Razao

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05/09/09

A Manuela e a Política

Como sói dizer-se, quando a esmola é grande... enorme... o pobre desconfia. Neste caso, eu sinto-me pobre, e por isso também desconfio da esmola que nos dão. O PM e o PS também o dizem. A política em Portugal está ao nível de um bom arraial, seja lá do que for. E parece que vale tudo. É certo que os contornos sobre o final do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes (MMG) levam a que apontemos o dedo acusatório a José Sócrates e ao PS, por todos os motivos e mais alguns. Primeiro, a jornalista diz que estava preparada para apresentar NOVOS DADOS sobre o caso Freeport e, segundo, porque era público o ódio do PM àquele telejornal. Relativamente aos novos dados, era importante que os mesmos fossem tornados públicos. Em minha opinião, é caso para dizer que a montanha pariu um rato, pois acho que eles não existem.

Relativamente ao próprio telejornal, diria que só se estranharia se a TVI teimasse em mantê-lo. À primeira vista as lipos, os pilling, os botoxes, e o diabo a quatro, não afectam o cérebro. Mas no caso da MMG acho que afectaram. Ela era uma boa jornalista, diacho! Hoje parece uma tontinha. Há que introduzir esta contra-indicação nos ditos tratamentos estéticos. Por isso, o telejornal tinha os dias contados. Não fosse o marido da senhora e aquilo teria acabado há mais tempo. Não tinha ponta por onde se pegasse. Nós próprios comentámos a triste entrevista a Marinho Pinto. E do comentador, Vasco Pulido Valente, nem sei o que dizer. Nossa, é ele como comentador na TVI e o Cacofonix como bardo na aldeia dos irredutíveis gauleses. Dêem-lhe canetas e papel, mas por favor amordacem-no!

E não venham culpar a Prisa e os ingénuos dos espanhóis nesta história. Resumindo. Assistimos ao fim de um telejornal que há muito devia ter acontecido. No entanto, o "timing" para o drama foi meticulosamente escolhido. Afinal, temos muitos chicos espertos, alguns meio à espreita, que julgam que nos "comem o caldo na cabeça". Outros, armados em paladinos da "liberdade de expressão", mais não são do que lobitos vestidos com pele de cordeiro. Porque, afinal, a quem interessa toda esta palhaçada? É que em política nem sempre 2+2 =4. Às vezes 2+2 = 1.

Senhor, Livrai-nos dos economistas de lápis atrás da orelha que espreitam o poder em Portugal. Eu sei que temos um em Belém. Por isso, já basta!

2 comentários:

Anónimo disse...

Boa tarde.

Talvez mude de opinião ao ouvir as novas provas contidas na peça que Manuela Moura Guedes foi impedida de apresentar...

http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&pagina_actual=1&mul_id=13162208&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1

Perceba que o caso FREEPORT pode ter a Procuradora Socialistas Cândida em Londres disposta a ilibar Sócrates e arquivar o processo. Mas o povo português é ignorante mas não é estúpido…E pelo menos somar 2+2 ainda sabe!
Nada, mesmo nada legitima a medida anti-democrática para silenciar a M.M.G..
Sabe eu sei reconhecer uma ditadura, quando a vejo chegar...porque vivi no tempo do Salazar...
Este novo déspota é um zero à esquerda, comparado com Salazar...nem me dou ao trabalho de explicar, basta lembrar como obteve o diploma…
E olhe que eu incluo-me nas admiradoras dessa senhora jornalista, que tem força de carácter e não acata ordens socretinas.
A democracia vai vencer em 27 de Setembro!

JP disse...

Caro amiga,
Obrigado pelo seu comentário. Repare que tenho sido um crítico acérrimo da actual governação socialista. Basta analisar o que aqui tenho escrito, principalmente por causa dos professores portugueses. Aliás, posso mesmo dizer que me sinto traído pelo actual governo. Por isso não defendo José Sócrates, que pouco tem de socialista. Mas também é fácil perceber a quem interessa todo este circo em vésperas de eleições. E digo-lhe mais. Apesar de péssimo, antes este”déspota zero à esquerda”, como diz, que, apesar de tudo, tem feito muito mais por Portugal do que os governos ligados à direita retrógrada e mesquinha portuguesa. Não esqueço que, da última vez que estiveram no poder, e somente para se vingarem do PS, esquecendo o país, não se coibiram de dizer que estávamos de tanga, atirando-nos para o buraco, acabando com progressões nas carreiras, congelando vencimentos, destruindo institutos a torto e a direito, sem qualquer critério objectivo e mantendo toda a pouca vergonha que se passava na banca e nos seguros. Em suma, uma política de terra queimada. E tantos sacrifícios para os portugueses para quê? Para que tudo ficasse rigorosamente na mesma, ou pior ainda. Por isso, é bom que os portugueses não esqueçam. Mas se a hipocrisia chegou ao PS, há muito que chegou ao PSD. Alguns até têm o descaramento de se dizerem sociais-democratas e, ao mesmo, tempo, dizerem mal do socialismo. Não acha caricato? Que raio de politica social-democrata defende esta gente que se diz de direita? Social-democracia de direita? Onde? Só mesmo em Portugal. Por isso na Europa lá rumam ao lugar que lhes pertence, isto é, à bancada do Partido Popular.
Relativamente a MMG, digo-lhe que em tempos apreciei o seu trabalho como jornalista. Mas confesso que ultimamente MMG mudou muito e, infelizmente, para pior. É a minha opinião. Claro está.