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28/02/12

A Vida Inteligente no Universo


Em Memória de Carl Sagan, selecionei o livro, Carl Sagan e I.S. Chklovski, “A Vida Inteligente no Universo”, Publicações Europa-América, tradução da 1ª edição de 1966, porque me marcou para a vida.
O livro é uma viagem através do espaço e do tempo. Além de uma descrição exaustiva do Universo, das galáxias, das estrelas, da sua vida e morte, e, como tal, uma excelente introdução à Astronomia, à Astrofísica e à Cosmologia, este livro discute cientificamente a possibilidade da existência de vida inteligente extraterrestre. É uma procura séria, baseada em factos científicos e não dogmáticos. É uma abordagem verdadeiramente arrebatadora. É um livro que nos faz sentir muito pequenos. As distâncias cósmicas são enormíssimas e, por isso, para nos convencer, Sagan faz comparações usando escalas do nosso quotidiano. Diz Sagan: “representemos o sol como uma bola de bilhar com cerca de 7 cm de diâmetro. Nesta escala, Mercúrio, o planeta mais próximo do sol, ficaria a cerca de 280 cm, a Terra a uma distância de 760 cm, Júpiter, o planeta maior, a cerca de 40 m, e Plutão o planeta mais distante, ficaria a quase 300 m da bola de bilhar. O diâmetro da Terra seria um pouco maior que 0,5 mm (um grão de areia), o da Lua 0,1 mm, e a sua órbita à volta da Terra teria um diâmetro de cerca de 4 cm. Nesta escala minúscula, a estrela mais próxima do Sol, a Próxima de Centauro, a cerca de 4 anos-luz, ficaria a cerca de… 2000 km (!), tão longe que as enormes distâncias planetárias mostradas na nossa escala pareceriam insignificantes por comparação.” Arrebatador. Foi este tipo de deslumbramento que bebi neste livro, que me levou a interessar-me por obras sobre Cosmologia. Neste sentido, sem querer desmerecer outras editoras importantes, aproveito para dar os meus parabéns à Gradiva que a partir, salvo erro dos anos 80, criou uma coleção de livros absolutamente extraordinária chamada “Ciência Aberta”. Através dela conheci a obra de autores tão interessantes e cientistas tão ilustres como Steven Weinberg, Stephen Hawking, Paul Davies, Hubert Reeves, só para citar os que mais gosto. Obviamente que, certamente, um dia aqui estarei para falar de cada um deles. Deus me dê forças e engenho para tal. Hoje, aquela coleção conta já com centenas de livros, todos eles praticamente ligados às Ciências Físicas e à Cosmologia.

A Cosmologia é a área científica, multidisciplinar, que trata da História do Universo. Sobre a sua origem, a sua evolução. Eu diria mesmo que se trata da área científica que mais se aproxima de Deus. Hoje, como todos deveriam saber, a Ciência reduziu o papel de Deus na criação à própria origem do Universo. Pois a Cosmologia consegue explicar-nos tudo o que aconteceu desde que o Universo foi criado, nessa explosão primordial a que chamam de “BIG BANG” datando, inclusivamente, a sua origem há cerca de 15.000 milhões de anos. Tudo o que conhecemos começou nesse instante. Fez-se, literalmente, luz. Esta idade, que parece um número enorme e uma idade elevadíssima, afinal é banal. Com os números que todos dias por aí se publicam e ouvem, sobre o défices, os PIB e companhia, constatamos afinal que o Universo nem é assim tão velho. Afinal a nossa Economia é gerida por números bem maiores. 20% da venda da EDP (fomos bem muito bem lesados e, por isso, esperamos que um dia os responsáveis sejam responsabilizados), rendeu cerca de 3.000 milhões de euros, significando que a empresa vale em euros o mesmo número de anos que o universo tem. Isto é fantástico! Eis a importância das Finanças nos nossos dias. Vive-se para ela. Ponto. Mas esta grandiosidade dos números financeiros dos dias irracionais que, infelizmente, vivemos, atiram-nos, inapelavelmente, para o livro que hoje aqui vos trago: A Vida Inteligente no Universo. É um livro extraordinário por várias razões. Podia ter escolhido outros, porque outros existiram que me marcaram. Mas não há amor como o primeiro, segundo dizem. Mas se existiram razões para esta escolha, eis algumas:
Primeiro:
Faz todo o sentido falar de inteligência, em tempos em que ela, decisivamente, não abunda. Vivemos dias de quase demência coletiva, de pura irracionalidade. Talvez estejamos mesmo a viver o fim da chamada Civilização Ocidental que, como sabemos, é a sucessora da Greco-Romana. Neste sentido, há todo um simbolismo quando parece que o estrebuchar desta civilização comece precisamente na Grécia. Não deixa, curiosamente, de ser um sinal. Um triste sinal. Triste porque, se pensarmos bem, são os que se julgam superiores, porque tendo dinheiro se acham ricos, mesmo que de espírito pobre e, no passado, financeiramente miseráveis e moralmente e humanamente selvagens, que, hoje, vivendo no centro e norte da Europa, maioritariamente protestante (nos Estados Unidos quem hoje comanda o sistema financeiro são WASPs, que tranduzindo, significa, Branco, Anglo-Saxão e Protestante) usam, dizia, pejorativamente, a sigla PIGS (Portugal, Italy, Greece, Spain) ou PIIGS (Portugal, Italy, Irland, Greece, Spain), para caracterizar os países periféricos, que se encontram em dificuldades na zona Euro. Diga-se, por terem ido atrás dos embustes que eles próprios criaram para enriqueceram à custa dos PIIGS. Nada é por acaso. A crise das dívidas soberanas podiam ser resolvidas num ápice se fosse somente uma questão de bom-senso. Mas não o é. Não é por acaso, obviamente, que só incluíram os países católicos nesta sigla, se é que me percebem. Também não é por acaso que dão à luz excrescências desumanas, como o tal de Breivik. Nada é por acaso. O renascimento do Nazismo na Rússia também não é por acaso. Quem diria! Mal eles sabem, por pura soberba, racismo e estupidez, no entanto, que estão a dar um tiro nos pés. A soberba sair-lhes-à pela culatra, para não dizer uma asneira. Afinal, estão, sem o saberem, a enterrar a Civilização em que vivem, e que deviam preservar para as gerações futuras. Mas, mais do que o fim de uma Era, estaremos antes a assistir a um novo ciclo da história. Será a antecâmara da destruição da Humanidade? Seja como for, é também a Dialética a dizer presente, com certeza. Mas qual foi a contribuição destes países arrogantes para a Civilização Ocidental, tal como a conhecemos, estes que agora escorraçam a Grécia e os outros PIGS?

Pois a grega foi imensa. A Democracia, os Sistemas Políticos, a Filosofia, a Ciência, tiveram como berço a Grécia Antiga. Os Romanos deram-nos a Organização do Estado. Os Franceses a República e o Socialismo. Os Portugueses deram novos Mundos ao Mundo, nas Descobertas. Os Americanos a Conquista do Espaço, tal como os Russos. Afinal, nesta atual História, triste, o que é que os países do Norte da Europa e a Alemanha nos deram? Terá sido por acaso que durante muitos séculos foram considerados povos bárbaros? O racismo primário que se traduziu no Apartheid na África do Sul foi obra de quem? O apuramento da raça que se traduziu pelo maior Genocídio da História da humanidade foi perpetrado por quem? Essa excrescência política a que chamaram de Nazismo foi obra de quem? Quando vêm falar de PIIGS sabemos muito bem o que querem. Não nos iludamos com a direita que governa nestes países. É um autêntico cancro da humanidade. A Alemanha, sem dúvida, deu-nos imensos grandes pensadores, cientistas, músicos e escritores, mas também nos deu muitas desgraças. Eles que tanto foram ajudados. Eles a quem os restantes europeus já perdoaram tanta coisa. Eles que, pela pilhagem que fizeram na Grécia na 2ª Grande Guerra, devem hoje aos gregos mais de 80 biliões de euros. Eles que nos deram o Genocídio e o Nazismo, provavelmente, os momentos mais tristes da História da Civilização Ocidental, da própria Humanidade. Ao mesmo nível, só mesmo os tempos da Inquisição da Santa Sé. Mais a Norte, somente a implementação dos excelentes sistemas sociais-democratas são dignos de nota (o que na realidade não é pouco). Sistemas que, inacreditavelmente, hoje, em vez de serem acarinhados e aprofundados pela própria Europa, por eles próprios, por serem autênticos faróis para o desenvolvimento social e político, parece que todos querem destruir, numa orgia frenética de estupidez, numa espécie de rendição absoluta e louvor ao capitalismo primário, selvagem, pornográfico, que tanto mal nos fez no passado, na pós-revolução industrial. O comunismo não surgiu por acaso! Estúpidos! Querem insistir num caminho que já provou ser errado. Não aprendem com a História, porque a ignorância dos homens, como já dizia o nosso Marquês de Pombal, é a fonte de todos os males.
Segundo:
A lição que Sagan nos dá. Ou melhor, as lições. A primeira de todas. Mostra-nos que a Ciência está acima de todas as outras atividades humanas. Afinal, trata-se, de um livro escrito a duas mãos. Este livro foi iniciado por I.S. Chklovski, um Astrofísico Russo que iniciou o trabalho e o publicou na ex-União Soviética. O livro teve um grande impacto e Carl Sagan propôs-se a fazer a tradução do livro para inglês. Mas como se tratava de uma assunto que lhe era caro, propôs que ele anotasse o livro, sempre que o texto inicial lhe puxasse alguma nova ideia. E foi assim, em plena Guerra Fria, pois a primeira edição é de 1966, que os dois cientistas ultrapassaram barreiras físicas, aparentemente inultrapassáveis, para escrever este livro. Sagan dizia que a probabilidade de se encontrar pessoalmente com Chklovski naquele tempo era igual à probabilidade de cumprimentar um extraterrestre. É por isso prova que a Ciência está acima de qualquer questiúncula política. Repare-se que, nem Chklovski, deixou de apoiar o sistema comunista, em que acreditava, nem tão-pouco, Sagan, que obviamente discordava dele, deixou de acreditar no sistema capitalista, com regras, diga-se, que vigorava nos EU. É também por isso uma lição de civismo exemplar. Note-se que nos EU, não muitos anos antes, qualquer ligação à URSS, inclusivamente a colaboração num livro, poderia ser mal entendida e facilmente ser considerado “Um amigo dos comunistas”. Muitos americanos pagaram caro as arbitrariedades desse tempo de “caça às bruxas”, no tempo do Senador McCarthy, uma década antes. O caso mais famoso foi o da perseguição ao cineasta Charlie Chaplin, entre outros. 
Terceiro:
A terceira razão para a escolha deste livro é a lição direta que ele nos dá. Este livro faz-nos sentir pequeninos, muito pequeninos. Por isso, através dele, o nosso ego pode ser reduzido. Ou pelo menos, comprimido. Aconselho-o, também por isso, como leitura obrigatória a qualquer pessoa que ingresse na vida política. Principalmente aos governantes que temos tido. Mas, essencialmente, a todos aqueles que sejam curiosos e se perguntem o que fazemos aqui, para onde vamos. O que somos nós? Haverá vida noutros planetas? Onde acaba o Universo? Como surgiu a vida? Questões que estão por responder e para as quais a Ciência tem vindo a procurar e, nalguns casos, a dar respostas. Neste sentido, este livro foi onde, até hoje, encontrei mais informação. Apesar do livro ter sido escrito em 1966, e apesar de nalguns assuntos poder estar desatualizado, continua a ser uma referência inquestionável para todos os que procuram respostas para estas perguntas, diria, cosmológicas. Mesmo que escrito numa época pré-Modelo Padrão. No entanto, os anos 60 foram anos em que se fizeram algumas grandes descobertas. E importantes. Por exemplo, Penzias e Wilson descobriram aquilo a se chama radiação de fundo cósmica. Uma prova, se calhar a principal prova, da existência do BIG BANG. A explosão primordial que deu origem ao universo que conhecemos. E, de facto, se a Teoria do Big Bang já tinha sido proposta anteriormente, devido observações que apontavam para a sua existência, como a expansão das galáxias descoberta por Hubble que descobriu que as galáxias se estavam a afastar umas das outras e que a velocidade de afastamento era proporcional à distância a que se encontravam. Este modelo pode ser explicado com base num modelo muito simples. Se fizermos umas marcas na superfície de um balão vazio e depois o enchermos, repararemos que as marcas se afastam umas das outras, porque o meio entre elas aumenta. É isto, mais ou menos, que permite explicar o afastamento galáctico. E se as galáxias se afastam umas das outras então, raciocinando inversamente, podemos concluir que nalgum tempo atrás estiveram mais juntas. Recuando sucessivamente no tempo, vamos dar a um ponto inicial… onde tudo começou, numa mega explosão universal, chamada Big Bang. Uma curiosidade relacionada com este facto, que também descreve um pouco como as convicções religiosas podem modificar a proposição de novas teorias, foi a inclusão por Einstein de uma constante, chamada constante cosmológica, nas suas equação da teoria geral da relatividade. Efetivamente, embora não dogmático, Einstein era profundamente religioso. A teoria quântica sempre lhe fez muita confusão, chegando a este propósito a afirmar que “Deus não joga aos dados”! Mas, dizia, Einstein acreditava piamente num Universo estático e imutável. Dado que a expansão do Universo era uma conclusão direta da sua teoria, no caso de não considerar a tal constante, ele decidiu “aldrabar” introduzindo-a nas suas equações. Os Físicos teóricos, diga-se, também nunca se sentiram confortáveis com a sua presença (da constante, obviamente). Dependendo das evoluções que a Física tem vindo a sofrer ao longo dos anos, ela tem sido posta e retirada, consoante as necessidades. Mas esta atitude de Einstein, de introduzir a constante cosmológica para que as suas equações conduzissem a um Universo idealizado, levou-o anos mais tarde a reconhecer que tinha sido o erro mais estúpido que tinha cometido… ou talvez não! Efetivamente, ele teria descoberto a expansão das galáxias muitos anos antes (1915) de esta ter sido descoberta pelas observações do astrónomo americano Edwin Hubble (1929), que deu o seu nome ao telescópio orbital lançado pela Nasa nos anos 90. De notar que as descobertas de Hubble levaram a que George Gamow nos anos 40 propusesse a chamada teoria do Big Bang. Esta teoria, hoje comummente aceite, sempre teve ao longo dos anos alguns opositores, como o britânico Fred Hoyle, cujo termo se deve ironicamente a ele, pois surgiu-lhe quando ao tentar parodiar a tese do universo em expansão, lhe surgiu o termo Big Bang.
Quarto:
A quarta razão foi o facto de que a partir da leitura deste livro, a procura por outros semelhantes, seja de Astronomia, de Física e Cosmologia, nunca mais parou. Foi neste sentido um despertar para uma área extremamente interessante do saber. Que é precisamente o de saber o que somos e o que fazemos aqui! Podia ter escolhido Steven Weinberg, com o seu livro os “Três Primeiros Minutos do Universo"… Um dos laureados com o Prémio Nobel da Física em 1979 (em co-autoria com Abdus Salam e Sheldom Glashow) pela unificação de duas forças da natureza – a eletromagnética e a nuclear fraca. Posteriormente, Carlo Rubbia (que escreveu entre outros um livro excecional chamado o Dilema Energético(*)) também viria a descobrir duas partículas fundamentais (em co-autoria com Wan der Meer), chamadas de Bosões W e Z responsáveis pela força fraca, também ele laureado com o Nobel da Física. Este livro foi portanto escrito numa época em que se consolidava o chamado Modelo Padrão, base da Física das Partículas e da Teoria Quântica dos Campos, que unificava três das quatro forças da Natureza. A nuclear forte, fraca e a electromagnética, apenas ficando de fora gravidade. Ainda hoje não foi possível a unificação das 4 forças da Natureza numa teoria única. Espera-se que a Teoria das Cordas, mais recente, (na qual não acredito) venha a dar uma resposta a este problema. Uma teoria de tudo, cuja descoberta levou alguns autores a declararem que seria o fim da Física. Em sentido estrito, obviamente. Na altura em que o livro foi escrito, os físicos estudavam precisamente formas possíveis que levariam à génese do Modelo Padrão. Este modelo basicamente divide as partículas fundamentais em dois grandes grupos – os fermiões são as partículas que constituem a matéria e os bosões que são as partículas que transmitem as forças (e medeiam as partículas). Esta teoria, embora explicando as três forças da natureza, não consegue incluir a gravidade e uma força mediadora relacionada, o gravitão que, neste caso, só poderia ser atrativa e não repulsiva. Mas isto está em desacordo com a teoria da relatividade geral de Einstein, que considera que a gravidade é somente consequência da curvatura do espaço-tempo. Corpos de grande massa distorcem/encurvam o espaço-tempo em seu redor cuja consequência é medida pela força gravítica que geram.
Numa simples palavra. Este livro foi um GUIA para mim. Obrigado Carl Sagan!

(*) Livro que aconselho a quem tem tido o poder de decisão sobre o plano energético Nacional. Existem por aí muitos burros, preconceituosos, que falam do que não sabem e têm sabido impor a sua visão errada sobre este assunto, tão importante para o nosso futuro. Portugal tem uma dívida energética enorme, que podia ter começado a ser resolvida há trinta anos atrás. Hoje poderíamos ser um país mais rico e próspero se estes imbecis não se tivessem imposto. Até quando?

4 comentários:

Niagara disse...

Li este mesmo livro há uns anos atrás. Esmagador, e profundamente marcante. Passei efectivamente a perspectivar o "nosso" lugar neste Universo de uma forma bastante mais... realista.
Das muitas pessoas que o deveriam ler, creio que muito poucas tenham o necessário para o entender.

João do Lodeiro disse...

Caro amigo,

Obrigado pelo seu comentário. Afinal ainda há vida inteligente em Portugal!

Um abraço
João do Lodeiro

Niagara disse...

Há efectivamente vida inteligente em Portugal, e muita! Creio que a grande maioria não se dá bem no actual contexto de imbecilização acrítica galopante, pelo que apenas vamos encontrando vestígios aqui e ali.
Há que insistir no tema.

João do Lodeiro disse...

Meu caro amigo,

Infelizmente parece que não é de agora! À imbecilização acrítica, como lhe chama, eu chamaria, simplesmente, ignorância. Temos cada vez mais especialistas em Portugal que sabem cada vez mais de menos e menos. Falta, portanto, quem saiba menos de mais e mais. Pelo caminho que o país leva, estes últimos serão, infelizmente, cada vez menos e menos…

Um abraço
João do Lodeiro