Alte da Veiga alienou). A da rua dos Coutinhos, o palácio Sacadura Bote, comprado mais tarde pelo Estado no tempo do Professor Renato Trincão. Em boa hora! Porque estava para ser vendido a um sr. professor… Trás ainda uma outra foto da casa da rua da ilha onde mostra a tecnologia da cerâmica. Nela havia, entre outras coisas, uma sala de armas, composta por uma grande colecção. Engraçado. Senão repare: no Inverno do ano seguinte, 1989, o telhado deste edifício, velho, rompeu e deixou entrar água. Isto num prédio de dois ou três andares. O museu ficava no rés-do-chão. O Sr. director mandou retirar todas as peças (onde estão?) e muito solicitamente comprou o imóvel para si mesmo!!! Mas voltemos ao que interessa. O Dr. Mário Nunes termina-o assim: “que o Museu da Ciência e da Técnica continue a ser nacional e sediado em Coimbra, são os votos que formulamos e a melhor forma de estarmos na e com a urbe mondeguina”.
Que me diz o senhor? Não é para rir? O Sr. Dr. Mário Nunes tem hoje o pelouro da cultura da Câmara Municipal de Coimbra.
Coimbra, 18 de Março de 2008
Maria Isabel da Silva Nobre"
Recordo que acerca deste assunto publiquei vários "posts" onde chamo à atenção para a petição que está on-line aqui:
http://www.petitiononline.com/muscoimb/petition.html
TIBETE LIVRE JÁ!
17/03/08
Requiem pelo Museu Nacional da Ciência e da Técnica
Fico impressionado com a indiferença com que os universitários e a academia aceitaram a extinção do MNCT, idealizado pelo Prof. Mário Silva (demitido por Salazar em 1947), museu esse que, na verdade, tem passado por uma vida atribulada e que, apesar de tudo, ultimamente, dava uma certa imagem de dinamismo. Que eu saiba, e independentemente do apoio que cada um, eventualmente, terá dado a um manifesto que por aí correu, só eu (permitam-me a referência), o antigo director, Prof. Paulo Trincão, e o Prof. Sá Furtado viemos a público, de forma mais ou menos polémica, para falar sobre o assunto, no "Diário de Coimbra". O Magnífico Reitor também se referiu ao caso, embora apenas a propósito da possível ligação do MNCT à Universidade, ideia essa que (a meu ver bem) repudiou. Todavia, para além da Universidade, houve algumas vozes dispersas que protestaram. Nestas situações o que impressiona não é a variedade de opiniões, mas o silêncio. É como se o MNCT não nos dissesse respeito, como professores e investigadores, ou como estudantes ou trabalhadores da Universidade. Será assim?
Um abraço para todos
Luís Reis Torgal"
16/03/08
A Mula do Severino Espanhol e o Médico
O Severino Gonçalves mais conhecido por Severino Espanhol- Eu: - Recorde-me, Dr. Vasco, um episódio da sua vida de médico, que ficou bem gravado nas suas recordações, durante as suas caminhadas por terras do Alva e por terras serranas.
- Eu: - Dedicado amigo Dr. Vasco, as nossas recordações nunca morrem, eternizam-se.
15/03/08
Sam Lightnin' Hopkins
Cotton
12/03/08
PELO DIREITO À MEMÓRIA E PELO DEVER DE PRESERVAR UM MUSEU UNIVERSAL DE COIMBRA Petition
Eu não concordo com o fim do MNCT. Por isso assinei a petição, a Bem da Cultura, a Bem de Portugal!
11/03/08
Gavroche e o Último Garoto...
Gavroche na pintura de Delacroix “A Liberdade guiando o povo”
Chamo para me ajudar a esclarecer e justificar este porquê, o Gavroche, o garoto revolucionário, que nas barricadas da Revolução Francesa ajudava, na luta pela liberdade do povo francês, a impor a toda a humanidade os mais belos princípios humanos: igualdade, liberdade e fraternidade. Foi um garoto revolucionário pelos melhores ideais. Este garoto, Gavroche, teve os maiores elogios do grande escritor francês Victor Hugo, que o imortalizou na sua obra “Os Miseráveis”, considerando-o uma pérola. No livro “Rã no Pântano” do Dr. António de Almeida Santos, de Vide, é maravilhosamente tratado. Escreveu:
“Meu Gavroche… Vá Gavroche, rouba uma estrela do Céu, quando o Sol fechar os olhos. Tu, rouba a mais bela”.
