Razao

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27/03/16

Injustiça Nunca Mais!

Gostaria de deixar esta página do facebook à vossa consideração. Depois pedia-vos que a partilhassem o mais que pudessem. Trata-se de tentar reparar as sucessivas injustiças de que este homem tem sido vítima. Não nos caberia a nós, como familiares, fazer esta divulgação, mas a injustiça persiste e é difícil de combater. Apesar de todos os esforços que temos feito desde há cerca de 20 anos, há uma teimosia persistente que tenta ocultar, omitir e esconder a sua obra e a sua vida. A última prende-se com o facto de nos termos apercebido que no blogue, Antifascistas da Resistência, e na respectiva página do facebook, onde consta uma lista infindável de personalidades e respectivas biografias ligadas à oposição ao regime do Estado Novo, trabalho que todos devemos louvar, uma vez mais, o nome do Professor Mário Silva é uma vez mais OMITIDO DE FORMA ESCANDALOSA. O nosso problema é que não compreendemos as razões por detrás deste esquecimento bem lembrado. Dizemo-lo porque se trata somente da personalidade que ENCABEÇOU a lista do célebre despacho da Presidência do Conselho de 1947 que expulsou os melhores das nossas Universidades. Para além de ter sido um Físico reconhecido mundialmente, Assistente de Marie Curie, entre 1925-1929, com uma obra notável na divulgação da Ciência, tendo criado dois museus em Portugal, o Museu Pombalino de Física da UC e o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, teve um papel activo na defesa dos valores da Democracia e da Liberdade em Portugal ("recebeu" a Ordem da Liberdade a título póstumo que nunca foi entregue à família). Foi membro, como representante por Coimbra, do Comité Nacional do MUNAF, Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista, do qual foi presidente o General Norton de Matos. Foi membro da sua Comissão Executiva, órgão máximo do movimento, a convite de Bento de Jesus Caraça. Participou na campanha eleitoral do General Norton de Matos para a Presidência da República, em 1949. Com a estruturação do MUD, Movimento de Unidade Democrática, Mário Silva foi vice-presidente da sua Comissão Distrital por Coimbra, tendo convidado para a presidência Anselmo Ferraz de Carvalho. Em 1961, Mário Silva foi candidato a deputado à Assembleia Nacional, pelo distrito de Coimbra, pelas listas afectas à Oposição Democrática. Como se sabe, a Oposição Democrática apresentou listas em diversos círculos, mas desistiu por considerar que não existiam condições mínimas para a realização de eleições. Antes, em 1958, tinha participado activamente na campanha do General Humberto Delgado para a Presidência da República. Assim, não compreendemos as razões que levam a que historiadores contemporâneos omitam, CONSTANTEMENTE, a sua vida e a sua obra. NÃO NOS CONFORMAMOS, NEM NUNCA NOS CONFORMAREMOS!

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