Por isso, as estrelas roubadas quando o Sol dormia e as pérolas agarradas ao coração dos garotos gavroches, sinto-me culpado dos roubos, desde a idade do Gavroche, eternizado pelo grande Delacroix, até hoje. À espera que a morte me diga, já basta, esperando que me diga também, leva a tua estrela e a tua pérola. Quantos garotos gavroches, que foram meus amigos e companheiros, levaram as suas estrelas e as suas pérolas? Gavroches revolucionários, nas barricadas da vida, revolucionários com os ideais presos às mãos, para as suas estrelas iluminarem a sua defesa pela liberatura, da poesia, da arte, na sua diversidade e dos melhores valores humanos.

Mas nem todos os garotos gavroches foram felizes. Milhares de garotos e raparigas, agruparam-se numa cruzada, conhecida pela Cruzada das Crianças, comandadas por dois garotos com as idades de 10 anos, um francês, Eugénio, e o outro alemão, o Estêvão, para libertarem a Terra Santa dos muçulmanos, em 1212. Transcrevo esta Cruzada da História da Igreja, do autor August Franzen: «Por que Deus exigia que só as virgens e crianças poderiam libertar a Terra Santa. E porque todas as cruzadas tinham sido derrotadas, apesar de cavaleiros sanguinários». E transcrevo o fim desta Cruzada, do mesmo livro da História da Igreja «O empreendimento em nome de Deus, terminou numa terrível tragédia. As raparigas foram vítimas de terríveis abusos no norte de Itália (apesar das bênçãos do papa, em Roma), em Marselha vendidos para escravos e em Alexandria, uma imagem arrepiante». E quantos inocentes gavroches, têm sido aproveitados em nome de Deus, de Cristo e de sua Mãe? Inocentes, só acompanhados pelas luzes das estrelas que lhes ofereceu o seu companheiro gavroche Jesus, têm sido aproveitados, mesmo pelos que se afirmam cristãos-católicos portugueses. E aproveitamento por todo o mundo, que resulta em milhões de crianças massacradas com guerras e mortes com fome. Satisfazem os seus interesses. Mas quando chegar o fim de tantos deles, sem as luzes das estrelas dos gavroches, um negrume eterno os espera. Eu, ainda aqui estou, com a minha estrela roubada. A pérola está com a minha mulher.
E só no patim da igreja de Vide.
Oh pai!... Não estás só... estás nos nossos corações e rodeado de todos os teus Gavroches!
Dois Livros Únicos...
Eis a capa do segundo volume "O Último Garoto" do Memorial de Vide, que ficou incompleto devido ao falecimento do seu autor, meu pai. Farei tudo para o acabar e editar. Edição de autor, claro, como o primeiro volume "Camélias Brancas". Sendo um livro essencial para a história da Freguesia de Vide, Conselho de Seia, sob múltiplos aspectos, históricos, sociais, geográficos, geológicos, costumes, literários, etc , e tendo pedido ajuda para a sua edição à Câmara Municipal de Seia, soube da recusa pela omissão na resposta ao envio de um livro. 
Ambas as capas são da minha autoria...
Deixo-vos com duas mensagens. A primeira, a dedicatória do livro "Camélias Brancas":
À minha mãe
Mãe que deu ao mundo catorze filhos, nascidos em Vide, como exemplo de uma mulher heróica, professora e educadora.
Na minha partida para longe do meu lar, recordou-me a melhor oração, na mensagem cristã:
“Se quiseres viver a razão da tua vida, olha os lírios do campo que cantam a Natureza divina e olha as avezinhas no céu azul, que voam felizes e em liberdade."
Por isso esta mensagem influenciou este Memorial, que conta vidas humanas, sem cuidar nas suas diferenças sociais, porque têm a mesma dignidade humana, seja analfabeta ou de formação cultural.
Reafirmando esta mensagem, na página seguinte, em jeito de despedida:




